Linhas Cruzadas |  O que é ser comunista? |  07/01/2021

Linhas Cruzadas | O que é ser comunista? | 07/01/2021

Introdução

Visão Geral da Seção: Nesta seção, é feita uma introdução ao tema do vídeo e à discussão sobre o que é ser comunista.

O que é ser comunista?

  • Ser comunista envolve aguardar pelos próprios ideais e acreditar em certas coisas.
  • Há uma percepção de que há muitos comunistas no Brasil atualmente.

A visão de Bolsonaro sobre o comunismo

Visão Geral da Seção: Nesta seção, discute-se a visão do presidente Bolsonaro sobre o comunismo e como ele utiliza essa retórica em seu discurso político.

Retórica de Bolsonaro

  • Bolsonaro utiliza a palavra "comunista" de forma ampla para descrever qualquer pessoa ou grupo que critique seu governo.
  • Ele usa essa retórica para criar um inimigo político e fortalecer sua base de apoio.
  • Sua associação entre corrupção e comunismo também é parte dessa estratégia retórica.

A guerra fria requentada

Visão Geral da Seção: Nesta seção, discute-se como a retórica bolsonarista evoca uma mentalidade da Guerra Fria e como isso pode ser perigoso.

Retórica da Guerra Fria

  • Bolsonaro evoca uma mentalidade da Guerra Fria ao associar o comunismo à imagem de um inimigo perigoso.
  • Essa abordagem simplifica questões complexas e dificulta um debate político mais substancial.

Chamar todos de comunistas

Visão Geral da Seção: Nesta seção, discute-se como Bolsonaro utiliza a retórica de chamar todos de comunistas e o impacto didático dessa estratégia.

Estratégia de rotular

  • Bolsonaro rotula diversos grupos e indivíduos como comunistas, incluindo artistas, generais dissidentes e até mesmo o Papa.
  • Essa estratégia cria uma divisão entre "nós" (os não-comunistas) e "eles" (os comunistas), fortalecendo sua base de apoio.

O PT e a corrupção

Visão Geral da Seção: Nesta seção, discute-se a associação feita por Bolsonaro entre o PT, corrupção e comunismo.

Associação equivocada

  • Bolsonaro associa diretamente o PT à corrupção, mas isso é uma simplificação exagerada.
  • O PT é um partido de centro-esquerda que nunca pregou a socialização dos meios de produção ou a destruição da propriedade privada.

O que é comunismo?

Visão geral da seção: Nesta seção, o palestrante discute o conceito de comunismo e como ele difere do poder comum. Ele menciona que o comunismo defende a abolição da propriedade privada e busca uma sociedade igualitária.

Definição de comunismo

  • Comunismo é uma ideologia política e socioeconômica que defende a abolição da propriedade privada.
  • Busca-se uma sociedade igualitária, sem classes sociais ou diferenças no meio de produção.

Objetivos do comunismo

  • Distribuição justa de renda para a classe trabalhadora.
  • Combate à desigualdade social e melhoria da qualidade de vida dos trabalhadores.

Experiência histórica do comunismo

  • Regimes comunistas anteriores falharam em alcançar seus objetivos.
  • O exemplo da Rússia: implantação do regime socialista em 1917, seguido por uma ditadura do proletariado liderada por Lenin.
  • Durante a guerra civil na Rússia, Lenin ordenou a repressão aos camponeses ricos.

Reflexões sobre o comunismo

  • A estratégia de luta de classes adotada por Lenin durante a guerra civil russa.
  • A visão marxista sobre os camponeses ricos como inimigos da revolução.
  • O massacre e a expropriação dos camponeses ricos durante o regime comunista.

O que é ser comunista no Brasil?

Visão geral da seção: Nesta seção, o palestrante discute a percepção do termo "comunista" no Brasil e como ele pode ser mal compreendido. Ele menciona um meme relacionado ao comunismo.

Percepção do termo "comunista"

  • A palavra "comunista" tornou-se um xingamento, mas nem todos entendem seu verdadeiro significado.
  • Mencionam um meme relacionado ao comunismo.

Essas são as principais informações abordadas na transcrição.

