15ª Aula - A Cannabis sativa L. como Redutora de Danos na Dependência Química - Prof. Paulo Morais
Uso Terapêutico da Cannabis: Redução de Danos
Introdução ao Curso
- A coordenadora do curso dá as boas-vindas aos participantes e menciona que a aula de hoje é uma das suas favoritas.
- O Professor Paulo, do departamento de Psicologia da Universidade Federal de Rondônia, é apresentado como um colaborador frequente do curso.
Importância do Tema
- A aula abordará o uso da cannabis como redutor de danos em relação a outras drogas, especialmente em um contexto político atual.
- É destacado que o conteúdo será denso e relevante para os debates contemporâneos sobre políticas relacionadas à cannabis.
Apresentação do Professor Paulo
- O professor se apresenta e menciona seu pós-doutorado no programa de orientação e atendimento ao dependente (PROAD).
- Ele expressa sua alegria em participar novamente do curso sobre cannabis medicinal na Unifesp.
Uso da Cannabis na Dependência Química
- O foco da discussão será o uso da maconha como estratégia para redução de danos relacionados à dependência química.
- O professor observa a demonização histórica da maconha, associando-a erroneamente ao uso de drogas mais pesadas.
Definições e Contexto das Substâncias Psicoativas
- Serão discutidas definições sobre substâncias psicoativas, incluindo suas classificações como tóxicos ou medicamentos.
- A conversa abordará o espectro do uso dessas substâncias, desde usos benéficos até abusivos e dependentes.
Complexidade das Drogas na Sociedade
- As substâncias psicoativas têm sido parte integrante da experiência humana ao longo da história.
- Há uma crítica à forma simplista com que o uso de drogas é tratado sob perspectivas religiosas, de saúde e justiça.
Definição Técnica das Drogas
- A definição oficial pela Organização Mundial da Saúde (OMS) descreve droga como qualquer entidade química que altera funções biológicas dos organismos vivos.
A Relação Humana com Substâncias Químicas
Definição de Substâncias Químicas
- As substâncias químicas são moléculas que as pessoas escolhem usar deliberadamente para obter efeitos específicos.
- Um exemplo é o clonazepam, conhecido comercialmente como Rivotril, utilizado para efeitos ansiolíticos e indutores de sono.
Classificação das Drogas
- As drogas podem ser classificadas em três grupos principais: estimulantes, depressoras e perturbadoras.
Estimulantes
- Aumentam a atividade cerebral e a comunicação entre neurônios, resultando em maior agitação e aceleração dos pensamentos.
Depressores
- Reduzem a atividade neuronal, levando a uma lentificação do funcionamento do sistema nervoso e comportamentos mais calmos.
Perturbadoras
- Modificam qualitativamente os conteúdos da consciência sem um padrão específico; incluem substâncias como alucinógenos.
Exemplos de Substâncias Psicoativas
- Cafeína e nicotina são exemplos comuns de estimulantes. A cafeína é uma das substâncias psicoativas mais consumidas globalmente.
- Entre os depressoras estão o Rivotril, morfina, heroína e álcool etílico. O álcool é amplamente acessível devido à sua produção natural.
Uso Abusivo de Substâncias na Cultura Judaico-Cristã
- O álcool tem presença histórica significativa na cultura ocidental, com relatos bíblicos sobre seu uso excessivo (exemplo: Noé).
Maconha na Mitologia Judaico-Cristã
- A maconha também aparece nas escrituras; o termo hebraico "kes bosm" foi traduzido como "câ aromático" nas bíblias atuais.
Mudanças na Relação com o Álcool ao Longo do Tempo
- Desde a antiguidade até a Idade Média, houve mudanças significativas no consumo de álcool devido à destilação.
Destilação e Revolução Industrial
- A destilação permite maior concentração alcoólica em menor volume líquido, facilitando a embriaguez.
A Evolução do Uso de Substâncias e a Lei Seca nos EUA
O Impacto da Revolução Industrial no Consumo de Álcool
- A Revolução Industrial, que ocorreu entre o final do século XV e início do século XVI, gerou condições sociais que favoreceram tanto o uso adaptativo quanto o uso disfuncional do álcool.
- No século XIX, especialmente nos Estados Unidos, surgiu um movimento chamado "temperança", inspirado na virtude aristotélica da moderação, mas que acabou se transformando em uma busca pela abstinência total.
