Prof. Dr. Frank Usarski fala sobre o diálogo inter-religioso
Introdução
Visão geral da seção: Nesta seção, o palestrante apresenta o motivo pelo qual está gravando o vídeo e fala sobre a conferência que está sendo realizada na PUC Minas.
Convite para participar de uma conferência
- O palestrante foi convidado por um grupo de pesquisa da PUC Minas para participar de uma conferência sobre religião pluralismo diálogo.
- O tema da conferência é diálogo inter-religioso na ciência da religião aplicada.
- O palestrante trabalha com esses temas há muito tempo e já publicou um ensaio sobre ciência da religião aplicada.
Reflexões sobre a relação entre ciência da religião acadêmica e aplicada
Visão geral da seção: Nesta seção, o palestrante reflete sobre a relação entre ciência da religião acadêmica e aplicada.
Diferença entre ciência da religião acadêmica e aplicada
- O palestrante trabalhou com diálogo inter-religioso no controle externo budismo em colaboração com a Igreja Católica.
- Ele está refletindo sobre a relação entre ciência da religião acadêmica e aplicada.
- Na Alemanha, um cientista estava desenvolvendo ideias sobre ciência prática da religião, que é uma abordagem diferente à ciência da religião aplicada.
- A diferença importante é que a abordagem do cientista não fala em "ciência da religião aplicada", mas sim em "ciência prática da religião".
Ciências práticas da religião
Visão geral da seção: Nesta seção, o palestrante fala sobre ciências práticas da religião.
Ciência prática da religião
- A ciência prática da religião é uma abordagem diferente à ciência da religião aplicada.
- Otto Busch desempenha um papel importante na ciência prática da religião e incentivou o debate sobre a participação dos cientistas da religião na sociedade acadêmica.
- A diferença entre teologia e ciências da religião é que normalmente o cientista da religião estuda um objeto mais amplo que mistura várias religiões, qualificando-o como um participante do diálogo inter-religioso de maneira específica.
Abordagem não normativa na ciência da religião
Visão geral da seção: Nesta seção, o palestrante fala sobre a abordagem não normativa na ciência da religião.
Abordagem não normativa
- A disciplina clássica de ciência da religião é indiferente diante seus objetos de pesquisa.
- Uma das diferenças entre teologia e ciências da religião é que a questão de qual é a melhor ou verdadeira não faz parte do repertório dos cientistas.
- O agnosticismo metodológico significa que os cientistas questionam se existe uma verdade ou Deus.
- Os materiais produzidos pelos povos sobre essa realidade são estudados pelos cientistas.
Trabalho com fenômenos relacionados à Religião
Visão geral da seção: Nesta seção, o palestrante fala sobre o trabalho com fenômenos relacionados à religião.
Trabalho com fenômenos relacionados à religião
- A ciência da religião não se deixa contaminar ou pressionar por agendas políticas.
- A ciência da religião trabalha em um ambiente relativamente independente que se chama academia, onde é possível pesquisar sem interferência de instâncias que têm interesses pragmáticos na vida.
- Embora a ciência da religião não trabalhe em um vácuo, ela deve preservar seus ideais e psicológicas.
- O trabalho com esses fenômenos deve ser assegurado para preservar nossos ideais e psicológicas.
Conclusão
Visão geral da seção: Nesta seção, o palestrante conclui sua reflexão sobre a relação entre ciência da religião acadêmica e aplicada.
Reflexões finais
- É importante que a ciência da religião não seja contaminada ou pressionada por agendas políticas.
- A ciência da religião deve trabalhar em um ambiente relativamente independente que permita pesquisar sem interferências externas.
- O trabalho com fenômenos relacionados à religião deve ser assegurado para preservar os ideais e psicológicas dos cientistas.
Diálogo inter-religioso e a ciência da religião aplicada
Visão geral da seção: Nesta seção, o palestrante discute a importância do diálogo inter-religioso e como a ciência da religião pode ser aplicada para abordar problemas sociais relacionados à religião.