Acesso limitado à internet na Coreia do Norte

Visão geral da seção: Nesta parte, o palestrante discute a falta de acesso à internet na Coreia do Norte e como isso afeta a vida das pessoas.

Restrições de acesso à internet

  • O palestrante relata que teve que deixar seu celular no aeroporto ao entrar na Coreia do Norte, pois não era permitido levar celulares para o país.
  • Ele menciona que, mesmo após 10 anos, ainda não há acesso generalizado à internet no país.
  • Existem duas redes de celular na Coreia do Norte: uma para os nativos e outra para turistas. Os turistas têm acesso limitado à internet.
  • O palestrante destaca que ser comunista hoje significa defender a justiça, igualdade de oportunidades e valorizar as diferenças. No entanto, ele questiona se essa ideologia pode realmente transformar o capitalismo em um sistema mais igualitário.

Comunismo e capitalismo

Visão geral da seção: Nesta parte, o palestrante explora as ideias por trás do comunismo e como elas se relacionam com o capitalismo.

Ideias fundamentais do comunismo

  • O palestrante explica que o comunismo é baseado em uma análise histórica feita por Marx sobre a crise iminente do capitalismo durante a Revolução Industrial.
  • A ideia era que os meios de produção se tornariam parte de um estado totalitário, representando a classe proletária excluída.
  • O objetivo final do comunismo era criar uma sociedade mais igualitária, na qual todos trabalhassem e ganhassem de acordo com seu trabalho.

Desafios do comunismo

  • O palestrante menciona que os regimes comunistas não conseguiram competir economicamente com o capitalismo. A China percebeu isso e adotou uma economia de consumo e competitiva para evitar o colapso da União Soviética.
  • Ele argumenta que ser comunista hoje significa combater a desigualdade social e incluir diversidades excluídas do mercado de trabalho, mas duvida que essa forma de comunismo possa resolver os problemas enfrentados pelo capitalismo.

A China como exemplo de "comunismo"

Visão geral da seção: Nesta parte, o palestrante discute a imagem da China como um país comunista e explora as razões por trás dessa percepção.

Socialismo na China

  • O palestrante menciona que a China adotou um tipo de socialismo baseado em sua história de pobreza extrema.
  • Ele destaca que muitas pessoas na China ainda vivem em condições precárias, sem banheiros ou cozinhas privadas.
  • No entanto, ele questiona se a China é realmente comunista nos moldes tradicionais, pois também possui uma economia competitiva e um partido único.

Reflexões finais sobre o comunismo

Visão geral da seção: Nesta parte, o palestrante faz reflexões finais sobre a viabilidade do comunismo como uma alternativa ao capitalismo.

Viabilidade do comunismo

  • O palestrante expressa dúvidas sobre a capacidade do comunismo de transformar o capitalismo em um sistema mais igualitário.
  • Ele destaca que os regimes comunistas não conseguiram competir economicamente com o capitalismo e questiona se essa forma de comunismo pode realmente resolver os problemas enfrentados pelo capitalismo.

Conclusão

Visão geral da seção: Nesta parte, o palestrante conclui sua discussão sobre o comunismo e suas perspectivas atuais.

Considerações finais

  • O palestrante ressalta que as ideias do comunismo ainda são relevantes hoje, especialmente no combate à desigualdade social e na inclusão de diversidades excluídas.
  • No entanto, ele reconhece que as experiências históricas mostraram que os regimes comunistas não foram capazes de competir economicamente com o capitalismo.
  • Ele encerra afirmando que é importante refletir sobre essas questões e buscar soluções para construir uma sociedade mais justa e igualitária.

A China como um regime comunista

Visão geral da seção: Nesta seção, discute-se a imagem e o vocabulário associados à China como um regime comunista. Também é abordada a importância do desenvolvimento de uma classe média competitiva e do consumo na sociedade chinesa.

A imagem da China como um regime comunista

  • A China possui todo um vocabulário, imagem e simbologia associados ao regime comunista.
  • O regime chinês é voltado para a população e preocupa-se com o bem-estar da mesma.

