Aula Complementar 2 DI e DIPRI Conflitos de jurisdição e de  Lei

Aula Complementar 2 DI e DIPRI Conflitos de jurisdição e de Lei

Aula 2: Introdução ao Direito Internacional

Visão geral da seção: Nesta aula, o professor introduz o tema do direito internacional público e privado, destacando sua importância para o estudo de farmácia.

Direito Internacional Público vs. Direito Internacional Privado

  • O direito internacional é dividido em duas áreas principais: direito internacional público e direito internacional privado.
  • É importante diferenciar entre essas duas áreas, pois elas têm aplicações distintas no contexto das relações internacionais.
  • O edital do curso menciona o direito internacional privado como um ponto relevante, portanto é fundamental compreender essa distinção.

Direito Internacional Público

  • O verdadeiro direito internacional é responsável por regular as relações internacionais.
  • As normas do direito internacional público são encontradas no âmbito do direito internacional e não dependem das leis internas dos estados.
  • Essas normas são distintas e independentes das normas do direito interno dos estados.
  • O direito internacional público gera obrigações e regula as interações entre os sujeitos internacionais.

Direito Internacional Privado

  • O direito internacional privado lida com questões relacionadas ao conflitos de leis em casos envolvendo diferentes sistemas jurídicos nacionais.
  • No Brasil, também aborda questões de conflitos de jurisdição.
  • É importante ressaltar que o direto internacional privado não regula as relações internacionais como um todo, mas sim aspectos específicos relacionados a conflitos legais.

Conclusão

O conhecimento sobre a distinção entre direito internacional público e privado é fundamental para compreender como as relações internacionais são reguladas. O direito internacional público é o verdadeiro direito internacional, responsável por disciplinar as interações entre os sujeitos internacionais. Por outro lado, o direito internacional privado lida com questões de conflitos de leis em casos específicos.

Direito Internacional Privado

Visão Geral da Seção: Nesta seção, discutimos o Direito Internacional Privado e sua relação com o Direito Interno dos Estados e o Direito Internacional Público.

Características do Direito Internacional Privado

  • O Direito Internacional Privado é formado por normas distintas das encontradas no âmbito interno dos estados.
  • A validade das normas do Direito Internacional Público não depende da análise do direito interno dos estados.
  • Mesmo que um tratado seja inconstitucional em um país, ele pode gerar obrigações internacionais para esse país no contexto do direito internacional.
  • O Direito Internacional Público é independente e distinto do direito interno dos estados.

Uniformização do Direito Internacional Privado

  • Existem esforços para uniformizar o Direito Internacional Privado no interior dos países, a fim de evitar discrepâncias entre as normas internas de cada país.
  • Alguns tratados buscam uniformizar as normas aplicáveis ao Direito Internacional Privado.
  • Um exemplo relevante na América Latina é o Código Bustamante de 1928, embora esteja em desuso em muitos aspectos atualmente.

Finalidade do Direito Internacional Privado

  • O que confere ao Direito Internacional Privado sua característica fundamental é a finalidade das normas encontradas nesse campo.
  • As normas de direito internacional privado têm uma finalidade específica que as diferencia das normas de direito interno e direto internacional público.
  • A existência autônoma do Direto Internacional Privado como disciplina se dá pela finalidade das suas normas.

Direito Internacional Privado e Direito Interno dos Estados

Visão Geral da Seção: Nesta seção, exploramos a relação entre o Direito Internacional Privado e o Direito Interno dos Estados.

Características do Direito Internacional Privado

  • O Direito Internacional Privado tem uma forte ligação com o direito interno dos estados.
  • A maioria das normas de direito internacional privado é encontrada no âmbito do direito interno dos estados.
  • Normas uniformizadoras do direito internacional público também podem ser aplicadas ao direito internacional privado.

Código Bustamante de 1928

  • O Código Bustamante de 1928 foi uma tentativa de uniformizar o direito internacional privado na América Latina.
  • No entanto, muitos aspectos desse código estão obsoletos atualmente.
  • Existem outras convenções sobre direito internacional privado que buscam uniformizar as normas no interior dos estados, mas ainda são minoria em comparação com as normas internas.

