Ep.02 da série 'ECONOMIA BRASILEIRA' : 1808 – 1888 – Nasce uma pátria

Ep.02 da série 'ECONOMIA BRASILEIRA' : 1808 – 1888 – Nasce uma pátria

Introdução

Visão Geral da Seção: Nesta seção, é apresentado o contexto histórico do Brasil no século XIX e a vinda da família real portuguesa para o país.

Ciclos Econômicos e a Chegada da Família Real

  • O Brasil viveu três ciclos econômicos voltados à exportação: pau-brasil, açúcar e ouro.
  • Em 1800, o mundo já havia passado por eventos como o Iluminismo, a independência dos Estados Unidos, a Revolução Francesa e a Revolução Industrial.
  • A colônia brasileira continuava analfabeta, escravocrata e proibida de produzir.
  • Com a ameaça de Napoleão Bonaparte na Europa, Portugal foi pressionado a aderir ao bloqueio continental contra a Inglaterra.
  • Diante dessa pressão, o príncipe regente Dom João foge para o Brasil em 1808 com apoio da Inglaterra.

A Transferência da Corte Portuguesa

  • Com a vinda da família real para o Brasil, entre 10.000 e 15.000 pessoas vieram junto, incluindo membros da elite portuguesa.
  • Dom João abre o país ao comércio internacional, quebrando o pacto colonial com Portugal.
  • O Rio de Janeiro se transforma em sede do reino e recebe diversas instituições do estado português.

Transformações no Brasil

  • São criadas instituições como uma junta comercial, guarda nacional, biblioteca nacional e jardim botânico.
  • O Rio de Janeiro ganha museus, teatros e escolas de artes.
  • É criado o Banco do Brasil, que aumenta a circulação monetária e transforma a economia em uma economia com traços mercantis mais fortes.
  • Com a derrota de Napoleão Bonaparte, Dom João retorna para Portugal em 1821, levando consigo o Banco do Brasil.

Independência do Brasil

  • A independência do Brasil ocorre em 1822, com Dom Pedro I se tornando imperador.
  • O país mantém sua estrutura econômica e política, sendo dependente cultural e financeiramente da Inglaterra.
  • Apesar disso, é um avanço em relação ao período colonial.

Construção da Nação Brasileira

Visão Geral da Seção: Nesta seção, é abordada a construção da nação brasileira durante o período imperial.

Desafios Econômicos

  • Os principais produtos de exportação (cana-de-açúcar e mineração) estão em crise.
  • O Brasil precisa colocar seus produtos no mercado internacional para obter o reconhecimento de Portugal à independência.

Estabelecimento da Constituição

  • É estabelecida uma constituição para definir os órgãos de governo e as relações entre as províncias e o centro imperial.
  • Durante esse período, os brasileiros constroem sua identidade nacional.

Conclusão

O Brasil passou por diversos ciclos econômicos voltados à exportação antes da chegada da família real portuguesa. Com a vinda da corte para o Rio de Janeiro, houve transformações significativas na cidade e no país como um todo. A independência foi conquistada em 1822, mas o Brasil ainda enfrentava desafios econômicos. A construção da nação brasileira durante o período imperial foi marcada pela busca por uma identidade nacional e pela dependência econômica da Inglaterra.

Dificuldades financeiras do Brasil no século 19

Visão geral da seção: Esta seção aborda as dificuldades financeiras enfrentadas pelo Brasil no século 19, incluindo déficits nas transações internacionais e a dependência de financiadores estrangeiros.

Dificuldades financeiras e déficits nas transações internacionais

  • O Brasil tinha dificuldade em pagar suas dívidas e negociava constantemente.
  • O país exportava menos do que importava, resultando em déficits nas transações internacionais.
  • Os ingleses foram os principais financiadores dos déficits públicos e comerciais do Brasil.
  • Outros países da América Latina também se tornaram independentes da Espanha nessa época.

Impacto na economia brasileira

  • A falta de um banco central confiável levou à inflação e à perda de credibilidade da moeda.
  • Houve várias tentativas de estabelecer bancos de emissão no Império, mas com resultados confusos.
  • A ausência de bancos dificultou o desenvolvimento econômico do Brasil.