Desenvolvimento de uma classe média competitiva

  • A China percebeu a necessidade de desenvolver uma grande classe média competitiva que gerasse consumo.
  • A falta de consumo foi um dos fatores que contribuíram para a queda da União Soviética.

O socialismo como etapa para o comunismo

  • O socialismo é considerado uma etapa em direção ao comunismo, embora nunca tenha sido totalmente implementado em nenhum país.
  • Dentro dos regimes capitalistas, existem conquistas que podem ser chamadas de socialistas, como direitos trabalhistas e direitos humanos.

O sucesso do socialismo e a evolução da economia capitalista

Visão geral da seção: Nesta seção, discute-se o sucesso do socialismo em termos econômicos e as mudanças ocorridas na economia capitalista no século 20.

Sucesso do socialismo

  • Contrariando a crença popular, o socialismo teve sucesso em termos econômicos.
  • No século 20, a economia capitalista foi obrigada a se aperfeiçoar e incorporar direitos trabalhistas e melhorias nas condições de trabalho.

Direitos sociais dentro dos regimes capitalistas

  • Muitas sociedades na Europa conquistaram direitos que podem ser considerados socialistas dentro dos regimes capitalistas.
  • Essa ideia de síntese ou hibridismo entre o socialismo e o capitalismo ajuda a entender as transformações atuais no mundo.

O revisionismo e a história da Revolução Russa

Visão geral da seção: Nesta seção, discute-se o revisionismo na história da Revolução Russa e os diferentes discursos entre os mencheviques e os bolcheviques.

O discurso do revisionismo

  • O revisionismo é um discurso presente na história da Revolução Russa, especialmente entre os mencheviques.
  • Os mencheviques defendiam mecanismos de representação e mediação para combater as desigualdades sociais.

A visão dos bolcheviques

  • Os bolcheviques acreditavam que era necessário destruir a burguesia e o modo de produção privado para alcançar o comunismo.
  • Eles defendiam a socialização dos meios de produção como forma de evoluir gradualmente em direção ao comunismo.

A relação entre socialismo, comunismo e a história real da Revolução Russa

Visão geral da seção: Nesta seção, discute-se a relação entre socialismo, comunismo e a história real da Revolução Russa.

A visão dos bolcheviques versus a realidade da Revolução Russa

  • A visão dos bolcheviques sobre a destruição da burguesia e a construção do novo homem difere da realidade da Revolução Russa.
  • Na prática, houve limitações e mediações, como a social-democracia e a negociação com o capital.

Os temores em relação ao comunismo no Brasil

Visão geral da seção: Nesta seção, discute-se os temores relacionados ao comunismo no Brasil e as possíveis invasões de propriedades.

Ideias equivocadas sobre o comunismo

  • Há pessoas que acreditam que se a esquerda assumir o poder, haverá invasões de condomínios e confisco de propriedades.
  • Esses temores são infundados e baseiam-se em ideias distorcidas sobre o comunismo.

Contexto histórico das invasões na Rússia

  • É importante lembrar que as invasões de casas ocorreram durante um contexto específico na Rússia, marcado pela industrialização acelerada e urbanização desregrada.
  • A revolução russa introduziu mudanças sociais significativas, mas não é correto generalizar essas experiências para outras realidades.

Conclusão

Neste resumo do vídeo, discutimos a imagem da China como um regime comunista, o sucesso do socialismo em termos econômicos, os diferentes discursos entre mencheviques e bolcheviques na história da Revolução Russa e os temores infundados em relação ao comunismo no Brasil. É importante compreender as nuances desses temas para uma análise mais precisa e informada.

A questão da propriedade privada e invasão de imóveis

Visão geral da seção: Nesta parte, Guilherme Boulos fala sobre a questão da propriedade privada e esclarece que não pretende invadir as casas das pessoas. Ele explica que o objetivo é desapropriar imóveis abandonados ou usados para especulação imobiliária e destiná-los à moradia popular.

Propriedade privada e função social dos imóveis

  • Guilherme Boulos esclarece que não pretende desapropriar a casa de ninguém onde as pessoas moram.
  • O objetivo é pegar imóveis abandonados ou usados para especulação imobiliária e destiná-los à moradia popular.
  • A ideia é garantir que os imóveis cumpram sua função social, ou seja, sejam utilizados como residências em vez de serem deixados ociosos.