Especificidade do Direto Internacional Privado

  • O Direto Internacional Privado não possui normas próprias, mas sim normas que podem pertencer ao direto interno ou ao direto internacional público.
  • A finalidade das normas é o que confere ao Direto Internacional Privado sua existência como disciplina autônoma.

Elemento de estranha idade e situação multi conectada

Visão geral da seção: Nesta seção, é discutido o conceito de elemento de estranha idade e como isso pode levar a uma situação multi conectada no direito internacional privado.

Elemento de estranha idade e surgimento de situação multi conectada

  • Um elemento de estranha idade ocorre quando há a presença de um elemento extra na idade que provoca o surgimento de uma situação multi conectada.
  • O estudo do direito internacional privado aborda principalmente as normas relacionadas ao direito interno, mas também algumas normas do direito internacional público com finalidade uniformizadora.
  • Situações multi conectadas são aquelas em que estão ligadas simultaneamente a dois ou mais ordenamentos jurídicos internos distintos.
  • Por exemplo, se um brasileiro compra um apartamento de outro brasileiro dentro do território nacional, estamos diante de uma situação multiconectada que atrai a incidência das normas do direito brasileiro para resolver qualquer controvérsia decorrente dessa situação.

Situações multiconectadas envolvendo interesses privados

Visão geral da seção: Nesta seção, é abordado o contexto das situações multiconectadas que envolvem interesses privados em diferentes países.

Exemplos de situações multiconectadas com interesses privados

  • Além das situações mencionadas anteriormente, existem casos em que um estrangeiro compra um bem localizado em outro país.
  • Por exemplo, se um estrangeiro argentino compra um apartamento de um brasileiro no Paraguai, temos uma situação multiconectada.
  • Nesses casos, surgem dúvidas sobre qual é a lei aplicável para disciplinar o contrato de compra e venda e qual tribunal pode julgar qualquer litígio decorrente dessa situação.

Elemento da unidade no direito internacional privado

Visão geral da seção: Nesta seção, é discutido o elemento da unidade no direito internacional privado e sua importância na aplicação das normas.

Elemento da unidade e sua importância

  • O elemento da unidade é um conceito fundamental no direito internacional privado.
  • Esse elemento refere-se à existência de um elemento estranho que levanta dúvidas sobre qual é o melhor tribunal interno para decidir uma controvérsia e qual é a melhor legislação interna a ser aplicada.
  • Quando esse elemento está presente, recorre-se ao direito internacional privado para resolver a controvérsia.

Elemento de estabilidade e sua relação com o direito internacional privado

Visão geral da seção: Nesta seção, é abordado o conceito de elemento de estabilidade e como ele está relacionado ao direito internacional privado.

Elemento de estabilidade e sua relação com o direito internacional privado

  • O elemento de estabilidade refere-se à presença de um elemento estranho à aplicação da legislação de um único estado em um caso concreto.
  • Esse elemento levanta dúvidas sobre qual é o melhor tribunal interno para realizar julgamentos e qual é a melhor legislação interna a ser utilizada para resolver a controvérsia.
  • O direito internacional privado é acionado quando há esse elemento de estabilidade, pois ele envolve uma situação multi conectada.

Exemplo hipotético de aplicação do direito internacional privado

Visão geral da seção: Nesta seção, é apresentado um exemplo hipotético para ilustrar a aplicação do direito internacional privado.

Exemplo hipotético

  • Em 2016, durante as Olimpíadas, ocorre uma situação em que surge uma controvérsia envolvendo elementos estrangeiros.
  • Esse caso exemplifica como o direito internacional privado é utilizado para determinar qual tribunal interno deve julgar o litígio e qual legislação interna deve ser aplicada.

Estrangeiro chega ao Brasil e quer alugar um apartamento

Visão geral da seção: O estrangeiro chega ao Brasil com 17 anos de idade e deseja alugar um apartamento. No entanto, ele descobre que, de acordo com o código civil brasileiro, ele só pode celebrar contratos de locação sozinho quando tiver 18 anos.