A importância do diálogo inter-religioso
- O palestrante destaca que o tema do colóquio é diálogo inter-religioso e como isso pode ajudar a trazer questões relacionadas à religião para discussões mais explícitas.
- Ele argumenta que o futebol, o Oscar e outras coisas podem ter mérito, mas o diálogo inter-religioso é fundamental para abordar problemas sociais relacionados à religião.
Ciência da Religião Aplicada
- O palestrante menciona que a ciência prática da religião deve fazer um esforço para reagir contra problemas da sociedade pacificando humanizando e restringindo conflitos.
- Ele cita alguns fenômenos problemáticos que precisam de intervenção, como fanatismo religioso, radicalismo fundamentalismo, terrorismo, escravidão e supressão das mulheres.
- O palestrante expressa sua esperança de que a ciência prática da religião possa promover um futuro melhor.
Questões em torno da intervenção científica na religião
- O palestrante questiona onde termina a certeza subjetiva de um fiel que sua religião representa a verdade e deve ser seguida sem concessões, e onde começa o fundamentalismo.
- Ele questiona como a ciência da religião pode identificar zonas de conflito e quando deve intervir para abordar comportamentos problemáticos relacionados à religião.
- O palestrante destaca que os cientistas da religião não são especialistas em ciências políticas, sociais ou assistência social, mas precisam trabalhar dentro das regras científicas para gerar intervenções significativas.
- Ele questiona quem se beneficia com a intervenção e como justificar uma intervenção em favor de uma minoria ou maioria.
Ciência Prática da Religião
Visão Geral da Seção: Nesta seção, o palestrante discute a ciência prática da religião e como ela apresenta um problema em relação à legitimação das ciências práticas. Ele também fala sobre as operações mentais envolvidas na descoberta de problemas científicos e como o conhecimento precisa ser transformado para se tornar engajado.
Legitimação das Ciências Práticas
- A ciência prática da religião apresenta um problema em relação à legitimação das ciências práticas.
- As regras científicas exigem que um cientista trabalhe com fome, negligenciando o primeiro bonde.
Operações Mentais na Descoberta de Problemas Científicos
- Existem duas operações distintas envolvidas na descoberta de problemas científicos: funções heurísticas e sequência de idade.
- O contexto de descoberta é onde os problemas surgem e são identificados.
Transformação do Conhecimento para Engajamento
- O conhecimento precisa ser transformado para se tornar engajado.
- Existem dois contextos distintos: contexto de descoberta e contexto de justificação.
- O contexto de justificação não segue necessariamente a lógica do problema cotidiano, mas sim outros valores e princípios que precisam ser transformados em um problema específico.
Exemplo Acadêmico
- Para distinguir esses dois contextos, o palestrante dá um exemplo acadêmico.
- O conhecimento produzido pela religião é diferente do conhecimento produzido pela ciência.
Contexto de Utilização
- O contexto de utilização envolve a divulgação dos resultados obtidos após trabalhar com esses fenômenos.
- É importante distinguir claramente os contextos de descoberta, justificação e utilização para defender uma ciência engajada.
A utilidade e a natureza da ciência da religião
Visão geral da seção: Nesta seção, o palestrante discute a utilidade e a natureza da ciência da religião.
Compromisso com a distância de disputas sócio-políticas do cotidiano
- A ciência da religião tem dois aspectos principais: a questão da utilidade e a natureza.
- O primeiro aspecto é que, ao produzir conhecimento sobre as religiões, é possível divulgar esse conhecimento para reduzir preconceitos e radicalizações.
- O segundo aspecto é que essa funcionalidade pode ter um público-alvo mais amplo, ou seja, toda a sociedade em geral.
Advocacia involuntária
- Ao oferecer conhecimento sobre uma religião para uma sociedade, pode-se contribuir para diminuir preconceitos. Isso é chamado de advocacia involuntária.