Surgimento dos bancos na Inglaterra

Visão geral da seção: Nesta seção, é discutido o surgimento dos bancos na Inglaterra e seu papel na criação do crédito para pessoas jurídicas.

Surgimento dos bancos ingleses

  • Enquanto o Brasil ainda não possuía bancos, a Inglaterra já contava com mais de 400 instituições financeiras.
  • Os bancos ingleses começaram a emitir certificados de valor para as pessoas que depositavam metais e moedas.
  • Esses certificados permitiam que os bancos emprestassem dinheiro, já que era improvável que todos os depositantes retirassem seus valores ao mesmo tempo.

O papel dos bancos ingleses

  • Os bancos ingleses se tornaram os mais sofisticados da Europa e introduziram o crédito para pessoas jurídicas.
  • No Brasil, a falta de um sistema bancário sólido dificultava o desenvolvimento econômico.

Pressão britânica contra o tráfico negreiro

Visão geral da seção: Nesta seção, é abordada a pressão exercida pela Inglaterra sobre o Brasil para acabar com o tráfico negreiro.

O tráfico negreiro e a pressão britânica

  • A Inglaterra liderou o movimento abolicionista internacional e passou a pressionar o Brasil para banir o tráfico negreiro.
  • Navios brasileiros foram capturados em alto-mar pelos britânicos, resultando em um boicote internacional ao Brasil.
  • A Inglaterra optou pelo fim da escravidão após ter lucrado com o comércio de escravos por muitos anos.

Transformações na economia brasileira

Visão geral da seção: Nesta seção, são discutidas as transformações na economia brasileira no século 19, incluindo a produção de café e a lei Eusébio de Queirós.

Produção de café e comércio de escravos

  • A produção de café no Brasil cresceu significativamente por volta de 1840.
  • O comércio de escravos também aumentou, sendo uma atividade legal que gerava receita para o governo.
  • A Inglaterra, líder do movimento abolicionista, começou a pressionar o Brasil contra o tráfico negreiro.

Leis e transformações

  • A lei Eusébio de Queirós, estabelecida em 1850, marcou o fim do tráfico negreiro e indicou que a escravidão estava com os dias contados.
  • Outras mudanças importantes incluíram a lei de terras e o primeiro código comercial brasileiro.

Tentativas de industrialização no Brasil

Visão geral da seção: Nesta seção, são discutidas as tentativas de industrialização no Brasil durante o século 19.

Obstáculos à industrialização

  • O Brasil teve algumas tentativas de industrialização, mas enfrentou obstáculos significativos.
  • Grandes projetos industriais foram abortados ou não conseguiram se expandir.
  • A sociedade escravista e latifundiária dificultava o desenvolvimento da indústria brasileira.

Transformações institucionais

  • As instituições legais e o ambiente jurídico precisavam ser transformados para permitir um ambiente favorável ao capitalismo.
  • O Banco do Brasil foi criado, mas sem uma situação jurídica adequada para separar a contabilidade familiar dos empreendimentos comerciais.

Conclusões sobre as transformações econômicas

Visão geral da seção: Nesta seção, são apresentadas conclusões sobre as transformações econômicas ocorridas no Brasil durante o século 19.

Limitações ao desenvolvimento industrial

  • A dependência da economia cafeeira e a falta de mão de obra assalariada dificultaram a substituição do trabalho escravo.
  • O Estado brasileiro agia diretamente em detrimento do crescimento industrial.

Transformações institucionais e legais

  • As transformações institucionais, como a criação de sociedades anônimas, foram limitadas no Brasil.
  • A proteção tarifária permitiu o surgimento de algumas indú

Desenvolvimento do agronegócio brasileiro

Visão geral da seção: Nesta seção, discute-se o desenvolvimento do agronegócio brasileiro a partir de 1850/1860, com a abertura de novas fronteiras e o crescimento acelerado da economia cafeeira.

Crescimento acelerado da economia cafeeira

  • A partir de 1850/1860, a economia cafeeira no Brasil teve um rápido crescimento.
  • O café se tornou a principal exportação do país e gerava renda para a economia brasileira.
  • O café impulsionou o desenvolvimento de infraestrutura, como ferrovias e estradas de rodagem.
  • O financiamento para esse crescimento era feito por empréstimos de bancos ingleses.