Incapacidade relativa do estrangeiro para celebrar contratos no Brasil

  • O estrangeiro não foi emancipado e, portanto, é considerado relativamente incapaz pela legislação brasileira.
  • Ele precisa da assinatura conjunta de um responsável para celebrar contratos no Brasil.

Diferença na capacidade civil entre o Brasil e o país do estrangeiro

  • No país do estrangeiro, ele já tem capacidade civil plena aos 17 anos.
  • Ele argumenta que não quer morar permanentemente no Brasil, apenas passar a temporada durante as Olimpíadas.

Contrato de locação assinado pelo locador brasileiro

  • Apesar das restrições legais, o locador brasileiro concorda em assinar o contrato de locação com o estrangeiro.

Estrangeiro descobre que está pagando mais caro pelo apartamento

Visão geral da seção: O estrangeiro percebe que está pagando muito mais caro pelo apartamento alugado do que seu valor real. Ele acredita que o locador agiu com má-fé por causa de sua idade jovem e por ser estrangeiro.

Cobrança excessiva pelo apartamento

  • O estrangeiro descobre que o locador está cobrando cinco vezes mais do que o valor real do apartamento.
  • Ele sente que foi enganado e decide romper o contrato de locação.

Estrangeiro busca resolver a situação com o locador

Visão geral da seção: O estrangeiro procura o locador para romper o contrato de locação, alegando ter sido enganado. No entanto, o locador se recusa a aceitar a rescisão do contrato.

Argumento do locador

  • O locador afirma que concordou em assinar o contrato porque o estrangeiro insistiu muito.
  • Ele justifica a cobrança mais alta como uma forma de se proteger contra possíveis problemas decorrentes da idade jovem do estrangeiro.

Intenção do estrangeiro em buscar soluções legais

  • O estrangeiro menciona que, mesmo sendo relativamente incapaz no Brasil, ele pode mover uma ação judicial para romper o contrato.
  • Ele ameaça buscar seus direitos na justiça para poder procurar um lugar mais barato durante as Olimpíadas.

Direito Internacional Privado e aplicação das leis

Visão geral da seção: Discute-se sobre qual lei deve ser aplicada ao caso específico do estrangeiro celebrando um contrato de aluguel no Brasil. É mencionado que, em questões de direito internacional privado, os tribunais brasileiros podem aplicar leis estrangeiras.

Aplicação das leis no direito internacional privado

  • Em casos envolvendo relações entre particulares, os tribunais podem aplicar leis estrangeiras.
  • No caso específico do contrato de locação do estrangeiro, a lei brasileira pode não ser a única aplicável.

Lei aplicável ao contrato de locação

  • A lei que regula a capacidade civil do estrangeiro para celebrar contratos no Brasil é discutida.
  • É mencionado que o tribunal deve determinar qual lei é aplicável e qual tribunal tem jurisdição sobre o caso.

Direito público versus direito internacional privado

Visão geral da seção: São feitas distinções entre direito público e direito internacional privado. O direito público se refere às relações entre indivíduos e o Estado, enquanto o direito internacional privado lida com relações entre particulares em diferentes países.

Aplicação do direito interno no direito público

  • Questões relacionadas ao direito público, como quem pode dirigir ou cometer crimes no Brasil, são reguladas pelo direito interno brasileiro.

Aplicação das leis no direito internacional privado

  • No âmbito do direito internacional privado, as relações entre particulares podem envolver a aplicação de leis estrangeiras.
  • A lei interna do país onde ocorre a relação jurídica é considerada na resolução de conflitos legais.

Relação Jurídica e Centro de Gravidade

Visão Geral da Seção: Nesta seção, discute-se a relação jurídica e o conceito de centro de gravidade na aplicação da lei estrangeira em casos específicos.

Gravidade da Relação Jurídica

  • A gravidade da relação jurídica pode ser encontrada com a aplicação da lei estrangeira em alguns casos.
  • Em certas situações, é mais adequado que o tribunal estrangeiro atue na determinação do centro de gravidade da relação jurídica, ao invés do tribunal brasileiro.

