50. Israel nos planos de Deus (Rm 11.11-24)

50. Israel nos planos de Deus (Rm 11.11-24)

Romanos 11: O Futuro de Israel

Introdução e Contexto

  • A mensagem inicia com uma saudação calorosa aos presentes e àqueles que assistem online, pedindo a bênção de Deus para o momento.
  • O texto central é Romanos 11:11-24, onde Paulo discute a relação entre a transgressão dos judeus e a salvação dos gentios.

A Rejeição de Israel

  • Paulo argumenta que a rejeição dos judeus trouxe reconciliação ao mundo, levantando questões sobre o futuro da nação de Israel.
  • Ele menciona que alguns ramos (judeus) foram quebrados, permitindo que os gentios fossem enxertados na Oliveira boa.

A Bondade e Severidade de Deus

  • É enfatizado que devemos considerar tanto a bondade quanto a severidade de Deus; aqueles que não permanecem na fé podem ser cortados.
  • Paulo pede iluminação do Espírito Santo para compreender as Escrituras e sua aplicação prática.

Debates Teológicos sobre Israel

  • O futuro da nação de Israel tem sido um tema debatido por teólogos ao longo da história da igreja, especialmente após a rejeição de Cristo pelos judeus.
  • Existem duas posições principais sobre o futuro de Israel: uma acredita em promessas ainda não cumpridas; outra afirma que todas as promessas já foram cumpridas.

Posições sobre as Promessas Feitas a Israel

  • A primeira posição sustenta que Deus ainda não cumpriu todas as promessas feitas a Israel, incluindo o reinado literal de Jesus durante mil anos.
  • A segunda posição defende que todas as promessas foram cumpridas com Josué e com Jesus assumindo seu trono no céu após sua ressurreição.

Conclusões sobre o Remanescente Fiel

  • Paulo explica que Deus não rejeitou completamente os judeus; há um remanescente fiel predestinado por Ele.

A Queda dos Judeus e a Salvação dos Gentios

Introdução à Questão de Paulo

  • O apóstolo Paulo questiona se a queda dos judeus significa que eles caíram em desgraça total diante de Deus, levantando a dúvida sobre sua rejeição eterna.

O Tropeço dos Judeus

  • Paulo menciona que os judeus, ao buscarem justificação pelas obras e rejeitando Jesus, tropeçaram na "pedra de tropeço", que é Cristo.
  • Essa rejeição é vista como um não reconhecimento da identidade de Jesus como o Salvador e Filho de Deus.

A Resposta de Paulo

  • A resposta enfática de Paulo é que Deus não rejeitou os judeus para sempre; sua queda não é irreversível.
  • Ele enfatiza que a incredulidade dos judeus é temporária e parte do plano divino.

O Plano Divino para Israel

  • Paulo revela um plano maravilhoso onde a queda dos judeus abre portas para a salvação dos gentios, provocando ciúmes nos judeus para sua eventual conversão.

Estrutura do Ensino de Paulo

  • O ensino abrange três pontos principais:
  • A queda dos judeus trouxe salvação aos gentios (verso 11 a 12).
  • Os judeus serão restabelecidos após um tempo determinado por Deus (verso 13 a 16).
  • Os gentios não devem se vangloriar contra os judeus (verso 17 a 21).

Aplicações Práticas do Ensino

Queda dos Judeus e Salvação Gentílica

  • A transgressão dos judeus resultou na salvação para os gentios, ilustrado pela parábola das vinhas em Mateus 21.

Parábola das Vinhas

  • Jesus conta uma parábola sobre um proprietário da vinha que envia servos para receber frutos, mas eles são maltratados pelos lavradores.

Significado da Parábola

  • A parábola ilustra o Reino de Deus: o dono representa Deus, os lavradores representam Israel, e o filho simboliza Jesus.
  • Jesus afirma que o Reino será tirado deles e dado a outro povo que produza frutos.

Reação à Parábola

A Rejeição de Israel e a Salvação dos Gentios

A Parábola da Vinha

  • Jesus usa a parábola da vinha para ilustrar como os profetas enviados por Deus foram rejeitados pelo povo de Israel, culminando na rejeição do próprio Filho de Deus.
  • Os lavradores da vinha representam os líderes religiosos que mataram os profetas e rejeitaram Jesus, levando à pergunta retórica sobre o que Deus fará com eles.