Café e industrialização

Visão geral da seção: Nesta seção, explora-se a relação entre a produção do café e o surgimento da indústria no Brasil. Destaca-se também o papel das ferrovias na expansão da cafeicultura.

Relação entre café e indústria

  • A produção do café impulsionou o surgimento da indústria no Brasil.
  • As ferrovias paulistas (Sorocabana, Paulista e Mogiana) foram importantes para o avanço da cafeicultura.
  • O café financiou negócios diversos, como construção de portos, estradas de ferro, companhias de navegação e formação de bancos.

Financiamento e dívida

Visão geral da seção: Nesta seção, aborda-se o financiamento do crescimento econômico brasileiro e a necessidade de recorrer a empréstimos para pagar dívidas anteriores.

Financiamento e dívida

  • O crescimento econômico do Brasil era financiado por empréstimos de bancos ingleses.
  • O país precisava constantemente de recursos crescentes para pagar suas dívidas anteriores.
  • A dívida tendia a crescer ao longo do tempo, levando o Brasil a recorrer a refinanciamentos na Europa.

Segunda revolução industrial e Brasil

Visão geral da seção: Nesta seção, discute-se o impacto da segunda revolução industrial no Brasil e como o país ficou para trás em relação à Europa e aos Estados Unidos.

Impacto da segunda revolução industrial

  • A segunda revolução industrial trouxe avanços tecnológicos, como eletricidade e motores movidos a combustível líquido.
  • No Brasil, Manaus e Belém prosperaram com a exportação de borracha usada na fabricação de pneus.
  • O Brasil ficou para trás em relação à Europa e aos Estados Unidos em termos de desenvolvimento industrial.

Abolição da escravidão

Visão geral da seção: Nesta seção, explora-se o processo de abolição da escravidão no Brasil e as dificuldades enfrentadas na substituição da mão de obra africana cativa por imigrantes brancos.

Abolição da escravidão

  • O Brasil foi o último país do mundo a abolir a escravidão.
  • A pressão internacional e o movimento abolicionista interno contribuíram para a abolição.
  • Houve dificuldades na substituição da mão de obra africana cativa por imigrantes brancos, devido ao tratamento semelhante dado pelos fazendeiros.

Retardo do desenvolvimento social no Brasil

Visão geral da seção: Nesta seção, discute-se o retardo do desenvolvimento social no Brasil em comparação com outros países e as consequências da abolição da escravidão.

