FISIOLOGIA DA VISÃO (FISIOLOGIA DE GUYTON) - FISIOLOGIA VISUAL - FISIOLOGIA HUMANA
Fisiologia da Visão
Introdução à Fisiologia da Visão
- O apresentador, Cleverson Dolvec, introduz o tema do vídeo, que é a fisiologia da visão, utilizando como base o livro "Fisiologia de Gaiton".
- Ele convida os espectadores a se inscreverem no canal e destaca que há mais de 100 vídeos disponíveis sobre fisiologia.
Funcionamento Básico da Visão
- A visão é um dos sentidos que permite interpretar o ambiente através de ondas eletromagnéticas transformadas em percepção visual pelo organismo.
- O olho capta a luz do ambiente e essa luz passa por várias estruturas até alcançar a retina, onde ocorre a conversão das ondas em percepção visual.
Caminho da Percepção Visual
- A luz penetra no olho e atinge a retina, onde as informações visuais são convertidas em sinais nervosos.
- Esses sinais percorrem o nervo óptico até chegar ao córtex occipital para interpretação.
Estruturas do Olho
- O olho possui diversas estruturas importantes: córnea (recebe e dissipa luz), esclera (parte branca do olho), íris (controla entrada de luz pela pupila).
- A íris atua como um músculo que contrai ou dilata para regular a quantidade de luz que entra no olho.
Componentes Internos do Olho
- O cristalino foca a luz na retina; humor aquoso e vítreo sustentam as estruturas internas do olho.
- A retina contém camadas essenciais para percepção visual, incluindo foto-receptores responsáveis pela detecção de luz.
Camadas da Retina e Foto-receptores
- A retina possui várias camadas com células nervosas e foto-receptores (cones e bastonetes).
Como a Luz Afeta a Fisiologia dos Fotorreceptores?
Estrutura e Função dos Fotorreceptores
- A luz entra no olho e passa por várias camadas até chegar à retina, onde se encontram as células ganglionares e os fotorreceptores.
- Os fotorreceptores contêm pigmentos, como a rodopsina, que é formada por opsina e 11-cis-retinal, um derivado da vitamina A.
- Quando o fotorreceptor recebe luz, o 11-cis-retinal se transforma em trans-retinal, ativando a proteína G chamada transducina.
- A transducina ativada influencia uma enzima chamada fosfodiesterase, que converte GMP cíclico em GMP. Isso resulta na abertura de canais de sódio e cálcio.
Mecanismo de Hiperpolarização
- A conversão de GMP cíclico em GMP fecha os canais de sódio, levando à hiperpolarização da célula fotorreceptora.
- Com a hiperpolarização, há uma redução na liberação do neurotransmissor glutamato pelas células fotorreceptoras.
- Sem glutamato liberado, as células bipolares não são inibidas e podem ser ativadas para estimular as células ganglionares.
Transmissão do Estímulo Visual
- As células ganglionares ativadas formam o nervo óptico que transmite informações visuais ao sistema nervoso central.
- O processo descrito ocorre tanto na presença quanto na ausência de luz; vamos explorar isso agora.
O Que Acontece na Ausência de Luz?
Resposta dos Fotorreceptores sem Luz
- Na ausência de luz, o 11-cis-retinal permanece inalterado; portanto, não ocorre a transformação em trans-retinal.
- Sem essa transformação, não há ativação da proteína G ou da transducina; assim, a fosfodiesterase não é ativada.
Efeitos sobre os Canais Iônicos
- O GMP cíclico continua presente e mantém os canais de sódio e cálcio abertos. Isso resulta em despolarização das células fotorreceptoras.
- Com os canais abertos, há liberação contínua de glutamato que inibe as células bipolares. Portanto, essas permanecem ativas.
Conclusão do Processo Visual
Ativação de Células e Transmissão Neural
Mecanismos de Ativação Celular
- A ativação da trânsitosina não ocorre, enquanto o fósforo de Esteves não é ativado. O MT5 mantém os canais de cálcio e sódio abertos, polarizando a célula que libera glutamato.
- O glutamato atua sobre a célula bipolar, inibindo-a. Essa ação inibitória impede o estímulo da célula ganglionar.
- Sem o estímulo da célula ganglionar, não há transmissão do sinal neural, resultando em ausência de resposta.
Estrutura da Retina
- A célula ganglionar representa o final do processo na retina, sendo crucial para a formação dos ramos do nervo óptico.