Interfaces Humano-Computador - Aula 03 - Design centrado no humano
Introdução
Visão Geral da Seção: Nesta seção introdutória, o professor apresenta a disciplina de Interfaces Humano-Computador e discute o tema do design centrado no humano.
O que é Design?
- O design é um processo que transforma uma solicitação em um produto acabado ou em uma solução.
- Envolve criatividade e é feito de maneira controlada e direcionada por um processo.
- Deve atender aos objetivos econômicos da situação em questão.
Artefatos e Modificação do Ambiente
- Artefatos são coisas criadas pelo ser humano para resolver problemas.
- Os artefatos modificam o ambiente em que são utilizados.
- Exemplos de artefatos incluem geladeiras, celulares e outros objetos tecnológicos.
O Processo de Design Centrado no Humano
Visão Geral da Seção: Nesta seção, o professor explora o processo de design centrado no humano, suas atividades e sua relação com a engenharia de software.
Atividades do Processo de Design Centrado no Humano
- Compreensão do contexto: Entender as necessidades dos usuários e as restrições do ambiente.
- Definição dos requisitos: Identificar os objetivos a serem alcançados pelo design.
- Geração de soluções: Criar diferentes propostas para atender aos requisitos identificados.
- Avaliação das soluções: Testar as propostas com os usuários para verificar sua eficácia.
- Implementação da solução escolhida: Desenvolver o produto final com base na solução selecionada.
Relação entre Design Centrado no Humano e Engenharia de Software
- O design centrado no humano é uma abordagem que visa incluir o ser humano no processo de design de software.
- Ele complementa os métodos ágeis, trazendo uma perspectiva mais focada nas necessidades dos usuários.
- Ambas as disciplinas têm como objetivo criar soluções eficazes e satisfatórias para os usuários.
Design Thinking
Visão Geral da Seção: Nesta seção, o professor introduz o conceito de design thinking como uma técnica amplamente utilizada além da engenharia de software.
O Que é Design Thinking?
- O design thinking é uma abordagem criativa para resolver problemas complexos.
- Envolve empatia, colaboração e experimentação.
- É amplamente utilizado em diversas áreas além da engenharia de software.
Stakeholders no Processo de Design
Visão Geral da Seção: Nesta seção, o professor discute a importância dos stakeholders no processo de design centrado no humano.
Tipos de Stakeholders
- Usuário Final: Aquele que efetivamente utiliza as interfaces do produto.
- Cliente: Indivíduo que contrata ou compra o produto/serviço oferecido.
- Usuários Secundários: Envolvidos pelo processo e para quem os resultados se destinam, mesmo que não manipulem diretamente as interfaces.
- Outros Stakeholders: Incluem superiores do usuário final, profissionais de marketing, suporte técnico e instrutores.
Conclusão
Visão Geral da Seção: Nesta seção final, o professor reforça a importância do ser humano no processo de design e destaca a necessidade de considerar os diferentes stakeholders envolvidos.
Importância dos Stakeholders
- Os stakeholders desempenham papéis cruciais no processo de design centrado no humano.
- É fundamental conhecer suas necessidades e expectativas para criar soluções eficazes.
- O usuário final é o principal foco, mas outros stakeholders também devem ser considerados.
Fim das Anotações
A Filosofia do Projeto Centrado no Ser Humano
Visão Geral da Seção: Nesta seção, discutimos a filosofia por trás do projeto centrado no ser humano e sua definição de acordo com a norma ISO 9126-210. Exploramos as raízes históricas desse processo, que remontam à publicação de Gold e Lewis em 1987.
Definição do Projeto Centrado no Ser Humano
- O projeto centrado no ser humano é uma abordagem para o design e desenvolvimento de sistemas interativos mais utilizáveis.
- Tem como foco principal o uso do sistema e a aplicação de conhecimentos técnicos em fatores humanos, ergonomia e usabilidade.