Desapropriação de imóveis abandonados

  • Imóveis abandonados, presos em inventário ou com impostos atrasados podem ser tomados pela prefeitura.
  • Esses imóveis são considerados sem uso ou sem cumprir sua função social.
  • A intenção é abrir mão do uso desses imóveis pelos proprietários para destinar às pessoas que precisam de moradia.

Movimento dos sem-teto e força do Estado

  • Guilherme Boulos menciona um movimento dos sem-teto que não tem força de estado.
  • Esse movimento invade imóveis abandonados no centro de São Paulo ou ocupam espaços por necessidade habitacional.
  • No entanto, ele destaca a diferença entre o movimento social e a atuação do Estado, que pode criar leis para desapropriar imóveis usados para especulação.

Lei e função social da propriedade

  • A ideia é que o Estado crie uma lei que identifique imóveis utilizados para especulação e impeça seus proprietários de continuar usando-os dessa forma.
  • Essa lei garantiria que os imóveis cumpram sua função social, abrindo espaço para pessoas que necessitam de moradia.
  • Essa abordagem está mais próxima do diálogo e compreensão, em vez de uma invasão promovida por um movimento social sem força de estado.

Comunismo, propriedade privada e esquerda atual

Visão geral da seção: Nesta parte, é discutido o comunismo na atualidade. É mencionado que partidos como PSOL e PCdoB não condenam a propriedade privada como os partidos comunistas originais. Também é destacado o papel do anarquismo na visão política do entrevistado.

Evolução da esquerda e propriedade privada

  • Partidos como PSOL e PCdoB são considerados partidos de esquerda, mas não condenam a propriedade privada como os partidos comunistas originais.
  • Há uma evolução na visão política desses partidos, vinculando o socialismo à verdadeira liberdade em vez de uma ditadura do proletariado ou destruição da democracia.

Ser comunista jovem versus ser comunista depois de velho

  • A frase "Quem não é comunista quando jovem não tem coração, quem continua comunista depois de velho não tem cérebro" é mencionada.
  • O entrevistado afirma que quando era jovem, tinha uma simpatia maior pelo anarquismo do que pelo comunismo.
  • Ele tinha desconfiança em relação a regimes burocráticos e ao tamanho gigantesco do Estado.

Comunismo e jornalismo

  • O entrevistado menciona que quando era jovem, estudante universitário, ele se dedicava mais ao anarquismo do que ao marxismo.
  • Ele faz uma brincadeira sobre o comunismo e o anarquismo no contexto do jornalismo.

Reflexões pessoais sobre ser comunista

Visão geral da seção: Nesta parte, o entrevistado compartilha suas reflexões pessoais sobre sua visão política como jovem e como isso evoluiu ao longo dos anos.

Simpatia pelo anarquismo

  • O entrevistado revela que quando era jovem, sempre foi mais simpático ao anarquismo do que ao marxismo.
  • Ele tinha desconfiança em relação a regimes burocráticos e grandes Estados.

Desconfiança em relação a regimes burocráticos

  • O entrevistado sempre teve uma grande desconfiança em relação a regimes burocráticos e Estados gigantescos.
  • Essa desconfiança influenciou sua visão política desde jovem até os dias atuais.

Comunismo versus anarquismo

  • O entrevistado destaca sua preferência pelo bakunin (anarquismo) em vez de Marx (comunismo).
  • Ele tinha uma certa desconfiança em relação a regimes burocráticos e grandes Estados.

Comunismo e anarquismo no contexto atual

  • O entrevistado menciona que hoje em dia, há pessoas mais velhas que adotam comportamentos de fachada relacionados ao comunismo.
  • Esses comportamentos estão presentes nas empresas, no marketing e na gestão de pessoas.
  • Ele brinca sobre sua própria trajetória política, afirmando que estava infiltrado até agora.

Reflexões pessoais sobre ser comunista

Visão geral da seção: Nesta parte, o entrevistado compartilha suas reflexões pessoais sobre sua visão política como jovem e como isso evoluiu ao longo dos anos.

