O Ganho e o Custo de ser uma mulher boazinha | Terapia Inteligente
Aulão sobre o Arquétipo da Mulher Boazinha
Introdução ao Tema
- A apresentadora inicia com um tom descontraído, interagindo com a audiência e confirmando que todos estão prontos para o "aulão".
- O tema do dia é o "custo e ganho de ser boazinha", prometendo uma nova perspectiva sobre esse comportamento.
- A expectativa é que mesmo aqueles que não se consideram boazinhas descubram aspectos dessa característica em si mesmos.
Compreendendo o Arquétipo
- A discussão gira em torno do arquétipo da mulher boazinha, abordando como ele se relaciona com comportamentos e identidades femininas.
- O conceito de ser boazinha é analisado sob a ótica de Jung, onde ser boa não é visto como um problema moral, mas sim uma identificação unilateral.
- Para Jung, a mulher boazinha organiza seu ego em torno do valor de ser aceita e amada, priorizando sempre os outros.
Impacto Cultural e Histórico
- A apresentadora menciona que essa condição arquetípica não é apenas individual; ela tem raízes históricas profundas na educação das mulheres.
- As mulheres foram ensinadas a serem moderadas, ouvirem mais do que falarem e evitarem discordar publicamente dos homens.
- Essa socialização resulta em uma identidade feminina que busca agradar e se diminui para manter harmonia nas relações.
Identidade Feminina e Assertividade
- É destacado que a polidez não deve comprometer a assertividade; as mulheres podem expressar suas opiniões sem rodeios.
- A estrutura cultural que promove essa submissão feminina é forte e histórica, levando muitas mulheres a se sentirem confortáveis nesse papel.
Análise dos Contos de Fada
- Von France analisa contos de fadas, afirmando que a bondade aparece como pureza sem força, resultando em fraqueza moral quando desprovida de agressividade consciente.
- A figura da donzela representa essa mulher que abre mão do próprio poder para ser amada, desconectando-se da sua própria força interna.
A Voz e a Sexualidade Feminina
A Conexão entre Voz e Corpo
- A voz de cabeça é uma expressão que se desconecta do corpo, sendo percebida como meiga e baixa, muitas vezes utilizada por mulheres para agradar.
- Para trazer a voz para o peito, é necessário ter uma conexão corporal; essa voz tem um tom mais grave e sustentado, refletindo autenticidade.
- A desconexão da voz de cabeça está relacionada à sexualidade feminina, resultando em uma presença menos encarnada e corpada.
Medos e Aprisionamento
- Muitas mulheres estão aprisionadas na atuação da "boazinha", que surge do medo de perder amor, vínculos ou pertencimento.
- Essa repressão emocional pode levar a problemas físicos como infecções na pele ou eczema, pois a agressividade interna se volta contra elas.
Identidade e Hiperadaptação
- A identidade da "boazinha" é construída em resposta ao outro, levando à hiperadaptação onde o comportamento é moldado pela necessidade de aceitação social.
- O discurso da donzela representa essa adaptação extrema; muitas mulheres atuam assim para manter relacionamentos previsíveis sem conflitos.
Ganhos da Atuação "Boazinha"
- As mulheres que adotam esse papel têm controle sobre os relacionamentos devido à previsibilidade que criam; isso resulta em aprovação social significativa.
- O padrão de ser agradável se torna um mecanismo de sobrevivência, onde ser verdadeira é visto como arriscado.
Facetas da "Boazinha"
- Muitas vezes essas mulheres são as que se destacam profissionalmente mas ainda mantêm comportamentos subservientes em suas vidas pessoais.
- É importante reconhecer as várias facetas dessa identidade; todas as mulheres possuem uma parte significativa da "boazinha" dentro delas.
Reflexões sobre o Custo-Benefício
- Manter a "boazinha" pode parecer vantajoso devido aos ganhos emocionais percebidos, mesmo quando os custos são altos.
- Reconhecer essa parte interna permite às mulheres avaliar sua autenticidade versus segurança nas relações.
Reflexões sobre a "Boazinha" e suas Consequências
A Insatisfação com as Perguntas
- O orador expressa frustração com as perguntas recebidas, considerando-as superficiais em relação ao curso que ministrou.
- Ele menciona que as perguntas não eram claras e consistiam mais em temas do que em questões específicas, dificultando respostas adequadas.
A Decisão de Encerrar o Curso
- Após lidar com 15 turmas, o orador decide encerrar o curso por sentir que não estava obtendo retorno satisfatório.