- Essa definição é baseada na norma ISO 9126-210, publicada em 2011.
Raízes Históricas do Projeto Centrado no Ser Humano
- O processo de engenharia de software já existia há muito tempo antes da definição atual.
- A primeira menção ao design centrado no ser humano ocorreu na publicação de Gold e Lewis em 1987.
- Eles trabalharam na IBM e desenvolveram um sistema de correio de voz para os participantes das Olimpíadas de 1984 se comunicarem.
- Esse projeto foi arriscado, pois envolvia diferentes usuários, incluindo jornalistas da mídia.
- Os pesquisadores utilizaram um processo chamado "projeto centrado em comportamento", que consistia nos princípios do foco precoce nos usuários e nas tarefas, medições empíricas e projeto iterativo.
Princípios do Projeto Centrado no Ser Humano
- Foco Precoce nos Usuários e nas Tarefas: Compreender quem são os usuários, suas necessidades, características físicas e como eles interagem com o sistema.
- Medidas Empíricas sobre Protótipos: Criar protótipos para avaliar a usabilidade antes de investir recursos na produção do sistema final. Realizar testes com usuários representativos para obter feedback sobre o desempenho e reações.
- Processo Interativo Repetitivo: Reconhecer que é improvável acertar tudo na primeira tentativa. Utilizar ciclos de projeto com refinamento das soluções, estabelecendo metas de usabilidade e analisando o custo-benefício das mudanças.
Evolução dos Princípios
- A norma ISO 9241-210, publicada em 2011, incorporou os princípios antigos e adicionou novos elementos ao projeto centrado no usuário.
- Além dos princípios mencionados anteriormente, a norma destaca a importância do engajamento contínuo dos usuários durante todo o processo de design e desenvolvimento.
- Também enfatiza a necessidade de considerar a totalidade da experiência do usuário, levando em conta diferentes interfaces e pontos de contato.
- Equipes multidisciplinares são essenciais para abordar as diversas perspectivas necessárias no projeto centrado no ser humano.
Novidades na Norma ISO 9241-210
Visão Geral da Seção: Nesta seção, exploramos as novidades introduzidas pela norma ISO 9241-210 em relação ao projeto centrado no usuário. Discutimos a importância do envolvimento dos usuários durante todo o processo e a necessidade de considerar a totalidade da experiência do usuário.
Envolvimento dos Usuários
- Os usuários devem estar envolvidos em todas as etapas do projeto e desenvolvimento.
- O engajamento não se limita apenas ao início, mas também inclui avaliação contínua durante o processo.
- A participação dos usuários é fundamental para garantir que suas necessidades sejam atendidas e que o sistema seja adequado para seu uso.
Totalidade da Experiência do Usuário
- O projeto deve abranger todos os aspectos da experiência do usuário.
- Não se trata apenas de interação com uma única interface, mas sim de considerar todos os pontos de contato e interfaces utilizados pelos usuários.
- A norma destaca a importância de compreender a experiência completa do usuário em relação ao sistema.
Equipe Multidisciplinar
- Uma equipe multidisciplinar é essencial para um projeto centrado no ser humano eficaz.
- Diferentes especialistas, como profissionais de design, comportamento humano, negócios e arquitetura de sistemas, devem trabalhar juntos para abordar as diversas perspectivas necessárias no projeto centrado no usuário.
Conclusão
Visão Geral da Seção: Nesta seção final, recapitulamos os principais pontos discutidos sobre o projeto centrado no ser humano e as novidades introduzidas pela norma ISO 9241-210. Destacamos a importância de colocar o ser humano no centro do processo de design e desenvolvimento, envolvendo os usuários em todas as etapas e considerando a totalidade da experiência do usuário. Uma equipe multidisciplinar é fundamental para abordar as diversas perspectivas necessárias nesse tipo de projeto.