A Proibição do Álcool e suas Consequências
- No final do século XIX e início do XX, houve uma campanha para criminalizar a venda de bebidas alcoólicas, considerando os donos de bares como traidores da nação por envenenarem trabalhadores.
- Um plebiscito foi realizado nas primeiras décadas do século XX para decidir sobre a proibição da venda de bebidas alcoólicas; a opção pela proibição venceu.
A Lei Seca: Implementação e Efeitos
- A Lei Seca começou em 1919 e durou até 1932 ou 1933, proibindo a produção, comércio e transporte de álcool nos Estados Unidos.
- Durante essa época, cenas semelhantes às apreensões atuais de drogas eram comuns; policiais queimavam grandes quantidades de bebidas apreendidas.
Violência e Criminalidade Associadas à Proibição
- O comércio ilegal de álcool levou ao aumento da violência relacionada ao tráfico; figuras como Al Capone emergiram nesse contexto.
- A proibição não inibiu a produção clandestina; pelo contrário, resultou em corrupção entre autoridades e um aumento significativo na criminalidade.
Fracasso da Proibição e Retorno à Legalização
- Apesar das restrições legais, havia uma demanda social significativa por álcool. Isso levou ao enriquecimento das máfias envolvidas no contrabando.
- Em 1933, após anos de insatisfação pública com os efeitos negativos da Lei Seca na saúde pública e economia americana, a proibição foi abolida.
O Uso Histórico da Maconha
Relação dos Seres Humanos com a Maconha
- Os seres humanos têm utilizado maconha há muito tempo; até o século XIX era principalmente usada como medicamento.
Propagandas Históricas sobre Maconha
- Cigarros feitos com maconha eram vendidos em farmácias no Brasil no início do século XIX; isso demonstra seu uso medicinal comum naquela época.
Morfina: Da Extração à Heroína
Descoberta da Morfina
- A morfina foi isolada como o primeiro princípio ativo extraído de um composto vegetal no início do século XIX.
Desenvolvimento da Heroína
A Dependência da Morfina e seu Impacto Cultural
Uso e Efeitos da Morfina
- A morfina é amplamente utilizada para tratar dores intensas, mas sua eficácia está associada a um alto potencial de dependência.
- O uso repetido de morfina pode levar à acomodação orgânica, onde o organismo se torna dependente da substância para evitar reações adversas.
- Mesmo tratamentos curtos podem resultar em dependência, levando os pacientes a buscar a droga fora do contexto médico.
Contexto Histórico e Social
- No início do século XX, a heroína era uma preocupação social similar à morfina nos Estados Unidos e Europa.
- Em 1925, durante uma conferência sobre ópio, um médico brasileiro argumentou que a maconha era mais perigosa que a morfina no Brasil.
Comparação entre Maconha e Opiáceos
- O médico destacou que havia muitos viciados em haxixe no Brasil, sugerindo uma equivalência entre maconha e opiáceos na percepção pública.
- Essa comparação foi reforçada por grupos religiosos e industriais nos EUA durante a Lei Seca na década de 20.
Propaganda Antimaconha
- Nos EUA, começou uma campanha para demonizar a maconha como "assassina da juventude", associando-a ao consumo por minorias étnicas.
- Um filme chamado "Reefer Madness" retratou os perigos da maconha de forma exagerada e distorcida.
Legislação e Racismo
- Harry Anslinger apresentou argumentos racistas no Senado dos EUA em 1937 pedindo a proibição da maconha, alegando que ela causava comportamentos imorais entre as raças.
- A fala xenofóbica teve sucesso em influenciar políticas públicas contra o uso de maconha nos Estados Unidos.
Evolução do Tratamento do Alcoolismo
- Eric Jelinek publicou um texto sobre as fases do alcoolismo, defendendo que o ideal seria abstinência total.
A Relação entre Uso de Substâncias e Transtornos Psicológicos
Tratamento da Dependência
- O uso excessivo de álcool pode estar associado a problemas psicológicos ou de personalidade, sendo estes os maiores desafios no tratamento.
- Historicamente, o tratamento da dependência focava apenas na interrupção do uso da substância, desconsiderando outros fatores motivacionais.
