A REPÚBLICA: JUSTIÇA NA CONCEPÇÃO DE PLATÃO

A REPÚBLICA: JUSTIÇA NA CONCEPÇÃO DE PLATÃO

Introdução à Justiça na República de Platão

Contexto e Importância da Obra

  • O vídeo é uma continuação da introdução sobre "A República" de Platão, focando no conceito de justiça.
  • A obra é complexa devido ao formato em diálogos, exigindo uma adaptação para facilitar a compreensão didática.

Conceito de Justiça

  • A discussão inicial se concentra na concepção platônica de justiça como harmonia, onde o justo é aquele que promove essa harmonia.
  • Sócrates argumenta que a verdadeira justiça está ligada à felicidade do indivíduo que compreende e pratica essa harmonia.

Diálogo com Céfalo

  • O primeiro interlocutor chamado por Sócrates é Céfalo, que define justiça como não mentir e devolver o que foi emprestado.
  • Sócrates contesta essa definição, sugerindo que a verdade pode ser relativa e às vezes a mentira é necessária para o bem maior.

Questões sobre Justiça Absoluta

  • Um exemplo dado por Sócrates envolve a devolução de uma arma emprestada; se isso resultar em um crime, questiona-se se ainda seria justo.
  • O debate avança com Céfalo sendo desafiado por Sócrates sobre as implicações morais das definições absolutas de justiça.

Contribuições do Filho de Céfalo

  • O filho de Céfalo traz uma nova perspectiva: ajudar amigos e prejudicar inimigos como forma de justiça.
  • Essa visão gera mais questionamentos sobre o que realmente significa ser justo em diferentes contextos sociais e pessoais.

Reflexões Finais sobre Amizade e Justiça

  • Sócrates destaca os perigos dessa concepção antagônica, onde ações podem ser mal interpretadas entre amigos e inimigos.

Debate sobre Justiça e Virtude

A Natureza do Mal e da Justiça

  • O debate inicia com a reflexão sobre o que significa ser efetivamente mal, questionando se um homem justo pode prejudicar outro. A complexidade do problema é destacada.
  • Sócrates argumenta que a justiça não é uma virtude humana, enquanto Polêmico Dias contesta essa afirmação, sugerindo que homens maltratados podem se tornar mais injustos.
  • Sócrates utiliza metáforas para ilustrar seu ponto: maltratar um cavalo ou cachorro resulta em piora de suas condições, implicando que o mesmo ocorre com os humanos.
  • Ele enfatiza que se os homens são maltratados, eles não podem se tornar mais justos; ao contrário, isso os torna mais injustos.
  • A discussão avança para a ideia de que a virtude é essencial e que maltratar um ser humano não pode resultar em sua melhoria moral.

O Papel do Justo e do Injusto

  • Sócrates conclui que fazer mal a alguém é uma característica do injusto, não do justo. Um verdadeiro justo ajuda seus amigos e prejudica seus inimigos.
  • O desafio central no debate é entender como transformar essas ideias em filosofia prática.

Concepções de Justiça na República

  • Platão introduz Trasímaco no debate, cuja visão é de que a justiça serve aos interesses dos mais fortes. Essa perspectiva gera uma discussão profunda sobre poder e moralidade.
  • Trasímaco argumenta que o governante age em benefício próprio, utilizando sua força para dominar os outros sob o pretexto de justiça.
  • Sócrates refuta essa ideia ao afirmar que um governante deve agir em prol dos governados e não apenas por interesse pessoal.

Reflexões Finais sobre Governança

  • A conclusão de Sócrates destaca a importância da justiça ser voltada para o bem comum e não apenas para interesses individuais.
  • Ele afirma: "A justiça deve ser para todos", reforçando a necessidade de um governo ético e altruísta.

Alegoria do Anel de Giges

  • No debate com Glauco, Platão apresenta a alegoria do anel de Giges, onde quem possui o anel torna-se invisível. Isso levanta questões sobre moralidade quando as consequências das ações são ocultadas pela invisibilidade.
  • Glauco sugere que a justiça é imposta pela sociedade; portanto, quando invisível, as pessoas agiriam sem considerar normas sociais ou morais.

Concepção Platônica de Justiça

A Injustiça e a Luta pela Justiça

  • A discussão sobre a justiça revela que os mais fortes tendem a optar pelo caminho da injustiça, enquanto os mais fracos enfrentam um caminho mais difícil em busca da justiça.
  • A concepção platônica de justiça é complexa e não pode ser reduzida a extremos; existem nuances que precisam ser consideradas.

As Três Almas na Justiça Platônica

  • Platão propõe que para entender a justiça, devemos considerar as três almas: sabedoria (racional), coragem (guardião) e temperança (trabalho).
  • A alma da sabedoria deve ser atribuída aos governantes, aqueles que têm capacidade de meditar e observar o ambiente político.

O Papel dos Governantes e Guardiões

  • Os governantes são descritos como sábios, enquanto os guardiões têm a função de proteger a cidade sem se envolver diretamente na política.
  • A alma da coragem é essencial para os guardiões, enquanto a temperança está relacionada àqueles que trabalham no comércio e outras funções essenciais.

Harmonia entre as Almas

  • Para uma sociedade justa, é necessário que haja harmonia entre as três almas: sabedoria nos governantes, coragem nos guardiões e temperança nos trabalhadores.
  • Platão argumenta que o trabalho político não deve ser remunerado, pois o foco deve estar no bem-estar da sociedade em vez do lucro pessoal.

Conclusão sobre Justiça em Platão

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