Direito Internacional Privado e Proporcionalidade à Justiça

  • O direito internacional privado busca solucionar questões que envolvem interesses particulares com elementos de unidade.
  • Em algumas situações, um caso ocorrido no Brasil pode não ser julgado pelos tribunais brasileiros ou ter a lei brasileira aplicada para sua resolução.
  • É importante o direito internacional privado para encontrar o centro de gravidade da relação jurídica e garantir estabilidade.

Conflitos de Jurisdições e Leis

Visão Geral da Seção: Nesta seção, são abordados os conflitos de jurisdições e leis no âmbito do direito internacional privado.

Conflitos de Jurisdições

  • O primeiro conflito a ser resolvido é o conflito de jurisdições.
  • É necessário determinar qual tribunal interno tem competência para julgar a controvérsia antes de resolver o conflito de leis.

Conflitos de Leis

  • O segundo conflito a ser resolvido é o conflito de leis.
  • É fundamental resolver primeiro o conflito de jurisdições antes de abordar o conflito de leis.

Normas do Direito Internacional Privado Brasileiro

Visão Geral da Seção: Nesta seção, são apresentadas as fontes das normas do direito internacional privado brasileiro.

Resolução dos Conflitos de Jurisdições

  • As normas para resolver os conflitos de jurisdições podem ser encontradas no Código de Processo Civil brasileiro.

Resolução dos Conflitos de Leis

  • Para resolver os conflitos de leis, é necessário recorrer à Lei de Introdução às Normas do Direito Brasileiro.
  • Cada estado possui suas próprias normas do direito internacional privado, o que pode resultar em soluções diferentes para um mesmo caso.

Papel da Lei de Introdução às Normas do Direito Brasileiro

Visão Geral da Seção: Nesta seção, destaca-se a importância da Lei de Introdução às Normas do Direito Brasileiro no contexto do direito internacional privado.

Importância da Lei de Introdução às Normas do Direito Brasileiro

  • No contexto deste concurso, é mais importante ter conhecimento sobre a Lei de Introdução às Normas do Direito Brasileiro em relação ao Código de Processo Civil.
  • A linha divisória entre o direito internacional público e o direito internacional privado é relevante neste concurso.
  • É necessário compreender como resolver os conflitos de jurisdições e leis no Brasil com base nessas normas.

Normas para Conflitos de Jurisdições e Leis

Visão Geral da Seção: Nesta seção, são apresentadas as fontes das normas para resolver os conflitos de jurisdições e leis no Brasil.

Normas para Conflitos de Jurisdições

  • As normas para resolver os conflitos de jurisdições estão presentes no Código de Processo Civil brasileiro.

Normas para Conflitos de Leis

  • Para resolver os conflitos de leis, é necessário recorrer à Lei de Introdução às Normas do Direito Brasileiro.
  • É importante prestar atenção ao papel da Lei de Introdução às Normas do Direito Brasileiro neste concurso.

Chamado Conflito de Gerações

Visão geral da seção: Nesta seção, discute-se a soberania dos estados para determinar a jurisdição nos tribunais brasileiros e o alcance da jurisdição em questões de direito internacional privado.

Jurisdição dos Tribunais Brasileiros

  • Os estados são soberanos para fixar o alcance da jurisdição nos seus tribunais.
  • Até 2016, o antigo Código de Processo Civil (CPC) disciplinava a jurisdição dos tribunais brasileiros em questões de direito internacional privado.
  • Com o novo CPC, é importante consultar os artigos 21 a 25 para conhecer o alcance da jurisdição dos tribunais brasileiros nesse contexto.
  • Os tribunais brasileiros só podem examinar a jurisdição de outros países com base no CPC.
  • Em caso de conflito de jurisdições no Brasil, o interesse fundamental é saber se os tribunais brasileiros podem julgar casos envolvendo tribunais estrangeiros.

Jurisdição Concorrente e Exclusiva

  • Os tribunais brasileiros podem possuir tanto jurisdição concorrente quanto exclusiva para julgar controvérsias que envolvem direito internacional privado.
  • Nas hipóteses de jurisdição concorrente, as partes podem escolher entre um tribunal brasileiro ou estrangeiro para julgar o litígio.
  • O novo CPC trata das hipóteses de jurisdição concorrente nos artigos 21 e 22.