- Ele opta por ser gentil e educado nas interações, mesmo diante da insatisfação, como uma forma de manter a calma.
A Escolha Consciente de Ser Gentil
- O orador discute a importância de se autorizar a agir de maneira gentil sem comprometer sua saúde mental.
- Ele reflete sobre como essa escolha consciente foi necessária para evitar adoecimento emocional devido à pressão das expectativas alheias.
O Custo da "Boazinha"
- O conceito da "boazinha" é explorado como uma forma de comportamento que pode levar ao ressentimento e à passividade agressiva quando não é equilibrada.
- É destacado que a falta de negociação interna pode resultar em doenças físicas e emocionais.
Doenças como Reflexo de Desejos Controversos
- O orador afirma que toda doença representa um desejo não realizado ou mal direcionado, refletindo energia psíquica reprimida.
- Ele sugere que os sintomas físicos podem ser indicadores do deslocamento desse desejo.
Impacto nos Relacionamentos
- A "boazinha" prioriza relacionamentos por medo da rejeição, levando a consequências negativas no casamento e nas interações sociais.
- É mencionado um alerta sobre virtudes vividas unilateralmente se transformarem em seus opostos no inconsciente, resultando em exaustão emocional e outros problemas.
Raiva Reprimida e Seus Efeitos Físicos
- Quando a raiva não é expressa conscientemente, ela se volta contra o corpo, manifestando-se através de tensões físicas e compulsões.
- Exemplos incluem bruxismo e dores crônicas como reflexos dessa repressão emocional.
Conclusão: Custo Real da Bondade Excessiva
- O orador conclui enfatizando os custos associados ao comportamento excessivamente bondoso ("boazinha"), sugerindo uma reflexão profunda sobre esse padrão.
A Dificuldade da "Boazinha" no Ambiente Profissional
O Comportamento da Boazinha
- A "boazinha" muitas vezes não consegue dizer não, mesmo quando solicitada a trabalhar durante as férias. Ela tende a entregar mais do que o combinado para ser bem vista.
- O objetivo principal da boazinha é ser apreciada pelos outros, utilizando seu trabalho como forma de conquistar a aceitação alheia, evitando se autopromover.
Conflito Interno e Consequências
- Segundo Yung, a boazinha enfrenta um conflito com seu próprio poder; seu ego se retrai para manter o pertencimento social. Isso resulta em oportunidades perdidas e falta de reconhecimento profissional.
- A fala típica da boazinha é evitar aparecer ou se destacar, acreditando que o mercado não reconhece quem não se posiciona claramente.
Importância do Posicionamento
- O mercado de trabalho valoriza o posicionamento; ele recompensa aqueles que se destacam e se promovem. Há uma pressão constante sobre como se apresentar e comunicar-se efetivamente.
- A boazinha teme que ao se posicionar, ela será punida com perda de amor ou aceitação, levando-a a uma angústia interna significativa.
Relações Pessoais vs. Vida Profissional
- Muitas vezes, a boazinha prioriza relacionamentos pessoais em detrimento da vida profissional. Essa escolha pode levar à subvalorização no ambiente de trabalho.
- É importante reconhecer tanto a figura da heroína quanto a da boazinha dentro de nós mesmos; ambas têm seus papéis na vida pessoal e profissional.
Desenvolvimento Pessoal e Equilíbrio
- Reconhecer as características da boazinha é essencial para desenvolver um equilíbrio saudável entre relacionamentos e carreira. Não é necessário eliminar essas partes de nós mesmos, mas sim aprender a utilizá-las adequadamente.
- Transitar entre os papéis de heroína e boazinha pode ser benéfico; buscar um estado mais equilibrado (como o papel da rainha), onde há autoconfiança e assertividade nas interações profissionais.
A Dificuldade de Cobrar e o Impacto da Identidade Boazinha
A Estrutura da Boazinha
- A "boazinha" tem dificuldade em cobrar pelo seu trabalho, pois sua estrutura interna está voltada para agradar e ser reconhecida, resultando em sofrimento ao tentar se posicionar.
- Ela frequentemente cobra menos do que realmente vale, mesmo quando possui grande potencial, devido a questões profundas relacionadas à identidade e autoestima.
- Essa dificuldade é muitas vezes vista com orgulho por algumas pessoas, mas é importante reconhecer que isso pode ser prejudicial.