Seriedade das reflexões pessoais

  • O entrevistado afirma estar falando sério sobre suas reflexões políticas quando era jovem.
  • Ele destaca que sempre teve uma certa desconfiança em relação a regimes burocráticos e grandes Estados.

Preferência pelo anarquismo

  • Quando era jovem, o entrevistado tinha uma simpatia maior pelo anarquismo do que pelo marxismo.
  • Essa preferência se dava pela desconfiança em relação a regimes burocráticos e grandes Estados.

Comunismo versus anarquismo

  • O entrevistado destaca sua preferência pelo bakunin (anarquismo) em vez de Marx (comunismo).
  • Ele tinha uma certa desconfiança em relação a regimes burocráticos e grandes Estados.

Comunismo e jornalismo

  • O entrevistado faz uma brincadeira sobre a compatibilidade entre comunismo e jornalismo.
  • Ele questiona se o jornalismo combina com o comunismo, destacando que estava fal

O Museu do Comunismo de Praga e a crítica ao regime comunista

Visita ao Museu do Comunismo de Praga

  • Exposição de um Jornal Oficial do Partido Comunista que era usado como papel higiênico durante a escassez.
  • Crítica ao regime comunista tcheco que fechou muitas pessoas sem que elas percebessem.
  • Cena do filme em que a personagem Melada Arcova conta o que aconteceu durante o regime comunista.

Regimes totalitários e pressão sobre as famílias

Exemplo da personagem sendo pressionada

  • A cena mostra como regimes totalitários podem pressionar as famílias para obter conformidade.
  • Alerta sobre a possibilidade de isso acontecer em qualquer país, inclusive no Brasil, se o Estado estiver trabalhando para um líder ou partido autoritário.

Totalitarismo e contaminação das instituições

Contaminação das instituições pelo totalitarismo

  • Além do exército, outros aparelhos estatais, como a polícia, também podem ser contaminados por políticas ideológicas.
  • Quando instituições com legitimidade para usar violência são influenciadas ideologicamente, isso pode representar uma ameaça à democracia.

A esquerda e a luta contra o capitalismo

Críticas à esquerda contemporânea

  • Filósofos argumentam que a esquerda abandonou sua luta original contra o capitalismo em favor da defesa obsessiva das minorias.
  • Reconhecimento de questões como preconceito e violência contra grupos sociais, mas questionamento da obsessão em torno dessas pautas.

A evolução da esquerda e a busca por soluções

Evolução da esquerda

  • Argumento de que a esquerda evoluiu ao perceber que formas autoritárias de poder não são solução.
  • Discussão sobre a opção da esquerda em focar nas questões identitárias após o colapso econômico da União Soviética.

A bandeira das minorias como último recurso

A escolha das minorias como bandeira

  • Opinião de que a esquerda adotou essa pauta porque foi o único recurso restante após o colapso do socialismo.
  • Reconhecimento de que as formas autoritárias de poder não são solução, mas crítica à obsessão em torno das questões identitárias.

As timestamps provided in the transcript were used to associate the corresponding parts of the video with each section.

Evolução da Esquerda e a Luta Identitária

Visão da Esquerda como um processo de evolução: A esquerda passou por um processo de evolução ao longo do tempo, buscando novos nichos após a queda da União Soviética e a impossibilidade de criar uma alternativa econômica ao sistema capitalista de mercado.

Lula e a luta identitária: O ex-presidente Lula tem se posicionado em seus discursos recentes defendendo a importância de lembrar do trabalhador e retomar o discurso da luta, em contraponto à ênfase nas pautas identitárias. Essa estratégia busca falar com um público mais amplo, que inclui não apenas minorias identitárias, mas também a classe operária.

Ancestralidade do PT na esquerda sindical: O Partido dos Trabalhadores (PT) tem uma ancestralidade ligada aos movimentos sindicais, assim como muitos partidos de esquerda na Europa. Isso estabelece vínculos históricos com a luta dos trabalhadores e permite acessar um repertório histórico que dialoga com um público mais amplo.

