Função do Primeiro Grau ou Função Afim: Introdução Detalhada (Aula 1 de 6) | MEM #28
Função Polinomial do Primeiro Grau
Introdução à Função Afim
- A aula aborda a função polinomial do primeiro grau, também conhecida como função afim, que é um tema recorrente em vestibulares e no ENEM.
- A definição da função é apresentada: uma função f dos reais nos reais, expressa como f(x) = Ax + B , onde A e B são números reais.
Coeficientes da Função
- O coeficiente A não pode ser zero; caso contrário, a função se tornaria constante. Isso é essencial para manter a natureza da função do primeiro grau.
- O valor de B pode ser qualquer número real, sem restrições. Assim, a função tem domínio e contradomínio nos números reais.
Termos Especiais na Função
- Os termos A e B têm nomes específicos:
- A : coeficiente angular (acompanha a variável).
- B : coeficiente linear ou termo independente (não varia).
Grau da Função
- A função é chamada de "função do primeiro grau" porque o expoente de x é 1, sendo este o maior expoente presente na expressão.
- É importante esclarecer que o nome "primeiro grau" não está relacionado ao nível escolar em que é ensinado.
Flexibilidade na Notação
- Não se deve fixar apenas na notação padrão de funções ( f(x), x, y). Exemplos podem variar conforme o contexto (como temperatura representada por outra letra).
Compreendendo Coeficientes em Funções Lineares
Identificação dos Coeficientes A e B
- O coeficiente angular (A) é o termo que acompanha a variável x. No exemplo, A é igual a 3, sendo importante não confundir com a expressão "3x", onde apenas o número 3 representa A.
- O coeficiente linear (B) é o termo independente da função, que neste caso é 2. Portanto, temos A = 3 e B = 2.
Análise de Exemplos de Funções
Letra B
- Na função s(t) = -2t + 1, o coeficiente angular (A) é -2 e o coeficiente linear (B) é 1. É crucial considerar os sinais ao identificar esses valores.
Letra C
- Para a letra C, se não há número explícito na frente do x, isso significa que A vale 1. Muitas pessoas cometem o erro de pensar que seria zero.
- O conceito de elemento neutro na multiplicação explica por que não precisamos escrever "1" antes do x; ele está implícito.
Letra D
- Na letra D, A vale 2 e como não há um termo constante presente, B é igual a zero. Isso se deve ao fato de que somar zero não altera a função.
Aplicação Prática: Tabelinha para Valores de X
- Após entender os coeficientes das funções apresentadas, o próximo passo envolve calcular valores para f(x), utilizando uma tabela para organizar os resultados.
Cálculo de Funções e Gráficos
Introdução ao Cálculo de Par Ordenado
- O cálculo inicial envolve a determinação do par ordenado (X, Y), onde X = 2 resulta em Y = 8.
- Ao calcular para X = -1, obtemos Y = -1, demonstrando que valores iguais são possíveis.
- Para X = 0, o resultado é Y = 2; esses pares ordenados são essenciais para construir gráficos.
Importância dos Cálculos Mentais
- A prática de cálculos mentais é enfatizada como uma habilidade importante para economizar tempo.
- O foco agora se volta para a letra B da questão, onde a variável T será utilizada.
Cálculo com Variável T
- A função S(T) é definida como S(T) = -2T + 1; substituindo valores de T gera pares ordenados correspondentes.
- Para T = 2, S(2) resulta em -3. Assim, o par ordenado é (2, -3).
- Quando T = -1, S(-1) resulta em 3; portanto, o par ordenado é (-1, 3).
Continuação do Cálculo com T
- Para T = 0, S(0) resulta em 1. O par ordenado obtido é (0, 1).
- É possível também calcular o valor de T dado um valor específico de S. Por exemplo: se S(T)=−2.
Resolução de Equações
- Substituindo na equação e isolando T leva à resolução da equação do primeiro grau.
- Após manipulações algébricas simples, encontramos que T pode ser expresso como .
Conclusão sobre Funções e Gráficos
- A relação entre as variáveis X e Y é reiterada através da função F(X), que representa a mesma coisa que Y.
Cálculo de Funções Lineares e Aplicações
Cálculo de Par Ordenado
- O professor calcula o par ordenado (X, Y) para X = 2, resultando em Y = -1.
- Ao calcular para X = -1, aplica a regra da multiplicação e obtém Y = -2.
- Para X = 0, o cálculo resulta em Y = -3 ou -1,5, dependendo da forma como é escrito.
Função Linear
- A função F(X) é definida como o dobro de X. Para X = 2, Y é igual a 4.
- Quando X = -1, F(-1) resulta em Y = -2; e para X = 0, F(0) é igual a 0.
- A função linear sempre passa pela origem (0,0), cruzando os eixos do plano cartesiano.
Aplicações na Física
- O professor menciona aplicações da função polinomial do primeiro grau no movimento uniforme e uniformemente variado.
- No movimento uniforme: espaço em função do tempo é dado por S = S₀ + V * t.
- No movimento uniformemente variado: V(t) é igual à velocidade inicial mais aceleração vezes o tempo.
Observações sobre Funções
- A função do primeiro grau pode ser expressa como F(X)=AX+B. Se A=1 e B=0, temos a função identidade F(X)=X.
- Na função identidade, cada valor de X gera o mesmo valor para Y; exemplo: F(1)=1 gera o par ordenado (1, 1).
Funções Lineares e Gráficos
Peculiaridades das Funções Lineares
- A função linear tem a peculiaridade de passar pelo ponto (0,0) quando o coeficiente B é igual a zero.