Processo de Design Centrado no Usuário
Visão Geral da Seção: Nesta seção, o processo de design centrado no usuário é apresentado em três etapas principais: análise da situação atual, produção de uma solução e avaliação da intervenção. O processo é iterativo e envolve compreender o contexto de uso, especificar requisitos do usuário, conceber soluções e avaliar a eficácia delas.
Análise da Situação Atual
- A primeira etapa do processo é analisar a situação atual para entender o problema que precisa ser resolvido.
- É importante compreender o contexto de utilização, identificar os usuários e suas características, objetivos e necessidades.
- Também é necessário reconhecer o ambiente onde a solução será implementada, incluindo os artefatos existentes e as demandas ambientais.
Produção de uma Solução
- Na segunda etapa, ocorre a produção da solução para resolver o problema identificado.
- Os requisitos do usuário são especificados e servem como guia para a concepção criativa da solução.
- Protótipos são desenvolvidos em diferentes níveis de fidelidade para testar e refinar a solução ao longo do processo.
Avaliação da Intervenção
- A terceira etapa consiste na avaliação da intervenção para verificar se a solução atende aos requisitos do usuário.
- Métodos adequados de avaliação são escolhidos com base no momento do ciclo de prototipação.
- As avaliações podem ser formativas ou somativas, e o produto final é monitorado continuamente para acompanhar seu uso real.
Compreensão do Contexto de Uso
Visão Geral da Seção: Nesta seção, é destacada a importância de compreender o contexto de uso ao projetar uma solução centrada no usuário. Isso envolve identificar os stakeholders, caracterizar os usuários e grupos de usuários, entender seus objetivos e necessidades, reconhecer o ambiente e as limitações tecnológicas.
Identificação dos Stakeholders
- Os stakeholders são as pessoas envolvidas no projeto que serão afetadas pela solução.
- É importante identificar quem são esses stakeholders para compreender suas expectativas e necessidades.
Caracterização dos Usuários
- Os usuários devem ser caracterizados para entender como eles são e como se comportam.
- Isso inclui identificar seus objetivos, atividades na situação atual e as dificuldades que enfrentam.
- Compreender o contexto social em que estão inseridos também é relevante.
Reconhecimento do Ambiente
- O ambiente onde a solução será implementada deve ser reconhecido.
- Isso envolve identificar os artefatos existentes nesse ambiente, como eles são usados atualmente e quais são as demandas ambientais.
- Também é necessário reconhecer as características e limitações das plataformas de interação disponíveis.
Identificação de Soluções Competidoras
- É importante analisar soluções competidoras que já existem no mercado ou em outros contextos semelhantes.
- Isso ajuda a identificar o que já foi feito e a encontrar oportunidades de melhoria para a solução projetada.
Especificação de Requisitos e Design
Visão Geral da Seção: Nesta seção, é abordada a especificação de requisitos e o processo criativo de design. Isso inclui definir requisitos de uso, metas de usabilidade e resolver conflitos de requisitos.
Especificação de Requisitos
- Os requisitos são definidos com base nas oportunidades de melhoria identificadas.
- É importante descrever a população-alvo da solução para orientar o processo criativo do design.
- Metas de usabilidade e experiência do usuário também devem ser especificadas.
Processo Criativo do Design
- O processo criativo do design envolve criar uma solução conceitual em nível alto, testá-la por meio de prototipagem em baixa fidelidade e aplicar padrões e princípios de design.
- Posteriormente, protótipos mais próximos da solução final são desenvolvidos em alta fidelidade.
- Durante todo o processo, é essencial envolver os usuários por meio de técnicas participativas.
Avaliação no Processo Centrado no Usuário
Visão Geral da Seção: Nesta seção, é destacada a importância da avaliação contínua no processo centrado no usuário. São mencionados métodos adequados para cada etapa do ciclo de prototipação e a necessidade de monitorar o uso real do produto.
Escolha de Métodos de Avaliação
- É necessário escolher métodos adequados de avaliação para cada etapa do ciclo de prototipação.
