O REAL DIGITAL: 7º Webinário – Tecnologias para emissão e compatibilidade com arranjos existentes
Introdução ao Webinar sobre Moeda Digital
Contexto do Evento
- O sétimo e último encontro do social digital discute a possibilidade de uma moeda digital para o Brasil, abordando casos de uso e tecnologias adequadas.
- O evento conta com palestrantes internacionais e tradução simultânea, além de um canal para perguntas via e-mail.
Apresentação Inicial
- Aristides Cavalcante, vice-diretor do Banco Central do Brasil, introduz o tema da interoperabilidade das moedas digitais.
- Destaca que a tecnologia é madura o suficiente para oferecer segurança, privacidade e escalabilidade em sistemas de pagamento.
Discussão sobre Benefícios das Moedas Digitais
Importância da Tecnologia
- A moeda digital pode ser uma ferramenta valiosa para repensar as finanças digitais, permitindo integração com sistemas existentes.
- É importante que os bancos centrais considerem as redes públicas existentes e aprendam com experimentos em andamento.
Exemplos Práticos
- Observa-se que empresas como PayPal estão integrando criptomoedas em seus serviços, aumentando o engajamento dos usuários.
- Instituições financeiras devem observar essas inovações para não ficarem atrás no desenvolvimento tecnológico.
Palestrante Ricardo Correia
Contribuições de Ricardo
- Ricardo Correia fala sobre sua experiência na criação de parcerias globais focadas em soluções tecnológicas digitais.
Colaboração entre Setor Público e Privado
Oportunidades na Interoperabilidade de Moedas Digitais
- A colaboração entre o setor público e privado é vista como essencial para a evolução das moedas digitais, com ênfase no papel do Banco Central.
- A demanda por moedas digitais e ferramentas digitais oferece uma oportunidade significativa para integrar os setores público e privado em um fluxo financeiro mais eficiente.
- O foco não está apenas na operabilidade das moedas digitais, mas também na interoperabilidade, que pode unir diferentes sistemas financeiros.
- Questões sobre as forças motrizes do CDC brasileiro são levantadas, destacando a importância de tecnologias como contratos inteligentes.
- A discussão gira em torno da viabilidade de implementar dinheiro programável utilizando tecnologia centralizada versus descentralizada.
Programação de Pagamentos e Contratos Inteligentes
- É possível programar pagamentos regulares através de tecnologias que permitem a configuração de regras específicas para transações financeiras.
- A programação vai além do simples agendamento; envolve a criação de aplicativos autônomos que gerenciam suas próprias regras sem controle centralizado.
- O Banco Central já experimenta com ferramentas que definem regras de liquidação, permitindo interações automáticas entre ativos digitais.
- As aplicações podem se comunicar diretamente com objetivos específicos através de contratos inteligentes, ampliando as possibilidades financeiras atuais.
- Há uma visão compartilhada sobre a necessidade de codificar regras nas redes para facilitar reconciliações e garantir conformidade.
Desafios da Governança em Tecnologias Distribuídas
- Existe uma preocupação com a reconciliação dos dados quando as regras são aplicadas individualmente por organizações distintas dentro da rede.
- A implementação conjunta das regras pode reduzir custos e aumentar o controle sobre processos financeiros complexos.
- O Banco Central tem potencial para criar um conjunto robusto de regras operacionais nos ativos digitais, beneficiando todos os participantes do sistema financeiro.
- Discussões sobre vantagens e desvantagens da tecnologia distribuída revelam desafios relacionados à governança quando não há consenso entre os participantes.
A Interoperabilidade e a Governança em Tecnologias de Blockchain
Experiências Globais e Infraestrutura
- O crescimento de experiências semelhantes ao redor do mundo mostra que, mesmo com governança centralizada, a infraestrutura escolhida é uma rede de permissões públicas. Essa tecnologia atende às necessidades dos usuários de diversas maneiras, como empréstimos e compras.
Novas Aplicações Financeiras
- As moedas digitais estão se tornando parte da estrutura financeira moderna, permitindo pagamentos mesmo quando os bancos estão fechados. A questão da emissão ser centralizada ou descentralizada não é tão relevante quanto a infraestrutura utilizada.
Liquidação em Tempo Real
- A capacidade de liquidação quase em tempo real é uma das inovações trazidas pela nova tecnologia, algo que não era possível anteriormente. Isso permite novas formas de negócios e aplicações.