- O gráfico de funções do primeiro grau pode ser esboçado utilizando uma tabela de valores para X e Y.
Esboçando Gráficos
- Para a função f(x) = x + 1 , ao calcular f(1) , obtemos o ponto (1, 2).
- Ao calcular f(-2) , encontramos o ponto (-2, -1).
Determinando Retas
- Para determinar uma reta, são necessários apenas dois pontos; um único ponto não define uma reta única.
- Com os pontos obtidos, já é possível traçar o gráfico da função.
Dicas para Cálculo de Pontos Importantes
- Um valor importante é quando x = 0 ; isso fornece diretamente o valor de B no eixo Y.
- O gráfico sempre cortará o eixo Y no valor correspondente a B. No caso da função f(x)=x+1 , este valor é 1.
Raiz da Função
- Outro ponto crucial é onde f(x)=0 . Para a função dada, isso ocorre em x = -1 .
- O ponto (-1, 0), onde a função corta o eixo X, é chamado de raiz ou zero da função.
Aplicação Prática com Outras Funções
- Utilizando os pontos (0, B) e (X, 0), podemos determinar rapidamente as retas para outras funções lineares.
- A continuidade dos valores gerados pela função confirma que todos os pontos estarão sobre a mesma reta.
Exemplificação com Novas Funções
- Na letra B do exercício, consideramos a função f(x)=2x - 1 .
- Calculando para x = 0 , obtemos o ponto (0, -1).
Gráfico de Funções Lineares e Raízes
Esboço do Gráfico
- O gráfico da função é esboçado, passando entre os pontos 0 e 1, cortando o eixo X.
- A reta que representa a função passa pelos dois pontos determinados anteriormente.
Análise da Letra C
- Para a função f(x) = -1 - x , quando x = 0 , f(0) = -1 . Portanto, o ponto (0, -1) é identificado.
- Calcula-se o valor de x onde a função é igual a zero: 0 = -1 - x , resultando em x = -1 .
- Assim, o gráfico corta o eixo X no ponto (-1, 0).
Análise da Letra D
- A função dada é f(x) = -2x , uma função linear sem termo constante ( b = 0 ).
- Quando x = 0 , temos f(0) = 0 ; portanto, um ponto adicional é necessário para traçar a reta.
- Ao calcular para x = -1: f(-1)=2, resultando no ponto (-1, 2).
Comparação dos Gráficos
- Observa-se que funções com coeficiente angular positivo ( a > 0) são crescentes; já funções com coeficiente negativo ( a < 0) são decrescentes.
Lei de Formação da Função do Primeiro Grau
Definição e Aplicação
- A lei de formação de uma função do primeiro grau tem formato geral: f(x)= ax + b.
Exemplo Prático
- Para determinar uma função que passe pelos pontos (2,3) e (3,5):
- Substitui-se na forma geral: para o primeiro ponto: f(2)=3.
- Isso resulta na equação: 3=a*2+b.
Resolução das Equações
Determinação de Funções do Primeiro Grau
Introdução à Função do Primeiro Grau
- Para determinar uma função do primeiro grau, são necessários os valores de a e b. Com esses valores, a lei de formação da função é completa.
Cálculo dos Valores de a e b
- No segundo ponto, onde x = 3 e y = 5, substitui-se na equação: 5 = ax + b.
- A expressão pode ser reorganizada para facilitar a resolução. Multiplicando a primeira equação por -1, torna-se possível simplificar o sistema.
Resolução do Sistema
- Após multiplicar por -1, as equações se tornam negativas: -3, -2, -B. Isso permite somar as duas equações.
- Ao somar as equações, obtemos que -b + b = 0, resultando em uma única incógnita para resolver.
Determinação dos Valores Finais
- O valor de a é encontrado como sendo igual a 2 após resolver a soma das equações.
- Para encontrar o valor de b, substitui-se o valor de a: 5 = 6 + b Rightarrow b = -1.
Função Completa e Prova Real
- A função final é expressa como f(x) = 2x - 1.
- Realiza-se uma prova real substituindo valores conhecidos para verificar se a função retorna os pares ordenados corretos.
Aplicação em Outro Exemplo
- Na letra B, inicia-se com um novo par ordenado onde f(1) deve resultar em -1.
- A forma geral da função é utilizada novamente: -1 = ax + b, onde se substitui o valor conhecido.
Resolvendo Novamente para Encontrar os Coeficientes
- Um segundo ponto é utilizado para criar outra equação. Somando as duas equações resulta em uma simplificação que leva ao cálculo do valor de b = 1/2.
Conclusão da Segunda Função
- O valor final de a = -3/2, levando à nova função: f(x)= -3/2x + 1/2.
Cálculo de Funções do Primeiro Grau
Cálculo da função f(1)
- O cálculo inicial é feito para a função f(1), onde x = 1. O resultado obtido é -2, após somar os valores -3 e 1.
- A partir do valor de x = 1, o par ordenado (1, -1) é determinado, confirmando que quando X vale 1, Y vale -1.
Cálculo da função f(-1)
- Para calcular f(-1), substitui-se x por -1 na função. O resultado obtido é Y = 2, resultando no par ordenado (-1, 2).
- A fórmula da função foi estabelecida como f(x) = -3/2 * x + 1. Essa relação permite determinar outros pontos.
Representação Gráfica
- Um gráfico das duas funções foi desenhado previamente. Os pontos (2, 3) e (-1, 2) foram marcados para visualização.
- É possível determinar a lei de formação da função do primeiro grau através dos gráficos ou dos pontos identificados.
Conclusão e Próximos Passos