ANATOMIA MACROSCÓPICA DA MEDULA ESPINAL - PARTE 1

ANATOMIA MACROSCÓPICA DA MEDULA ESPINAL - PARTE 1

Anatomia Macroscópica da Medula Espinal

Introdução à Medula Espinal

  • A medula espinal é uma estrutura nervosa localizada dentro do canal vertebral, sendo definida como uma massa cilindróide de tecido nervoso.
  • O termo "medula" etimologicamente significa "miolo", indicando que está situada internamente.

Estrutura Vertebral e Meninges

  • A medula espinal se encontra entre o corpo vertebral e o arco vertebral, com raízes nervosas saindo do canal por forames intervertebrais.
  • As meninges envolvem a medula espinal, proporcionando proteção e suporte estrutural.

Extensão da Medula Espinal

  • No adulto, a medula espinal não ocupa toda a extensão do canal vertebral; termina na altura da vértebra L1/L2.
  • A medida média da medula espinal em adultos é de aproximadamente 45 cm, começando no forame magno e terminando na segunda vértebra lombar.

Cone Medular e Cauda Equina

  • O cone medular é um estreitamento cônico localizado no final da medula espinhal, onde as raízes nervosas se prolongam formando a cauda equina.
  • A cauda equina consiste em prolongamentos das raízes nervosas que emergem abaixo de L1/L2, perdendo a configuração cilíndrica típica da medula espinhal.

Filamento Terminal e Função Ligamentar

  • O filamento terminal é um prolongamento da pia-máter que estabiliza a medula espinhal ao se fixar no cóccix; não possui função neural direta.
  • As estruturas que compõem a cauda equina são responsáveis pela transmissão de informações neuronais sensoriais e motoras.

Intumescências Cervical e Lombar

  • A medula apresenta duas dilatações chamadas intumescências: cervical (C4) e lombar (L1). Essas regiões são importantes para os plexos nervosos formados pelas raízes nervosas.

Anatomia dos Plexos Nervosos e sua Importância

Estruturas e Funções dos Plexos Nervosos

  • Os plexos nervosos são formados por uma densa rede de neurônios, especialmente nas regiões cervical e lombo-sacral da medula espinhal, que se destinam a inervar estruturas sensitivas e motoras.
  • O plexo braquial é crucial para a inervação dos músculos e pele do membro superior, sendo responsável pela movimentação dessa região.
  • A maior densidade de neurônios em certas áreas da medula espinhal justifica a presença de intumescências cervical e lombar, que são adaptações para atender à demanda de inervação.
  • O plexo lombar (raízes L1 a L4) está relacionado com a inervação dos músculos da coxa, influenciando movimentos na articulação do quadril e joelho.
  • O plexo sacral (raízes L4 a S4) é responsável pela inervação das pernas, pés e também da região pélvica, incluindo aspectos relacionados à continência urinária e anal.

Detalhes sobre os Plexos Sacral e Coccígeo

  • A região ano-genital é uma área importante onde o plexo sacral atua, envolvendo músculos responsáveis pela continência urinária e sexualidade.
  • O plexo coccígeo está associado às raízes nervosas que emergem das vértebras coccígeas, desempenhando um papel específico na inervação dessa área.

Funções Específicas dos Plexos Cervical e Braquial

  • O plexo cervical (C1 a C4) está envolvido na movimentação do pescoço; por exemplo, ao realizar flexões laterais da cabeça.
  • A inspiração forçada ativa o diafragma, que também recebe inervação do plexo cervical.
  • O plexo braquial permite movimentos complexos no membro superior através das articulações do ombro, cotovelo, punho e mão.

Estrutura da Medula Espinhal

  • A superfície da medula espinhal apresenta sulcos longitudinais importantes para sua organização funcional.
  • Entre os principais sulcos estão o sulco mediano posterior e os sulcos laterais posteriores que ajudam na identificação das diferentes regiões da medula espinhal.
  • O sulco intermedio posterior não percorre toda a extensão da medula espinhal; ele aparece apenas em segmentos específicos como na região torácica alta.

