Hipersensibilidade Tipo II - Mediada por anticorpo
Retorno após as férias
Visão geral da seção: Nesta seção, o palestrante menciona que está retornando após um período de férias e explica que ficou ocupado com atividades universitárias. Ele promete retomar a gravação de vídeos para o canal.
Retorno às gravações
- O palestrante se apresenta como Roni Brito e menciona que está gravando aulas de imunologia para ajudar estudantes.
- Ele comenta sobre os vídeos anteriores e anuncia que a aula atual será sobre hipersensibilidade do tipo 2, mediada por anticorpos.
- O palestrante explica que não aparece no vídeo durante as aulas para não atrapalhar os slides e enfatiza a importância do conteúdo.
Reações de Hipersensibilidade
Visão geral da seção: Nesta seção, o palestrante introduz o conceito de hipersensibilidade e explica que é uma resposta imunológica exagerada contra antígenos inofensivos.
O que é hipersensibilidade?
- O palestrante define hipersensibilidade como uma reação exagerada do sistema imunológico contra antígenos inofensivos.
- Ele destaca que nas reações de hipersensibilidade tipo 2 não há um antígeno patológico causador do problema, mas sim uma resposta exacerbada ao próprio antígeno ou aos micro-organismos comuns.
- O palestrante menciona exemplos de antígenos inofensivos que podem desencadear reações de hipersensibilidade, como o pólen e as bactérias comensais do intestino.
Reações de Hipersensibilidade Autoimune
Visão geral da seção: Nesta seção, o palestrante aborda as doenças autoimunes e explica como ocorre a resposta imunológica contra antígenos próprios.
Doenças autoimunes
- O palestrante menciona que em algumas situações, o sistema imunológico pode desenvolver uma resposta imunológica contra os próprios antígenos, resultando em doenças autoimunes.
- Ele destaca que é difícil eliminar os antígenos próprios do organismo e explica que a resposta imunológica exagerada ocorre quando há uma falha no controle adequado do sistema imunológico.
Causas das Reações de Hipersensibilidade
Visão geral da seção: Nesta seção, o palestrante discute as causas das reações de hipersensibilidade, incluindo antígenos ambientais e micro-organismos persistentes.
Causas das reações de hipersensibilidade
- O palestrante menciona que as reações de hipersensibilidade podem ser desencadeadas por antígenos ambientais, como poeira e ácaros.
- Ele também destaca que micro-organismos persistentes podem causar respostas imunes exageradas, levando a doenças, como a tuberculose.
Respostas Imunes e Hipersensibilidades
Visão Geral da Seção: Nesta seção, discutimos as respostas imunes e as hipersensibilidades. As respostas imunes são difíceis de serem eliminadas, pois são auto-antígenos dos comensais. As hipersensibilidades são classificadas em diferentes tipos.
Tipos de Hipersensibilidade
- Existem diferentes tipos de hipersensibilidade:
- Tipo 1: Hipersensibilidade Imediata ou Alergia, mediada por IgE.
- Tipo 2: Hipersensibilidade Mediada por Anticorpos contra antígenos da superfície celular e matriz extracelular.
- Tipo 3: Hipersensibilidade Mediada por Imunocomplexos.
- Tipo 4: Hipersensibilidade Mediada por Linfócitos T.
Mecanismos de Lesão nas Hipersensibilidades
- Os mecanismos de lesão variam para cada tipo de hipersensibilidade:
- Tipo 1: Ativação de mastócitos pela IgE, resultando na liberação de mediadores alérgicos.
- Tipo 2: Opsonização e fagocitose celular ou ativação de leucócitos pelos anticorpos.
- Tipo 3: Formação de imunocomplexos que podem causar inflamação quando depositados em tecidos específicos.
- Tipo 4: Inflamação e formação de granulomas.
Importância do Conhecimento Prévio
- É importante ter conhecimento prévio sobre imunologia para entender as aulas de hipersensibilidade.
- Recomenda-se assistir às aulas básicas antes de abordar as aulas mais clínicas, como alergia e imunidades das mucosas.
Hipersensibilidade do Tipo 2 - Mecanismo de Lesão
- A hipersensibilidade do tipo 2 é causada por anticorpos contra antígenos dos tecidos.
- Os anticorpos se ligam aos antígenos em células próprias ou na matriz extracelular.
- A região FC dos anticorpos se liga aos receptores presentes nos neutrófilos e macrófagos.
- Essa ligação desencadeia a liberação de enzimas lisossomais, resultando em danos teciduais.
Conclusão
Fenômeno de Opsonização e Fagocitose
Visão geral da seção: Nesta seção, é discutido o fenômeno de opsonização e fagocitose, que envolve a ligação de anticorpos às células-alvo e a subsequente fagocitose por neutrófilos.