Flexibilidade na Governança
- Embora a governança do ativo permaneça com as autoridades adequadas, a mecânica para executá-la se tornou mais flexível. As regras podem ser implementadas consensualmente de forma simplificada.
Necessidades Soberanas e Tecnológicas
- A nova tecnologia resolve requisitos específicos de cada país individualmente, mas não é necessária para todos os estados soberanos. É importante relatar as capacidades que essa tecnologia oferece aos usuários.
Interoperabilidade entre Sistemas
- A discussão sobre interoperabilidade entre diferentes sistemas é crucial para lidar com complexidades no comércio transfronteiriço. Sugestões foram feitas sobre como garantir padrões mínimos de segurança e qualidade.
Modelos de Interoperabilidade
- Existem várias oportunidades para interoperabilidade entre diferentes blockchains, como Ethereum versus infraestruturas existentes. Modelos interessantes estão sendo testados por meio de iniciativas envolvendo bancos centrais.
Redes e Sub-redes Compartilhadas
- Um projeto está avaliando um modelo onde existe uma rede com várias sub-redes que facilitam a interação através de serviços compartilhados, mantendo o controle soberano sobre cada sub-rede.
Desafios na Integração dos Dados
- Lidar com interoperabilidade no nível dos dados apresenta desafios maiores do que no nível do protocolo. Resolver isso pode permitir a transmissão eficiente de dados sem fronteiras entre redes.
Pesquisa Contínua e Inovação
- É sugerido acompanhar projetos criativos relacionados à interoperabilidade e protocolos em desenvolvimento. Pesquisas contínuas são essenciais para entender melhor essas questões complexas no comércio digital.
Construção de Pontes entre Redes
- A discussão gira em torno da construção de uma ponte de interoperabilidade entre redes, destacando que a tecnologia já possui exemplos práticos que podem ser utilizados.
- É mencionado que todos os bancos poderiam usar a mesma rede e modelo de governança, o que facilitaria a interoperabilidade.
- A possibilidade de diferentes bancos centrais utilizarem seus próprios protocolos para criar pontes de comunicação é apresentada como uma terceira opção viável.
Desafios da Transparência e Sigilo Comercial
- A transparência dos dados em redes públicas é vista como um facilitador para a interoperabilidade, mas levanta questões sobre como manter sigilos comerciais e bancários.
- O desafio reside em implementar interoperabilidade sem depender excessivamente da transparência, especialmente em ambientes regulados.
Privacidade nas Redes Permissivas
- As redes P2P são mencionadas como uma solução para garantir privacidade ao permitir compartilhamento restrito de dados.
- Tecnologias emergentes estão sendo desenvolvidas para aumentar a segurança e privacidade dos dados dentro das redes.
Protegendo Dados Sensíveis
- Há várias abordagens para proteger os dados dos participantes em diferentes blockchains, com foco na necessidade de decidir quais informações devem ser mantidas privadas.
- O uso de identificadores no blockchain permite transmitir informações sem revelar identidades reais dos usuários.
Questões sobre Transparência e Gerenciamento Bancário
- Discute-se o nível necessário de granularidade nos dados acessíveis aos bancos, questionando se eles devem gerenciar benefícios diretamente relacionados aos usuários.
Introdução ao Painel sobre Moedas Digitais
Apresentação do Palestrante
- Fran, líder em Edcity e especialista em incubação de soluções, possui formação em engenharia elétrica e um PhD em gestão de inovação pela Universidade de Munique.
- Ele foi eleito presidente da Internet Nonprofit Association, promovendo visões sobre moedas digitais.
Tema do Webinário
- O foco é como o desenho do CBDC (Central Bank Digital Currency) pode criar oportunidades para a população.
- A discussão começou há seis anos com o surgimento de novas tecnologias e diálogos com bancos centrais globalmente.
Desenvolvimento do Conceito CBDC
Exploração de Casos de Uso
- A análise dos casos existentes e futuros permite desenhar uma solução digital chamada FIA, que está amadurecendo para um ecossistema viável.
- Provas de conceito já foram realizadas, com projetos pilotos planejados para o primeiro semestre do próximo ano.
Abordagem Diferente sobre Privacidade
- O conceito enfatiza que a privacidade é garantida quando os dados não são coletados, oferecendo uma nova perspectiva sobre segurança nas transações digitais.