Exemplos Práticos de Negociação
- A boazinha tende a oferecer descontos e facilidades excessivas, como demonstrado em uma conversa entre uma manicure e uma cabeleireira sobre preços de serviços domiciliares.
- O exemplo ilustra como a boazinha não consegue negociar adequadamente os preços dos seus serviços, sentindo-se incomodada ao discutir valores justos.
Consequências da Dificuldade em Cobrar
- A boazinha enfrenta um acúmulo de desequilíbrios emocionais que dificultam sua capacidade de expressar descontentamento ou negociar melhor suas condições.
- Essa dissociação entre valor interno (autoestima) e valor externo (preço cobrado) resulta em renda abaixo do potencial e uma sensação constante de injustiça.
Limitações da Identidade Bonsai
- A identidade "bonsai" limita o crescimento profissional da boazinha, levando-a a evitar situações que possam expandir suas oportunidades.
- Ela sabota seu próprio crescimento para manter controle sobre sua vida, preferindo permanecer na zona de conforto.
Reflexões sobre Sucesso e Autoimagem
- Uma história inspiradora é contada sobre a escritora Glennon Doyle, que minimizou seu sucesso durante uma entrevista com Oprah Winfrey.
- Oprah destacou que fingir ser menos do que se é prejudica não apenas a própria pessoa, mas também outras mulheres ao redor. Isso ressalta a importância de reconhecer o próprio valor.
A Importância do Amor Próprio e da Autenticidade
O Perigo de Ser "Boazinha"
- A diminuição do próprio tamanho para ser aceita resulta em uma opressão coletiva, onde todos ficam sob a pressão da aceitação. É crucial reconhecer essa dinâmica.
- A busca por ser "boazinha" pode levar à masculinização na tentativa de se posicionar, refletindo um conflito interno entre feminilidade e autenticidade.
- A mulher que evita conflitos é a "boazinha", enquanto a mulher que se sustenta é capaz de manter a tensão sem evitar confrontos.
Medo de Rejeição e Prioridades Pessoais
- O medo de desprezo e rejeição surge quando priorizamos os outros em detrimento de nós mesmos. O verdadeiro amadurecimento envolve escolher-se primeiro.
- O conceito central aqui é o amor próprio, essencial para se tornar uma "rainha" em sua própria vida, simbolizada pela figura da Tecelã.
A Tecelã: Símbolo da Cura Interna
- A Tecelã representa a rainha psíquica que administra sua vida interna, ajustando energias mal aproveitadas para promover cura pessoal.
- Um teste foi oferecido como ferramenta para ajudar as participantes a entenderem seu valor pessoal e suas dinâmicas internas.
Sustentação do Valor Pessoal
- Para se posicionar sem perder vínculos ou empregos, é necessário sustentar um valor claro sobre o que se oferece aos outros.
- Exemplo prático: ao aumentar o preço dos serviços (como manicure), é importante ter clareza sobre o valor real do serviço prestado.
Reconhecimento do Valor Real
- Muitas vezes, percebemos nosso valor como fantasioso; precisamos avaliar nossa verdadeira contribuição antes de pedir aumentos ou mudanças significativas.
- No ambiente corporativo, o foco deve estar nos resultados e dados objetivos, não nas opiniões pessoais. Isso ajuda na construção de uma imagem profissional sólida.
O Custo e o Ganho na Tomada de Decisões
Identificação do Custo Pessoal
- A discussão começa com a importância de identificar onde estamos sendo "boazinhas" e por que abrimos mão de certas coisas. É crucial entender o custo dessa decisão.
- O título da aula é sobre "custo, ganho e custo", enfatizando que sempre há um ganho associado a uma decisão, e se esse ganho for removido, restará apenas o custo.
Reflexão sobre Riscos e Ganhos
- Para deixar de ser "boazinha", é necessário arcar com os custos das decisões. Se não estiver disposta a pagar esse custo, pode-se estar sustentando um ganho falso.
- Após pagar pelo que se deseja, muitas vezes as pessoas começam a valorizar mais aquilo que conquistaram, refletindo sobre como isso muda sua perspectiva.
Teste de Autoavaliação
- Um teste foi proposto para ajudar os participantes a identificarem áreas em suas vidas onde estão funcionando melhor ou pior. Os resultados podem oferecer insights valiosos.
- A instrutora incentiva os participantes a revisarem suas respostas no teste para obter informações importantes sobre seu comportamento e decisões.
Conclusão Motivacional
- A mensagem final destaca a importância de agir e tomar decisões conscientes em relação ao próprio caminho na vida.