Estratégia Política do Lula e Análise do PT

Estratégia política do Lula: Do ponto de vista estratégico, o Lula está correto ao focar no discurso voltado para os trabalhadores em vez das políticas identitárias. Isso permite ampliar sua base eleitoral e falar com diferentes setores da população.

Análise do PT: O PT evoluiu a partir dos movimentos sindicais, assim como outros partidos de esquerda na Europa. Essa origem sindical estabelece uma conexão com a luta dos trabalhadores e permite acessar um repertório histórico que dialoga com um público mais amplo.

Lula e o Diálogo com Diferentes Setores da População

Lula e a ampliação do diálogo: Ao focar no discurso voltado para os trabalhadores em vez das políticas identitárias, Lula consegue falar com um setor da população que enxerga nele uma representação de suas demandas. Isso inclui não apenas minorias identitárias, mas também a classe operária.

Filme "Adeus Lenin" e o Amor Filial

Filme "Adeus Lenin": O filme conta a história de uma mulher que acreditava no regime comunista e entra em coma antes da queda do Muro de Berlim. Seu filho teme que ela sofra um choque ao acordar e inventa uma realidade alternativa para que ela continue acreditando que nada mudou. O filme retrata o amor filial e utiliza o cenário político como pano de fundo.

Reflexões sobre Intelectuais e Regimes Totalitários

Intelectuais e regimes totalitários: Alguns intelectuais famosos podem colaborar com regimes totalitários se perceberem que esses regimes defendem pautas consideradas positivas, como direito à saúde. Isso ocorre porque esses intelectuais têm uma carreira construída em cima de suas ideologias e seguidores.

Intelectuais e o Reconhecimento do Colapso Soviético

Reconhecimento do colapso soviético: Alguns intelectuais europeus demoraram para reconhecer o colapso da União Soviética e a crueldade do regime stalinista. Nomes importantes como Sartre e Simone de Beauvoir fizeram esforços para justificar a invasão da Hungria e os crimes stalinistas.

Profissionais da Livre Expressão e Regimes Totalitários

Profissionais da livre expressão e regimes totalitários: Professores, acadêmicos, jornalistas e outros profissionais da livre expressão podem colaborar com regimes totalitários se perceberem que esses regimes defendem pautas consideradas positivas, como direito à saúde. Isso ocorre porque muitos desses profissionais constroem suas carreiras em cima dessas ideologias.

Essa é uma visão geral dos principais pontos abordados no vídeo, utilizando os timestamps fornecidos no transcript.

Desafios da Democracia

Visão Geral da Seção: Nesta seção, o palestrante discute os desafios enfrentados pela democracia e a disposição da população em aceitar regimes totalitários em troca de benefícios pessoais.

A População e Regimes Totalitários

  • A população está disposta a conviver com regimes totalitários em troca de benefícios pessoais, como jantar e emprego para os filhos.
  • Não se deve presumir que a população como um todo irá se revoltar contra regimes totalitários ou defender a democracia na prática.
  • O grosso da população pensa principalmente em suas necessidades básicas, como alimentação e trabalho.

Conclusão

  • É importante não presenciar novamente no Brasil uma situação em que a população aceite regimes totalitários em troca de benefícios pessoais.

Encerramento

Visão Geral da Seção: O palestrante encerra sua fala.

  • Encerramento do tema abordado.
  • Despedida e anúncio do retorno na próxima semana.
Video description

O Linhas Cruzadas desta quinta-feira (1/7) debate o que é ser comunista no Brasil. Thaís Oyama e Luiz Felipe Pondé buscam entender qual é o perfil do comunista atual e desmistificar preconceitos contra essa ideologia. Com depoimentos de Guilherme Boulos e Eugênio Bucci, os apresentadores fazem um apanhado histórico das diferentes linhas de pensamento do comunismo e diferenciam o que é colocado como estereótipo do que é um símbolo de luta concreta. "O comunismo tal como a gente vê em qualquer definição histórica é o regime que estava calcado numa análise da história pelo Marx de que o capitalismo chegaria a um momento entrópico em que ele iria entrar em crise", afirma Pondé.