Retardo do desenvolvimento social

  • O Brasil enfrentou um retardo significativo no desenvolvimento social em relação a outros países.
  • As mudanças sociais eram lentas e muitas vezes impulsionadas por pressões externas.
  • A abolição da escravidão resultou na falta de apoio interno aos libertos e na escassez de trabalhadores nas plantações de café.
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1808 – 1888 – Nasce uma pátria 2o episódio da série 'ECONOMIA BRASILEIRA - A história contada por quem a fez' A SÉRIE Na série ‘ECONOMIA BRASILEIRA – A história contada por quem a fez’ a trajetória do Brasil é contada do ponto de vista econômico por alguns dos principais protagonistas da história recente do país. Ex-presidentes da República, ex-ministros, ex-dirigentes do Banco Central, grandes empresários, banqueiros, economistas, historiadores, jornalistas e acadêmicos relatam as aventuras e desventuras do país desde 1.492 e discutem soluções para a economia brasileira. O corte ágil, a linguagem simples, as animações gráficas e as imagens de arquivo (pinturas e obras de arte históricas, fotografias de época e imagens de telejornais), tornam a saga brasileira ainda mais interessante. Nos seus 388 primeiros anos o Brasil era escravista; na década de 1950, 50% dos brasileiros eram analfabetos; no final dos anos 1980, a inflação mensal atingiu 84% e 35% eram pobres e miseráveis. Em 2013 o Brasil era a sétima maior economia do mundo, a inflação era de 5,4%, a pobreza havia sido reduzida a 12% e o país aspirava a ser rico. “O Brasil é o país do futuro” e “agora o Brasil vai dar certo”, mantras das fases de otimismo, foram sempre seguidos de crises. O sucesso era, novamente, passageiro. EXIBIÇÃO: Canal Futura, TV Cultura e Monett ENTREVISTADOS - Abílio Diniz – Empresário - Grupo Pão de Açúcar (1959 – 2013) - Alexandre Saes - Professor de História Econômica da FEA-USP - Antônio Delfim Netto - Ministro do Planejamento (1979 – 1985), ministro da Fazenda (1967 – 1974) - Armínio Fraga - Presidente do Banco Central (1999 – 2003) - Boris Fausto – Historiador e cientista político - Décio Zylbersztajn – Economista e professor titular na FEA-USP - Dorothea Werneck - Ministra da Indústria, Comércio e Turismo (1995 – 1996), ministra do Trabalho (1989 – 1990) - Eduardo Giannetti da Fonseca – Economista e Professor do Insper - Emir Sader – Sociólogo e cientista político, professor de Sociologia da UERJ - Ernane Galvêas - Ministro da Fazenda (1980 – 1985), presidente do Banco Central (1968 – 1974 e 1979 – 1980) - Fabio Giambiagi - Especialista em Finanças Públicas - Fernando Collor de Mello - Presidente da República (1990 – 1992) - Fernando Henrique Cardoso - Presidente da República (1995 – 2003), Ministro da Fazenda (1993 – 1994) - Gustavo Franco - Presidente do Banco Central (1993 – 1999) - Gustavo Loyola - Presidente do Banco Central (1992 – 1993 e 1995 – 1997) - Henrique Meirelles - Presidente do Banco Central (2003 - 2011) - João Batista de Abreu - Ministro do Planejamento (1988 – 1990) - Jorge Caldeira – Escritor, doutor em Ciências Políticas - José Eli Da Veiga – Economista, professor da FEA-USP - José Marcio Camargo – Economista, professor da PUC-Rio. Idealizador do Bolsa- Família - José Sarney - Presidente da República (1985 – 1990) - José Serra - Governador de São Paulo (2007 – 2010), Prefeito de São Paulo (2005 – 2006) - Laurentino Gomes – Jornalista e escritor - Luciano Coutinho – Economista, Presidente do BNDES - Luiz Carlos Bresser Pereira - Ministro da Fazenda (1987) - Luiz Carlos Mendonça de Barros - Presidente do BNDES (1995 – 1998) - Luiz Gonzaga Belluzzo – Economista, consultor do Presidente Luiz Inácio Lula da Silva - Maílson da Nóbrega - Ministro da Fazenda (1987 – 1990) - Marcelo Neri – Economista, ex-presidente do IPEA (2012 – 2014), ministro da Secretaria de Assuntos Estratégicos (2013 – 2015) - Miriam Leitão – Jornalista econômica - Ozires Silva - Ministro da Infraestrutura (1990 – 1991), presidente da Petrobrás (1986 – 1988), presidente da Embraer (1969 – 1986) - Paul Singer – Economista, fundador do Partido dos Trabalhadores, Secretário de Planejamento do município de SP (1989 – 1992) - Pedro Malan - Ministro da Fazenda (1995 – 2002 - Pedro Parente - Ministro-chefe da Casa Civil (1999 – 2003), ministro do Planejamento (1999) - Pérsio Arida - Presidente do Banco Central (jan – jun 1995), um dos idealizadores do Plano Real - Ronaldo Costa Couto - Ministro-chefe da Casa Civil (1987 – 1989), ministro do Interior (1985 – 1987) - Roberto Setúbal - Presidente do Banco Itaú - Roberto Teixeira da Costa - 1o Presidente da CVM - Comissão de Valores Mobiliários (1976) - Rubens Ometto – Empresário - Cosan, Raízen, Comgás - Sérgio Amaral - Ministro do Desenvolvimento (2001 – 2002) CULTURA MAIOR: INFORMAR PARA TRANSFORMAR A produtora transforma assuntos complexos em documentários e vídeos interessantes. A abordagem é leve e gostosa, sem se perderem a profundidade e consistência. Exibição: TV Cultura e Canal Futura Produtora: Cultura Maior Criação: Maílson da Nóbrega e Louise Sottomaior Roteiro, direção e produção-executiva: Louise Sottomaior Edição: Junae Andreazza Cor: Márcio Pasqualino Finalização: Psycho Trilha sonora: Fábio Goes Produtora de Som: UpMix