Classificação das Substâncias
- O uso abusivo de substâncias é classificado como uma patologia, incluindo a síndrome de abstinência que apresenta sintomas físicos e psíquicos quando a substância é interrompida.
- Na década de 50 e 60, surgiram manuais diagnósticos que consideravam o uso de substâncias como um quadro patológico.
Contexto Sociocultural
- Após a Segunda Guerra Mundial, houve uma contestação social por parte dos jovens em relação aos valores da sociedade industrial, promovendo novos modos de vida e direitos civis.
- O movimento contracultural enfatizou o uso de drogas como forma de resistência à repressão e ao pensamento tecnocrático.
Legislação sobre Drogas
- Em 1961, a ONU incluiu a maconha na lista de drogas proscritas sem utilidade médica reconhecida, apesar das evidências contrárias sobre sua dependência.
- A convenção das Nações Unidas em 1971 manteve a maconha como uma substância restritiva e adicionou outras drogas psicodélicas à lista.
Impactos da Guerra às Drogas
- A guerra às drogas nos EUA nos anos 70 levou à expansão do narcotráfico globalmente e ao declínio dos movimentos pelos direitos civis.
- A cocaína se tornou central no narcotráfico após ser purificada no século XIX; seu abuso cresceu significativamente na década de 70.
Mudanças Culturais nas Décadas Finais do Século XX
Drogas e Proibição: Uma Análise Crítica
Contexto Histórico das Drogas no Brasil
- Na década de 80, a discussão sobre drogas no Brasil era marcada por textos como "Drogas: subsídios para uma discussão", de Jandira Mazuri e Elizaldo Carlini, que abordavam a temática com um viés científico.
- Em contraste, obras como as de Ferrarini, um ex-policial, eram mais comuns nas bibliotecas públicas, apresentando informações distorcidas sobre drogas, muitas vezes consideradas como fake news.
A Ciência Proibicionista
- Um estudo publicado em 2020 por autores espanhóis discute a funcionalidade política da ciência proibicionista, destacando que essa proibição surgiu de uma cruzada moralista com raízes xenofóbicas e racistas.
- A proibição foi sustentada por mentiras sobre a dependência da maconha em comparação com substâncias como heroína e morfina, levando à criação de leis restritivas no século XX.
Viés na Pesquisa Científica
- O chamado "proibicionismo científico" se baseou em apoio financeiro à pesquisa que favorecia evidências negativas sobre substâncias psicoativas.
- Pesquisadores que buscavam estudar os efeitos terapêuticos da maconha enfrentavam dificuldades para obter financiamento em comparação aos estudos que associavam o uso da droga ao fracasso escolar.
Especialistas Antidrogas e Controle Social
- O surgimento dos especialistas antidrogas geralmente provinha do campo da segurança pública e não da saúde. Isso gerou uma visão distorcida sobre o uso de drogas.
- Os autores discutem como a ideia de que as drogas são perigosas serve como um bode expiatório para desviar a atenção das desigualdades sociais existentes.
Guerra às Drogas e Desigualdade Racial
- A política de guerra às drogas implementada por Richard Nixon visava mais o controle social do que a saúde pública, especialmente direcionada à população não branca nos EUA.
- Gráficos mostram disparidades raciais nas taxas de prisão por posse de maconha; usuários negros são presos em proporções significativamente maiores do que brancos.
Riscos Associados ao Uso de Substâncias
Riscos Associados ao Uso de Substâncias
Comparação de Riscos entre Substâncias
- As bebidas alcoólicas apresentam os maiores riscos associados, tanto para o indivíduo quanto para terceiros, com uma pontuação de 72 em uma escala de 0 a 100.
- A heroína e a cocaína têm pontuações em torno de 54-55, enquanto a maconha atinge apenas 20 pontos na mesma escala.
- O MDMA (ecstasy), apesar de ser ilícito, mostra potencial terapêutico e apresenta menos de 10 pontos em termos de riscos.
Estudos Históricos sobre Maconha
- Antes da proibição em 1961, já se sabia que a maconha não apresentava tantos riscos associados. Um estudo da década de 50 encomendado pelo prefeito de Nova York analisou problemas sociais relacionados à substância.
- A proibição da maconha foi baseada em alegações infundadas sobre seu potencial abusivo e falta de utilidade terapêutica.