- Um cientista da religião pode desempenhar um papel como intermediador no diálogo inter-religioso.
O papel do cientista da religião no diálogo inter-religioso
Visão geral da seção: Nesta seção, o palestrante discute o papel do cientista da religião no diálogo inter-religioso.
Perspectiva externa
- O cientista da religião mantém uma perspectiva externa no diálogo inter-religioso.
- Ele pode desempenhar um papel como intermediador no diálogo inter-religioso.
Dimensão do diálogo
- A dimensão do diálogo é uma questão importante para o cientista da religião.
- É importante saber quais são os limites desse discurso e quais são as precondições necessárias para que o diálogo ocorra.
Divergências e convergências entre as religiões
Visão geral da seção: Nesta seção, o palestrante discute as diferenças e semelhanças entre as religiões do ponto de vista ético e ritualístico. Ele também apresenta a ideia de que as religiões são sistemas simbólicos fechados, mas que podem ser compreendidos em um contexto maior por meio do diálogo inter-religioso.
Semelhanças éticas e rituais entre as religiões
- As religiões têm mais semelhanças do que diferenças no nível ético.
- A peregrinação é um elemento comum em muitas religiões.
- A Igreja Católica reconhece elementos da peregrinação presentes no Islã.
- Cinco encontros inter-religiosos podem começar com aspectos harmônicos para garantir uma certa amizade entre os participantes.
Religiões como sistemas simbólicos fechados
- As religiões são sistemas simbólicos fechados, ou seja, seus elementos só fazem sentido dentro do próprio sistema.
- Os elementos defendidos pelas religiões só fazem sentido quando contextualizados em uma possibilidade maior onde cada elemento recebe seu significado de acordo com referências a outros símbolos.
- As religiões podem ser vistas como sistemas plausíveis em si mesmas, mas apenas dentro desse contexto maior.
Modelo de aceitação no diálogo inter-religioso
- O cientista da religião defende indiretamente o modelo de aceitação no diálogo inter-religioso.
- O modelo de aceitação significa o reconhecimento de que as religiões são profundamente diferentes, mas não deixam de estar relacionadas entre si.
- As religiões têm suas próprias plausibilidades e fazem todo sentido para seus fiéis, mas isso não significa que elas possam se encontrar em uma página comum.
O Papel da Ciência da Religião na Formação Profissional
Visão Geral da Seção: Nesta seção, o palestrante discute a importância do diálogo inter-religioso e como a ciência da religião pode ser aplicada na formação profissional.
Diálogo Inter-Religioso
- É importante ter conhecimento de pelo menos duas religiões profundamente para estabelecer um diálogo inter-religioso efetivo.
- Identificar os pontos nevrálgicos entre as religiões é fundamental para construir uma situação mais harmoniosa.
- A ciência da religião tem muito potencial para contribuir para o diálogo inter-religioso e deveria concentrar esforços nessa direção.
Aplicação na Área de Saúde
- A reforma curricular pode apostar em uma herança que já existe na ciência da união, por exemplo, a área da saúde. Já existem cientistas da religião estudando hinduísmo, budismo e outras religiões relacionadas à saúde.
- É importante resgatar e sistematizar informações sobre as diferentes religiões e oferecer esse material aos alunos. Isso inclui conhecimento sobre a estrutura dos sistemas religiosos, questões doutrinárias e éticas.
- O diálogo com especialistas de fora não é necessário quando se trata de abordagens concretas como acupuntura ou homeopatia. É possível utilizar o conhecimento já existente na ciência da religião.
Desafios Curriculares
- A aplicação da ciência da religião na formação profissional apresenta desafios curriculares, incluindo a necessidade de treinamento mais claro no sentido da fé e incorporação dos princípios presentes desde o início.
- É importante oferecer um curso de introdução à ciência da religião comparada para incentivar os alunos a mergulhar nesse universo.
- A atitude discursiva é fundamental para contribuir para o papel mais importante da ciência da religião que é a empatia.