O Veredito dos Fariseus

  • Os fariseus pronunciam seu próprio veredito ao afirmar que o dono da vinha fará perecer horrivelmente os malvados, sem perceberem que se referiam a si mesmos.
  • A destruição de Jerusalém pelos romanos é vista como cumprimento das palavras de Jesus, onde muitos judeus foram mortos ou levados cativos.

Transgressão e Salvação

  • A transgressão de Israel resultou na salvação dos gentios; Paulo destaca que essa não foi uma emergência, mas parte do plano eterno de Deus.
  • O apóstolo Paulo enfatiza que a inclusão dos gentios no reino não é um acidente, mas um propósito divino desde a eternidade.

O Plano Eterno de Deus

  • A ideia do dispensacionalismo é contestada; Paulo argumenta que a igreja composta por gentios faz parte do plano original de Deus.
  • O objetivo dessa inclusão é provocar ciúmes nos judeus para sua eventual conversão em massa ao cristianismo.

Plenitude dos Judeus

  • Paulo menciona que quando os judeus se converterem em massa, isso representará um momento glorioso na história da redenção.
  • Ele sugere que a queda dos judeus trouxe riqueza aos gentios e antecipa ainda mais riqueza quando houver uma plenitude entre os judeus.

Restauração Futura

A Missão de Paulo como Apóstolo dos Gentios

Intenções e Motivações de Paulo

  • Paulo se identifica como apóstolo dos gentios, expressando seu orgulho em seu ministério com a esperança de incitar os judeus à emulação e, assim, salvar alguns deles.
  • Ele revela que essa motivação é única na carta aos romanos, destacando sua conversão de perseguidor a pregador do evangelho entre os gentios.

O Orgulho no Ministério

  • Paulo glorifica seu ministério entre os gentios, enfatizando que a conversão deles pode gerar ciúmes nos judeus e potencialmente levar à salvação deste povo.
  • Seu objetivo é encorajar os judeus a crerem em Jesus Cristo, mantendo viva sua paixão pela salvação de seu próprio povo.

Metáforas da Conversão dos Judeus

  • Paulo menciona um "espinho na carne", sugerindo que sua dor constante está relacionada à rejeição dos judeus a Jesus Cristo.
  • Ele utiliza três metáforas para explicar sua esperança: ressurreição dos mortos (verso 15), massa (verso 16), e raiz da árvore (também verso 16).

Ressurreição e Reconciliação

  • A rejeição dos judeus trouxe reconciliação ao mundo; portanto, o restabelecimento deles será uma experiência extraordinária comparável à ressurreição.
  • A conversão dos judeus é vista como um evento sem precedentes que trará vida ao povo de Deus.

Massa e Raiz: Promessas Divinas

  • A metáfora da massa sugere que se as primícias são santas, toda a massa também será. Os patriarcas são vistos como as primícias das promessas divinas.
  • A raiz representa os patriarcas cujas promessas garantem que seus descendentes também serão abençoados por Deus.

Enxerto: Correção às Vanglórias

  • Paulo usa a metáfora do enxerto para corrigir a tendência dos não-judeus em se vangloriar sobre os judeus.
  • Ele explica o processo de enxerto para mostrar que não devem se considerar superiores apenas porque foram chamados após a rejeição dos judeus.

Fruticultura e Compreensão Teológica

  • A fruticultura serve como base para entender o processo espiritual descrito por Paulo.

Metáfora da Oliveira e o Enxerto

Elementos da Metáfora

  • Paulo estende os limites da metáfora, afirmando que o processo é "contra a natureza". A raiz representa os patriarcas, fundamentais para a compreensão do texto.
  • A Oliveira simboliza o Israel espiritual, ou seja, o povo de Deus dentro da nação de Israel. Refere-se ao remanescente fiel que não se desviou.
  • A Oliveira brava representa o mundo gentílico; os ramos dessa oliveira são os gentios convertidos em Cristo e incluídos no povo de Deus.