Importância dos Sulcos na Medula Espinhal

  • Os sulcos laterais anteriores são relevantes para identificar as raízes nervosas que emergem nessa área específica da medula espinhal.
  • A fissura mediana anterior é um suco mais profundo que facilita a visualização das estruturas internas associadas à vascularização da medula espinhal.

Medula Espinal: Estruturas e Funções

Anatomia da Medula Espinal

  • A medula espinal apresenta sucos laterais posteriores, onde se encontram as raízes e filamentos radiculares que formam as raízes nervosas posteriores.
  • O funículo posterior é dividido em dois fascículos: o medial e o lateral, separados por um sulco intermédio.
  • A imagem da medula espinal destaca a presença do sulco mediano anterior, sulco lateral anterior e os filamentos radiculares anteriores.
  • Observa-se uma coloração distinta entre substâncias cinzenta (mais escura) e branca (mais clara), com a substância cinzenta localizada internamente à substância branca.

Estrutura da Substância Cinzenta

  • A substância cinzenta tem formato de borboleta ou letra H, dividida em três colunas principais.
  • As colunas são: coluna anterior (INSS), coluna posterior e coluna lateral. A coluna anterior está presente em todos os segmentos medulares.

Segmentos Medulares

  • A medula espinal é composta por cinco regiões de segmentos: cervicais, torácicos, lombares, sacrais e coccígeas.
  • Coluna anterior e posterior estão presentes em todos os segmentos; a coluna lateral aparece apenas nos segmentos torácicos e lombares.

Funções das Colunas Medulares

  • A coluna anterior (MS - motora somática) inerva músculos estriados esqueléticos; a coluna lateral (MV - motora visceral) inerva musculatura brônquica e cardíaca.
  • Os neurônios na coluna lateral são motoneurônios viscerais simpáticos; já a coluna posterior é sensitiva tanto visceral quanto somática.

Implicações Clínicas

  • Lesões na porção anterior da medula podem afetar funções motoras; isso pode levar a repercussões clínicas significativas dependendo do segmento afetado.

Estrutura e Função da Medula Espinhal

Composição da Medula Espinhal

  • A medula espinhal apresenta déficits sensitivos, não motores, e é composta por substância branca formada principalmente por fibras mielínicas.
  • Os neurônios são envoltos por células da glia, que incluem a bainha de mielina, uma estrutura lipídica que isola os axônios e aumenta a velocidade de condução dos sinais neuronais.

Funções das Fibras Mielínicas

  • As fibras mielínicas permitem uma condução mais rápida dos sinais neuronais através do isolamento proporcionado pela bainha de mielina.
  • A presença de bainhas de mielina confere à substância branca sua coloração esbranquiçada devido à alta densidade de fibras.

Organização dos Funículos

  • A medula espinhal é organizada em funículos (cordões), incluindo cordão posterior, anterior e dois laterais.
  • O funículo anterior é demarcado pelo sulco lateral anterior e pela fissura mediana anterior; o funículo lateral está entre os sulcos laterais anterior e posterior.

Tratos Neurais

  • Dentro da substância branca, tratos e fascículos transportam informações com origem, destino e função semelhantes.
  • Os tratos descendentes (representados em vermelho) são responsáveis por levar informações motoras para os neurônios motores; enquanto os ascendentes carregam informações sensitivas.

Informações Sensitivas e Motoras

  • Os tratos ascendentes transportam informações sensoriais da periferia para o sistema nervoso central, como estímulos táteis.

Investigação de Traumas Raqui-Medulares

Importância da Investigação

  • A discussão enfatiza a necessidade de investigar traumas raqui-medulares, destacando que é crucial não esquecer as informações relevantes durante o processo.
  • O orador menciona a importância de manter a essência do que está sendo discutido, mesmo diante da sobrecarga de informações.

Abordagem na Investigação

  • Ao suspeitar de um trauma raqui-medular, é fundamental saber como proceder e quais áreas investigar.
  • A investigação deve incluir tanto aspectos sensitivos quanto motores do paciente afetado.

Desafios na Investigação