Opsonização
- A opsonização ocorre quando autoanticorpos se ligam a regiões específicas das células-alvo, como as hemácias.
- Neutrófilos são atraídos para a região onde os anticorpos estão ligados através do receptor FC.
- A fagocitose das células-alvo pelos neutrófilos resulta na diminuição da quantidade dessas células na corrente sanguínea.
Sistema Complemento
- O sistema complemento também pode estar envolvido na opsonização, especialmente através da via clássica.
- A ativação do sistema complemento leva à formação do complexo de ataque à membrana (MAC), que causa a destruição das células-alvo.
Inflamação Mediada pelo Complemento e Receptor FC
Visão geral da seção: Nesta seção, é abordada a inflamação mediada pelo complemento e receptor FC, que envolve a ligação de autoanticorpos aos tecidos normais e desencadeia uma resposta inflamatória sem lesão tecidual significativa.
- Autoanticorpos podem se ligar aos tecidos normais do corpo.
- Neutrófilos são recrutados para o local onde os autoanticorpos estão presentes.
- Os neutrófilos liberam seu conteúdo, causando inflamação no leito capilar.
- Proteínas do sistema complemento também podem estar envolvidas na ativação da via clássica e na indução da inflamação.
Respostas Fisiológicas Anormais sem Lesão Tecidual
Visão geral da seção: Nesta seção, são discutidas as respostas fisiológicas anormais sem lesão tecidual significativa, nas quais os autoanticorpos se ligam a receptores celulares normais e podem alterar suas funções.
- Autoanticorpos podem se ligar a receptores celulares normais.
- Essa ligação pode resultar em doenças sem inflamação ou dano tecidual significativo.
- Exemplos dessas doenças incluem síndrome de Goodpasture e síndrome de Klippel-Feil.
Respostas Fisiológicas Anormais sem Lesão Tecidual - Mecanismo
Visão geral da seção: Nesta seção, é explicado o mecanismo das respostas fisiológicas anormais sem lesão tecidual significativa.
- Autoanticorpos podem se ligar a receptores celulares normais.
- Essa ligação pode alterar as funções dos receptores e causar doenças sem inflamação ou dano tecidual.
- Um exemplo é a formação de autoanticorpos contra a acetilcolina nos músculos esqueléticos, levando à contração muscular anormal.
Autoanticorpos e Miastenia Grave
Visão geral da seção: Nesta seção, discute-se a relação entre autoanticorpos e a doença miastenia grave.
Autoanticorpos e Receptores de Acetilcolina
- Autoanticorpos podem se ligar aos receptores de acetilcolina.
- Na miastenia grave, a presença desses autoanticorpos interfere na ligação da acetilcolina ao receptor.
- Isso resulta na falta de contração muscular, levando a fadiga muscular, perda de força, visão dupla, dificuldade para falar, mastigar e engolir.
Doença de Graves e Hipertireoidismo
- Na doença de Graves (hipertireoidismo), os autoanticorpos se ligam aos receptores do hormônio tireoestimulante (TSH).
- Essa ligação constante estimula a produção excessiva de hormônios tireoidianos.
- Os sintomas incluem aumento da glândula tireoide, olhos salientes, alterações no ciclo menstrual, ansiedade e batimentos cardíacos rápidos ou irregulares.
Outras Doenças Causadas por Autoanticorpos
Visão geral da seção: Nesta seção, são apresentados exemplos de outras doenças causadas por autoanticorpos.
Púrpura Trombocitopênica Autoimune
- Antígeno alvo: proteínas da membrana das plaquetas.
- Mecanismo da doença: utilização e fagocitose das plaquetas.
- Manifestações clínicas: sangramentos constantes.
Penfigoide Bolhoso
- Antígeno alvo: proteínas nas junções intercelulares das células epidérmicas.
- Mecanismo da doença: ativação de proteases mediada por anticorpos e ruptura das adesões intercelulares.
- Manifestações clínicas: aparecimento de bolhas na pele.
Febre Reumática Aguda
- Antígeno alvo: antígenos da parede celular do Streptococcus.
- Mecanismo da doença: reação cruzada dos anticorpos contra antígenos do miocárdio.
- Manifestações clínicas: miocardite e artrite.
Diabetes Tipo 2
- Antígeno alvo: receptores de insulina.
- Mecanismo da doença: inibição da ligação da insulina aos receptores.
- Desenvolvimento do diabetes melito.
Recapitulação
Visão geral da seção: Nesta seção, é feita uma recapitulação dos principais pontos abordados sobre a hipersensibilidade do tipo 2.
Principais Mecanismos
- Customização e fagocitose.
- Inflamação mediada pelo complemento e receptor FC.
- Respostas fisiológicas anormais sem lesão tecidual.