Oportunidades para Bancos Centrais
Integração com o Setor Privado
- O valor emitido pelo banco central deve estar disponível para o setor privado, permitindo a criação de novos serviços e produtos.
- Essa abordagem possibilita pagamentos entre pessoas no ambiente digital e acesso a novos mercados através de contratos digitais.
Inclusão Financeira e Segurança
Questões Sobre Inclusão Financeira
- A inclusão financeira é um objetivo central dos bancos centrais, especialmente em relação às transações offline que podem promover inclusão social.
Desafios na Segurança das Transações Digitais
- Preocupações surgem quanto à segurança das transações online suportadas por esquemas criptografados robustos.
Segurança em Transações Digitais
Comprometimento de Equipamentos
- A cópia de dados circula até ser detectada, semelhante ao ambiente digital, onde sistemas de segurança minimizam a possibilidade de ataques.
- O comprometimento dos equipamentos utilizados em transações online é uma preocupação, mas a probabilidade desse evento é considerada baixa devido à alta detecção e segurança do sistema.
Comparação com o Mundo Real
- Em comparação com o mundo real, onde há partes por bilhão de tecnologia circulando, acredita-se que os riscos no ambiente digital são aceitáveis.
- O rastreamento de ataques digitais é mais eficaz, permitindo uma resposta rápida a incidentes.
Colaboração entre Bancos Centrais e Setor Privado
Integração de Soluções
- Discussão sobre como bancos centrais podem colaborar com o setor privado para fortalecer soluções de pagamento offline.
- Um exemplo prático envolve simular um banco central emitindo um CDC (Central Bank Digital Currency) que não limita pagamentos online.
Contratos Inteligentes
- Criação de contratos inteligentes integráveis com soluções de pagamento offline e CBC emitido pelo banco central simulado.
- Usuários podem realizar compensações online utilizando esses contratos inteligentes, demonstrando a viabilidade da integração entre setores público e privado.
Desempenho das Tecnologias Financeiras
Desafios na Implementação
- A questão da privacidade continua sendo debatida enquanto bancos centrais testam novas tecnologias fora dos seus ambientes tradicionais.
- O desempenho deve ser visto como um processo contínuo que requer ajustes constantes nas infraestruturas e aplicações utilizadas.
Análise do Ambiente Tecnológico
- Importância da análise detalhada dos ambientes tecnológicos para garantir que as metas sejam atingidas em termos de desempenho financeiro e operacional.
- Necessidade de considerar latências e diferenças entre tecnologias ao implementar soluções financeiras baseadas em DLT (Distributed Ledger Technology).
Futuro das Transações Digitais
Expectativas para 2022
- Há confiança no potencial das tecnologias emergentes para melhorar o desempenho das transações digitais nos próximos anos.
Modelos de Negócios e Moedas Digitais
Integração de Modelos de Negócios com Pagamentos
- A discussão aborda a importância de combinar modelos de negócios com métodos de pagamento, destacando a emissão de uma moeda digital pelo banco central como um instrumento universal para transações.
- A tecnologia blockchain é mencionada como fundamental para facilitar acordos entre participantes em relação aos métodos de pagamento, enfatizando o uso de bancos de dados descentralizados.
Desafios e Soluções Tecnológicas
- O sistema deve garantir redundância e disponibilidade, permitindo operações offline e pagamentos consecutivos. O Banco Central tem a responsabilidade sobre as transações após o encerramento da cadeia offline.
- É discutido que o CBDC (Central Bank Digital Currency) pode ser utilizado não apenas em transações pessoa-a-pessoa, mas também em interações máquina-a-máquina através de contratos inteligentes.
Papel do Setor Privado
- Há uma crença na necessidade do setor privado oferecer funções adicionais ao modelo proposto pelo Banco Central, que deve focar na intensidade da moeda e não no modelo de negócios em si.
- Os usuários podem estar dispostos a pagar taxas por serviços que agreguem valor, utilizando plataformas privadas construídas sobre a infraestrutura do Banco Central.
Transações Atômicas e Integração
- A conversa se volta para as transações atômicas, onde soluções devem ser integradas para lidar com questões complexas relacionadas aos pagamentos.
- Existem vantagens nas implementações atuais baseadas em processos existentes; no entanto, há desafios regulatórios que precisam ser superados.