O Destino dos Ramos Naturais

  • Devido à incredulidade, a nação de Israel (ramos naturais) foi cortada do povo de Deus. Os judeus rejeitaram a Cristo e foram substituídos por gentios como enxertos.
  • Se Deus pode enxertar ramos da Oliveira brava na boa Oliveira, é mais fácil reexertar os ramos naturais. Essa ideia é central para entender a inclusão dos judeus novamente.

Exortações aos Gentios

Primeira Exortação: Humildade

  • Paulo adverte os gentios contra a arrogância em relação aos judeus. Eles devem reconhecer que não sustentam a raiz; ao contrário, são sustentados por ela.

Segunda Exortação: Vigilância

  • Os gentios não devem se gloriar pelo fato de que alguns ramos naturais foram quebrados para sua inclusão. Se não permanecerem firmes na fé, também poderão ser cortados.

Terceira Exortação: Consideração sobre Bondade e Severidade

A Bondade e Severidade de Deus

A Graça e a Perseverança

  • Paulo enfatiza que a salvação dos não judeus é resultado da bondade de Deus, não de méritos pessoais.
  • Ele adverte que aqueles que não permanecerem na graça de Deus serão cortados, assim como os judeus foram.
  • A questão da salvação é complexa; Paulo não discute o estado íntimo do crente, mas alerta sobre a necessidade de perseverança na fé.
  • O verdadeiro crente busca a misericórdia divina e se apega mais a Jesus Cristo para evitar a apostasia.
  • Os autores bíblicos exortam as congregações à perseverança, pois o abandono da fé resulta em condenação.

O Controle Divino na História

  • A história tem um propósito divino; tudo ocorre sob o controle soberano de Deus, desde a queda dos judeus até a inclusão dos gentios.
  • Paulo afirma que há um plano divino para Israel, embora este não envolva uma restauração nacional física ou política.
  • O futuro prometido para Israel refere-se à conversão espiritual dos judeus, especialmente próximo à vinda de Cristo.

Extremismos Relacionados ao Judaísmo

  • É importante distinguir entre sionismo e evangelho; muitos evangélicos confundem eventos atuais com profecias bíblicas relacionadas a Israel.
  • O sionismo tenta integrar aspectos judaicos nas práticas evangélicas, desvirtuando o foco no evangelho.
  • Por outro lado, existe uma "judeufobia" histórica entre alguns reformadores que viam os judeus como inimigos por rejeitarem Cristo.

Reconhecimento da Incredulidade

Reflexões sobre a Graça e o Temor de Deus

A Esperança de Paulo para os Judeus

  • Paulo expressa sua esperança e confiança em que Deus trará os judeus à fé no Messias prometido, refletindo o desejo eterno de Deus em seu plano.

Atitudes que Devemos Ter

Gratidão a Deus

  • A primeira atitude exigida é a gratidão, reconhecendo que somos "enxertos" da oliveira brava, enfatizando nossa humildade diante de Deus.
  • A metáfora do enxerto ilustra que estamos ocupando o lugar de alguns judeus, ressaltando a graça recebida por meio de Cristo.

Consideração da Severidade de Deus

  • É importante temer a Deus, pois Ele não hesitou em quebrar ramos naturais; isso nos lembra da seriedade do nosso relacionamento com Ele.
  • O temor deve levar ao arrependimento e à reconciliação com Deus, entendendo o privilégio da salvação oferecida.

Fidelidade de Deus

  • Devemos considerar a fidelidade de Deus em manter Suas promessas e alianças até o fim, um aspecto central da adoração cristã.

Convite à Salvação

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Aprofunde seus estudos e viva a fé bíblica no seu dia-a-dia! Acesse: https://www.vivendoasescrituras.com.br/?&sck=youtube ----- Usando a ilustração do enxerto na figueira, Paulo explica que ainda não é o fim para Israel, mas que Deus haverá de reenxertar os galhos que foram quebrados. Este vídeo pertence a uma série de exposições no livro de Romanos. Assista à série completa em: bit.ly/3obCPI0 ----- Acompanhe minhas redes sociais: Facebook - https://bit.ly/fb-augustus-nicodemus Instagram - https://bit.ly/ig-augustus-nicodemus Twitter - https://bit.ly/tw-augustus-nicodemus Tenha piedade - #AugustusNicodemus