Dependência e Uso Recreativo
- Fumar maconha não causa dependência no sentido médico; não gera síndrome de abstinência como o álcool ou morfina.
- O uso da maconha não é um fator determinante para crimes ou delinquência juvenil; outros fatores são mais relevantes.
Tratamento com LSD
- O LSD tem sido estudado como tratamento para alcoolismo, mostrando resultados favoráveis quando comparado ao placebo.
- Pacientes tratados com LSD tiveram duas vezes mais chances de permanecerem abstinentes do que aqueles tratados com placebo.
Uso Histórico e Social das Drogas
- O uso de substâncias psicoativas é um fenômeno histórico; desde a pré-história há indícios do uso humano dessas substâncias.
- As drogas são utilizadas por diversas razões: trabalho, socialização, deleite sensorial e espiritualidade (exemplo: ayahuasca).
Perfil dos Usuários
- Usuários estão presentes em todas as classes sociais e faixas etárias; no entanto, a terceira idade consome mais substâncias do que os jovens.
Tipos de Uso das Substâncias
- Existem usos positivos das substâncias psicoativas que podem ter efeitos benéficos na saúde e aspectos sociais.
- O uso recreativo pode ser inofensivo se não impactar negativamente as relações sociais ou saúde do usuário (exemplo: bebedor social).
Consequências Negativas do Uso Excessivo
Uso de Substâncias: Dependência e Abuso
Conceitos de Uso de Substâncias
- O uso de substâncias pode levar a consequências graves, incluindo problemas de saúde e até óbito, especialmente no caso do álcool. A compulsão pelo uso se torna evidente mesmo quando a pessoa reconhece os efeitos negativos.
- O uso habitual e compulsivo é classificado como dependência, enquanto o uso que gera consequências negativas para o indivíduo ou terceiros é considerado abuso.
Prevalência do Uso Problemático
- Aproximadamente 15% das pessoas que experimentam drogas desenvolvem um padrão problemático. A maioria dos usuários (cerca de 85%) utiliza substâncias de forma não problemática.
- Dados da ONU indicam que entre 5% a 6% da população mundial faz uso de substâncias ilícitas anualmente.
Dependência Química
- Menos de 2% da população mundial desenvolve dependência química, apesar do número significativo que utiliza substâncias psicoativas.
- A dependência é considerada um transtorno comportamental crônico caracterizado pela compulsão em buscar e usar substâncias, além da perda de controle sobre o uso.
Características da Dependência
- A dependência pode ser vista como uma doença do cérebro, onde o uso recorrente altera tanto a anatomia quanto a funcionalidade cerebral ao longo do tempo.
- O diagnóstico para dependência envolve 11 sintomas relacionados ao controle do uso e às consequências sociais desse comportamento.
Fatores Contribuintes para Dependência
- Indicadores farmacológicos incluem tolerância (necessidade de doses maiores para os mesmos efeitos) e abstinência (síndromes desagradáveis na ausência da substância).
- Diferentes substâncias têm taxas variadas de desenvolvimento de dependência; por exemplo, um terço dos usuários de tabaco se torna dependente, enquanto apenas uma em cada vinte pessoas que usam psicodélicos desenvolve dependência.
Inter-relação entre Fatores
- A dependência não depende apenas da substância; fatores individuais como idade, sexo e estado emocional também influenciam.
Relação entre Crenças e Uso de Substâncias
Impacto das Crenças Disfuncionais
- Pensamentos negativos e crenças disfuncionais estão associados ao uso problemático de substâncias, especialmente em contextos sociais estressantes e culturas que promovem o consumo de álcool.
- A falta de autocontrole é frequentemente vista como fraqueza de caráter, levando a uma relação conflituosa com a substância.
Modelos de Dependência
- O modelo moral sugere que a dependência é resultado da fraqueza pessoal, contribuindo para o estigma do usuário.
- O modelo baseado na doença considera mudanças neurobiológicas que transformam o uso voluntário em compulsivo, destacando a abstinência como um desfecho esperado.
Abordagens Éticas no Tratamento
Promoção da Saúde e Redução de Danos
- Uma abordagem mais ética enfatiza a autonomia do indivíduo e seus direitos sobre seu corpo, sem prejudicar outros.