- As avaliações podem ser formativas, ajudando a formar a opinião sobre a qualidade do produto, ou somativas, fornecendo uma avaliação final.
- A escolha dos métodos depende do momento e das necessidades específicas do projeto.
Avaliação Continuada
- O produto deve ser continuamente avaliado após seu lançamento para acompanhar seu uso real.
- Isso permite identificar possíveis melhorias e garantir que o produto atenda às necessidades dos usuários ao longo do tempo.
Engajamento dos Usuários
Visão Geral da Seção: Nesta seção, o palestrante discute os diferentes níveis de engajamento dos usuários em um processo de design centrado no humano.
Graus de Engajamento dos Usuários
- O engajamento dos usuários pode variar desde baixo até co-criador do produto.
- Os quatro graus de engajamento são: observador, avaliador, colaborador e co-criador.
- No nível mais baixo, o usuário é apenas um observador passivo.
- No nível de avaliador, o usuário fornece feedback e opiniões sobre o design.
- No nível de colaborador, o usuário participa ativamente do processo como consultor.
- No nível mais alto, o usuário se torna co-criador do produto.
Processo Centrado no Humano vs. Engenharia de Software
Visão Geral da Seção: Nesta seção, o palestrante aborda a relação entre o processo centrado no humano e a engenharia de software.
Compatibilidade entre Processos
- Os ciclos de vida da engenharia de software são compatíveis com o processo centrado no humano.
- É necessário incluir atividades do processo centrado no humano nos ciclos de vida existentes para torná-lo centrado no ser humano.
- Cabe ao designer adaptar o ciclo de vida do projeto praticado em sua organização para que ele seja centrado no ser humano.
Design Centrado no Humano com Métodos Ágeis
Visão Geral da Seção: Nesta seção, o palestrante explora a aplicação do design centrado no humano em conjunto com métodos ágeis.
Design Centrado no Humano e Métodos Ágeis
- É possível aplicar o design centrado no humano em conjunto com métodos ágeis.
- No método ágil, é importante criar um produto minimamente viável baseado nas necessidades e experiências dos usuários.
- A experiência do usuário fornece informações importantes para o método ágil.
- Durante a fase inicial de ideação, as equipes de design e desenvolvimento trabalham em paralelo.
- O processo de desenvolvimento é dividido em sprints, onde as equipes colaboram para implementar a experiência projetada.
Integração entre Equipes de Design e Desenvolvimento
Visão Geral da Seção: Nesta seção, o palestrante discute a integração entre as equipes de design e desenvolvimento durante o processo de desenvolvimento ágil.
Fases do Processo
- Na fase inicial de estudo de usuários, as equipes pesquisam e levantam necessidades tanto dos usuários quanto dos requisitos técnicos.
- Durante a fase de desenvolvimento, enquanto as equipes de software trabalham na arquitetura, a equipe de design produz a ideia da solução.
- As equipes avançam em sprints sequenciais, com a equipe de design sempre um sprint à frente da equipe de desenvolvimento.
- A equipe de desenvolvimento implementa a experiência projetada pela equipe de design em cada sprint.
Design Thinking e Design Centrado no Humano
Visão Geral da Seção: Nesta seção, o palestrante explora a relação entre design thinking e design centrado no humano.
Design Thinking como Abordagem
- O design thinking é uma abordagem que busca descentralizar a prática de design.
- Todos podem ser designers, mesmo profissionais especializados em outras áreas.
- O design thinking é utilizado em várias áreas, como políticas públicas, intervenções sociais e pequenas empresas.
- Essa abordagem leva o processo de design centrado no humano para todos.
Conclusão
O palestrante discutiu os diferentes níveis de engajamento dos usuários em um processo de design centrado no humano. Também explorou a compatibilidade entre o processo centrado no humano e a engenharia de software, bem como a integração do design com métodos ágeis. Além disso, destacou a relação entre o design thinking e o design centrado no humano.