Infraestrutura e Liquidação em Tempo Real
- A tecnologia atual permite liquidações rápidas entre ativos financeiros; no entanto, muitos processos ainda dependem da regulamentação interna dos bancos.
- Não existem barreiras tecnológicas significativas para emitir moedas digitais; o foco deve estar na autenticidade das operações dentro dos modelos de negócios estabelecidos.
Oportunidades Futuras
- A integração dos sistemas de pagamento com os sistemas de liquidação é vista como uma oportunidade significativa para melhorar a eficiência das transações financeiras.
Iniciativas de Pagamento Digital e Moedas Digitais
Abertura e Contexto
- O pagamento da cidade visa amadurecer a iniciativa social, agradecendo aos envolvidos, incluindo o palestrante de abertura e moderadores.
- O discurso foi iniciado em português, destacando a importância do trabalho que começou com a Constituição do grupo em agosto de 2013.
Temas Relevantes
- Discussões sobre o potencial do Real digital foram realizadas com representantes do Banco Central, abordando pressões e desafios da academia e indústria tecnológica.
- A modernização dos sistemas de pagamento no Brasil é vista como uma evolução necessária para atender às demandas atuais.
Foco na Eficiência
- A proposta é oferecer valor ao cidadão através de um sistema de pagamento eficiente que facilite as transações diárias.
- O Real digital deve simular novos modelos de negócios que aumentem a eficiência integral no uso da tecnologia.
Transformação Digital
- As iniciativas de modernização são parte da transformação digital na sociedade brasileira, visando um mercado financeiro mais organizado.
- O Real digital se apresenta como uma evolução natural para melhorar a prestação de serviços financeiros.
Inovação e Regulação
- Tecnologias emergentes permitem novos modelos de negócios que atendem à demanda populacional por serviços financeiros inovadores.
- A regulação das moedas digitais pode resultar em novos produtos mais adequados às necessidades das pessoas, garantindo auditabilidade e rastreabilidade.
Desafios e Oportunidades
- A implementação do dinheiro programado pode aumentar a eficiência financeira quando associada a outras tecnologias.
- É fundamental garantir estabilidade no ambiente financeiro digital enquanto se promove inovação regulatória.
Conclusões das Mesas-redondas
- As discussões nas mesas-redondas abordaram diretrizes para o desenvolvimento do sistema financeiro atual, destacando potenciais aplicações das moedas digitais emitidas por bancos centrais.
Discussão sobre Navegador e Cidadania na Era Digital
Privacidade e Segurança em um Ambiente de Transformação Digital
- A discussão no painel abordou a importância da privacidade e segurança, especialmente com o advento do Real digital.
- Foi mencionada a necessidade de regulamentação sobre o uso de informações em ferramentas de Inteligência Artificial para evitar efeitos negativos à população.
Acesso Universal aos Meios de Pagamento
- Os palestrantes enfatizaram a importância do acesso da população a meios de pagamento independentes, mesmo que com restrições.
- O papel da moeda é destacado como fundamental, com soluções baseadas no Real digital sendo vistas como uma evolução necessária.
Modernização do Sistema de Pagamentos Brasileiro
- A oferta de ferramentas programáveis no sistema de pagamentos foi discutida como um passo crucial para sua modernização.
- Mecanismos regulatórios foram considerados essenciais para garantir interoperabilidade entre diferentes sistemas digitais.
Impactos Econômicos do Real Digital
- O debate destacou a possibilidade de redução na intermediação financeira através do uso do Real digital, promovendo maior eficiência nos mercados.
- A discussão internacional sobre pagamentos foi considerada vital para coordenar esforços em padronização dos sistemas globais.
Desafios Tecnológicos e Interoperabilidade
- As soluções tecnológicas devem ser múltiplas e adaptáveis, considerando as especificidades locais dos países.
Reflexões sobre Desafios e Oportunidades
Condições de Trabalho e Eficiência
- O orador menciona que, após dois meses, as condições de trabalho foram extremamente desafiadoras, destacando a necessidade de ganhos de eficiência.
- É enfatizado que o processo produtivo é difícil e deve ser constantemente avaliado para identificar oportunidades.
- A importância do diálogo é ressaltada, com a crença de que uma solução será alcançada em benefício da sociedade.
- O orador expressa gratidão a todos os envolvidos na jornada de aprendizado e construção dos sistemas necessários.