Hipóteses Específicas

  • O réu da ação, independentemente da nacionalidade, pode ser processado no Brasil se tiver domicílio ou passar a maior parte do tempo no país.
  • Se a obrigação deve ser cumprida no Brasil, o tribunal brasileiro pode julgar o caso.
  • Relações de consumo também podem ser discutidas nos tribunais brasileiros.

Jurisdição Concorrente e Exclusiva

Visão geral da seção: Nesta seção, explora-se a jurisdição concorrente e exclusiva dos tribunais brasileiros em casos de direito internacional privado.

Jurisdição Concorrente

  • Os tribunais brasileiros têm jurisdição concorrente com os tribunais estrangeiros em certos casos.
  • Ambos os tribunais podem julgar a controvérsia.

Jurisdição Exclusiva

  • Em casos de jurisdição exclusiva, as partes podem escolher entre um tribunal brasileiro ou estrangeiro para julgar o litígio.
  • A legislação permite que as partes levem o litígio para ser julgado tanto por um tribunal brasileiro quanto por um tribunal estrangeiro, desde que a lei do estado estrangeiro permita que seus tribunais atuem no caso.

Hipóteses Específicas de Jurisdição Brasileira

Visão geral da seção: Nesta seção, são apresentadas algumas hipóteses específicas em que os tribunais brasileiros têm jurisdição em casos de direito internacional privado.

Requisitos para Julgamento no Brasil

  • O réu da ação com domicílio no Brasil pode ser processado no país.
  • Se a obrigação deve ser cumprida no Brasil ou se o processo decorre de uma relação de consumo, os tribunais brasileiros podem julgar o caso.

Escolha das Partes

  • As partes têm a opção de escolher entre um tribunal brasileiro ou estrangeiro para julgar o litígio.
  • No entanto, é necessário verificar se a lei do estado estrangeiro permite que seus tribunais atuem no caso em questão.

Jurisdição Brasileira em Relações de Consumo

Visão geral da seção: Nesta seção, discute-se a jurisdição dos tribunais brasileiros em casos de direito internacional privado relacionados a relações de consumo.

Julgamento no Brasil

  • Os tribunais brasileiros podem julgar controvérsias resultantes de relações de consumo.
  • Casos envolvendo relações de consumo podem ser discutidos e julgados nos tribunais brasileiros.

Litispendência Internacional e Ações Propostas no Brasil e no Exterior

Visão Geral da Seção: Nesta seção, é discutida a possibilidade de haver litispendência internacional, ou seja, uma ação proposta tanto no Brasil quanto em um estado estrangeiro. É explicado como funciona o processo caso uma das ações termine primeiro e como a sentença prevalece no respectivo país.

Litispendência Internacional

  • A litispendência internacional ocorre quando há uma ação proposta tanto no Brasil quanto em um estado estrangeiro.
  • Se o processo terminar primeiro no Brasil, a sentença brasileira prevalece e não há possibilidade de homologação.
  • Se o processo estrangeiro terminar primeiro enquanto ainda está em andamento no Brasil, se a sentença estrangeira for homologada e tiver eficácia no Brasil, o processo brasileiro será extinto.

Sentenças Brasileiras e Estrangeiras em Caso de Litispendência

Visão Geral da Seção: Nesta seção, é abordado o cenário em que uma sentença brasileira é proferida antes de uma sentença estrangeira. Explica-se como as sentenças são tratadas nesse contexto.

Sentenças Brasileiras Prevalecem

  • Se o processo brasileiro terminar primeiro, a sentença brasileira prevalece sobre qualquer posterior sentença estrangeira.
  • No entanto, se houver homologação da sentença estrangeira pelo Brasil e ela tiver eficácia aqui, o processo brasileiro será extinto.

Regulação da Situação em Território Nacional

Visão Geral da Seção: Nesta seção, é explicado como a sentença estrangeira passa a regular a situação em território nacional quando há litispendência internacional.