- A redução de danos não deve ser confundida com incentivo ao uso; visa minimizar problemas associados ao consumo.
Integração com Comorbidades
- O tratamento deve considerar comorbidades, como ansiedade associada ao alcoolismo, reconhecendo fatores biopsicossociais no manejo da dependência.
Tratamento da Intoxicação Aguda
Intervenções Emergenciais
- A intoxicação aguda por álcool é tratada em serviços de emergência, onde intervenções são eficazes dentro dos limites toleráveis.
Desintoxicação e Motivação
- A desintoxicação requer motivação para mudar a relação com a droga ao longo do tempo; tratamentos ambulatoriais são preferíveis à internação.
Internação e Cuidados Médicos
Necessidade de Cuidados Específicos
- Internações são recomendadas principalmente para aqueles com sintomas graves de abstinência que necessitam cuidados médicos adequados.
Abordagem Ambulatorial Ideal
- O ideal seria tratar os indivíduos sem retirá-los do convívio social familiar, focando em mudanças comportamentais relacionadas ao uso da substância.
Medicamentos no Tratamento da Dependência
Limitações dos Medicamentos Disponíveis
- Existem poucos medicamentos aprovados para tratar dependências específicas; muitos se concentram em condições psiquiátricas associadas à dependência.
Terapia Canábica como Alternativa
Uso da Maconha no Tratamento de Dependências
Histórico do Uso da Maconha
- O uso de maconha para tratamento de dependência não é uma novidade, com registros desde 1889 na revista Lancet sobre o uso do cânhamo indiano para tratar dependência de substâncias como ópio.
Estudos e Resultados no Brasil
- Em 1999, um estudo coordenado pelo professor Darti da Silveira mostrou que usuários de crack relataram redução na fissura ao usar maconha, mesmo sem prescrição médica.
- Aproximadamente 70% dos pacientes que foram incentivados a usar maconha abandonaram o crack; muitos também pararam de usar maconha após um ano.
Pesquisas Recentes
- Um estudo mais recente (2020) em Pernambuco investigou a maconha como estratégia contra a fissura do crack.
- Em 2023, pesquisa indicou que canabinoides podem ser benéficos no tratamento de transtornos por uso de substâncias.
Mecanismos e Efeitos da Maconha
- A ativação dos receptores endocanabinoides pode modular sistemas relacionados à dependência e influenciar estados mentais.
- Substâncias como a maconha podem induzir estados alterados de consciência, promovendo mudanças positivas na personalidade e motivação.
Abordagens Terapêuticas
- Intervenções não farmacológicas são comuns no tratamento das dependências, incluindo terapia individual e em grupo.
- Uma postura não julgadora em relação ao uso de substâncias é crucial para aumentar a empatia entre terapeuta e paciente.
Importância da Relação Terapêutica
- A aliança terapêutica é fundamental para resultados positivos; características pessoais do terapeuta são mais impactantes que a escola terapêutica utilizada.
- Empoderamento e compaixão são essenciais na relação terapêutica, ajustando planos individuais às circunstâncias dos pacientes.
Reflexões Finais sobre o Uso de Drogas
- É necessário educar as pessoas sobre o uso seguro das drogas; informações adequadas podem tornar esse uso menos problemático.
Efeitos e Administração de Substâncias
Duração dos Efeitos das Drogas
- A administração oral de substâncias, como em "space cakes" ou "brigadeiros", resulta em um início mais lento dos efeitos, mas com uma duração prolongada.
- O intervalo entre doses e a frequência de uso são cruciais; mesmo drogas altamente viciantes, como heroína ou morfina, podem não levar à dependência se usadas com intervalos adequados.
Interações entre Substâncias
- É importante considerar as interações entre diferentes substâncias, como o uso combinado de álcool e outras drogas.
- Recomenda-se consultar canais no YouTube que abordam esses temas, como os de Logan e Gabriel Pedroso, além do canal Drugs Lab Brasil.
Educação e Redução de Danos
- O grupo Ed Lei em São Paulo produz materiais informativos sobre redução de danos que são valiosos para quem busca informações sobre substâncias.
- A psicoeducação é fundamental; quando as pessoas estão bem informadas sobre suas condições e estilos de vida, elas conseguem melhorar seu autocuidado.
Importância da Informação no Tratamento