Sentença Estrangeira Regula a Situação

  • Quando há litispendência internacional, a sentença estrangeira passa a regular a situação em território nacional.
  • Não importa qual processo terminou primeiro, desde que seja homologada no Brasil para interromper o processo brasileiro.

Jurisdição Exclusiva dos Tribunais Brasileiros

Visão Geral da Seção: Nesta seção, é abordada a jurisdição exclusiva dos tribunais brasileiros e como isso afeta casos de litispendência internacional.

Jurisdição Exclusiva dos Tribunais Brasileiros

  • Segundo o artigo 23 do Código de Processo Civil brasileiro, existem hipóteses de jurisdição exclusiva dos tribunais brasileiros.
  • A legislação brasileira considera o centro de gravidade da relação jurídica como estando no Brasil.
  • Em casos de jurisdição exclusiva, os tribunais brasileiros são responsáveis por julgar as controvérsias.

Aceitação de Sentenças Estrangeiras pelo Brasil

Visão Geral da Seção: Nesta seção, é explicado que o Brasil não aceita sentenças estrangeiras e que as controvérsias devem ser julgadas pelos tribunais brasileiros.

Não Aceitação de Sentenças Estrangeiras

  • O Brasil não aceita sentenças estrangeiras e não é possível homologá-las em território nacional.
  • As controvérsias devem ser julgadas pelos tribunais brasileiros, conforme o artigo 23 do Código de Processo Civil.

Exemplo de Ações sobre Imóveis Situados no Brasil

Visão Geral da Seção: Nesta seção, é dado um exemplo específico de ações que envolvem imóveis situados no Brasil.

Ações sobre Imóveis no Brasil

  • Caso uma ação envolva um imóvel situado no Brasil, ela deve ser discutida perante os tribunais brasileiros.
  • Por exemplo, se um estrangeiro quiser romper um contrato de aluguel de um imóvel durante as Olimpíadas no Brasil, a ação deve ser movida nos tribunais brasileiros.

Aplicação da Lei Brasileira em Casos Envolvendo Bens Imóveis

Visão Geral da Seção: Nesta seção, é explicado como a lei brasileira é aplicada em casos que envolvem bens imóveis.

Aplicação da Lei Brasileira

  • Em casos que envolvem bens imóveis situados no Brasil, a lei brasileira deve ser aplicada.
  • Se houver uma sentença estrangeira nesse contexto, ela não poderá ser homologada ou executada no Brasil.

Conflito de Leis e Jurisdições

Visão Geral da Seção: Nesta seção, é abordado o conflito de leis e jurisdições em casos internacionais.

Resolução do Conflito de Leis

  • Em casos de litígio internacional, cada tribunal aplicará seu próprio direito internacional privado interno para resolver o conflito de leis.
  • No Brasil, as normas para solucionar o conflito de leis estão na Lei de Introdução às Normas do Direito Brasileiro (LINDb), especialmente nos artigos 7º e seguintes.

Solução do Conflito de Leis pelos Tribunais Competentes

Visão Geral da Seção: Nesta seção, é explicado como os tribunais competentes resolvem o conflito de leis em casos internacionais.

Tribunais Competentes Resolvem o Conflito

  • Cada tribunal competente para resolver a controvérsia aplicará seu próprio direito internacional privado interno.
  • O tribunal recorrerá ao direito brasileiro se for um tribunal brasileiro que possa resolver a controvérsia.
  • O mesmo ocorre com tribunais estrangeiros, que recorrerão ao seu próprio direito para resolver a controvérsia.

Normas do Direito Brasileiro para Solucionar o Conflito de Leis

Visão Geral da Seção: Nesta seção, são mencionadas as normas do direito brasileiro utilizadas para solucionar o conflito de leis.

Normas do Direito Brasileiro

  • As normas do direito brasileiro para solucionar o conflito de leis estão na Lei de Introdução às Normas do Direito Brasileiro (LINDb).
  • Os artigos 7º e seguintes da LINDb contêm as regras de conexão que determinam se o direito aplicável é o interno brasileiro ou estrangeiro.

Contrato de aluguel durante as Olimpíadas

Visão geral da seção: Nesta seção, discute-se um caso em que um estrangeiro menor de idade alugou um apartamento no Brasil durante as Olimpíadas. A lei brasileira exige que a pessoa tenha 18 anos para obter capacidade civil plena. Portanto, o contrato pode ser anulado pelo estrangeiro.

Lei aplicável ao contrato

  • Se a pessoa tem 17 anos, a lei brasileira permite que o contrato seja anulável.
  • O tribunal brasileiro decidirá qual lei aplicar com base nas regras de conexão.
  • Para questões relacionadas à capacidade civil, aplica-se a lei do domicílio da pessoa em questão.
  • Se o domicílio da pessoa estiver no exterior, um tribunal brasileiro pode ser chamado a aplicar a lei estrangeira.

Aplicação da lei estrangeira

  • No caso do estrangeiro menor de idade que alugou o apartamento, o tribunal brasileiro considerará a lei do seu país para determinar sua capacidade civil.
  • De acordo com o DIPr (Direito Internacional Privado), situações envolvendo contratos celebrados fora do Brasil podem ter a lei estrangeira aplicada por um juiz brasileiro.

Exceções e ordem pública

  • A aplicação da lei estrangeira pelos tribunais brasileiros não pode violar a noção de ordem pública brasileira.
  • A lei estrangeira não pode ser muito diferente da lei brasileira e não pode chocar a sociedade ou contrariar valores básicos da legislação brasileira.

Aplicação da lei estrangeira

Visão geral da seção: Nesta seção, discute-se a aplicação da lei estrangeira pelos tribunais brasileiros. É mencionada uma exceção em que a lei estrangeira pode ser indicada como aplicável pelo juiz brasileiro.

Indicação da lei estrangeira

  • O juiz brasileiro pode indicar a lei estrangeira como sendo aplicável quando o centro de gravidade da relação jurídica está no exterior, de acordo com o DIPr.
  • No entanto, a aplicação da lei estrangeira não pode violar a noção de ordem pública brasileira.

Lei estrangeira e ordem pública

Visão geral da seção: Nesta seção, destaca-se que a lei estrangeira aplicada pelos tribunais brasileiros não pode ser muito diferente da lei brasileira e não deve chocar a sociedade ou contrariar valores básicos da legislação do Brasil.

Restrições à aplicação da lei estrangeira

  • A lei estrangeira ao ser aplicada pelos tribunais brasileiros não pode violar a noção de ordem pública brasileira.
  • A legislação do país estrangeiro que permite que uma pessoa menor de idade tenha capacidade civil plena aos 17 anos pode chocar a sociedade brasileira e não seria aplicada.

Conclusão

Visão geral da seção: Nesta seção, é feita uma conclusão sobre a aplicação da lei estrangeira pelos tribunais brasileiros.

  • Os tribunais brasileiros podem aplicar a lei estrangeira em certas situações, desde que não viole a ordem pública brasileira.
  • A decisão de aplicar a lei estrangeira será tomada caso a caso, considerando os princípios do DIPr e as restrições impostas pela legislação brasileira.

Desafios da Aplicação de Leis Estrangeiras no Brasil

Visão Geral da Seção: Nesta seção, o palestrante discute a capacidade civil para autorizar um casamento de uma criança de nove anos no Brasil e como isso contraria os valores e a legislação brasileira.

Capacidade Civil para Casamento

  • No Brasil, uma criança de nove anos não tem capacidade civil plena para contrair matrimônio.
  • A lei estrangeira que permite o casamento nessa idade é inaplicável no Brasil por questões de ordem pública.
  • Os tribunais brasileiros não permitiriam esse casamento, pois vai contra os valores básicos da sociedade brasileira.

Aplicação da Lei Brasileira

  • Quando a lei estrangeira é inaplicável por questões de ordem pública, aplica-se a lei brasileira.
  • Pela lei brasileira, o casamento com nove anos é inadmissível e não seria possível.

Conclusão

  • A aplicação da lei estrangeira depende do respeito à ordem pública do país. No caso do casamento de uma criança de nove anos, a lei estrangeira não pode ser aceita pela ordem pública brasileira.
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