Geo-Strategy #8:  The Iran Trap

Geo-Strategy #8: The Iran Trap

Resumo da Influência das Forças no Conflito EUA-Irã

Forças que Impulsionam os EUA em Direção à Guerra com o Irã

  • Existem três forças principais que estão levando os Estados Unidos a considerar uma guerra com o Irã: o Lobby de Israel, a dependência do império e a Arábia Saudita.
  • O Lobby de Israel é representado principalmente pela APAC, que possui cerca de 100.000 membros e é considerada a segunda organização de lobby mais poderosa nos EUA, atrás apenas dos pensionistas.
  • Além da APAC, os cristãos sionistas também fazem parte do Lobby de Israel, com organizações como "Christians United for Israel" contando com 7 milhões de membros. Juntas, essas entidades exercem grande influência sobre o governo dos EUA.
  • A dependência dos EUA por um império é motivada pela busca por dinheiro fácil, onde muitos lucram especulando financeiramente através de Wall Street.
  • O conflito principal no Oriente Médio não é entre Israel e Irã, mas sim entre Arábia Saudita e Irã; para a Arábia Saudita, o Irã representa uma ameaça existencial.

A Influência de Trump e Jared Kushner

  • Donald Trump atua como um campeão dessas forças; seu genro Jared Kushner tem laços estreitos tanto com Benjamin Netanyahu quanto com Mohammed bin Salman (MBS), líder da Arábia Saudita.
  • Kushner tem um histórico familiar forte no apoio à APAC e sua amizade próxima com líderes israelenses e sauditas permite que ele influencie as políticas americanas em relação ao Oriente Médio.
  • Há expectativas de que Trump retorne à presidência em novembro e escolha Nikki Haley como vice-presidente, uma figura conhecida por suas ligações com o lobby anti-Irã.

A Política Militar dos EUA

  • Durante sua administração anterior, Trump tomou decisões significativas que demonstraram a influência desses lobbies: retirou-se do acordo nuclear iraniano e transferiu a embaixada dos EUA para Jerusalém.
  • As ações militares sob Trump incluem ignorar assassinatos políticos na Arábia Saudita e promover os Acordos Abraão para unir países árabes contra o Irã.

Mudanças na Doutrina Militar Americana

  • A mudança na doutrina militar americana desde 2003 permitiu operações sem necessidade do consentimento público; isso gerou uma mentalidade de "hubris" nas forças armadas dos EUA.
  • Antes dessa mudança, princípios tradicionais como massificação das forças eram essenciais; agora se prioriza supremacia aérea e uso rápido da tecnologia militar moderna.

A Situação no Mar Vermelho e a Resposta Militar dos EUA

Desafios enfrentados pelos EUA contra os Houthis

  • O Mar Vermelho é uma rota comercial crucial, mas os Houthis têm atacado navios, afetando o comércio internacional.
  • A incapacidade do exército americano de derrotar os Houthis levanta questões sobre as soluções disponíveis para esse problema.
  • Apesar de ter forças especiais e supremacia aérea, os EUA carecem de tropas terrestres e navios suficientes para conter os ataques dos Houthis.

Limitações da Estratégia Militar Americana

  • Joe Biden reconhece que os EUA estão perdendo a guerra no Mar Vermelho, mas continuam com sua estratégia atual, refletindo um sentimento de hubris.
  • O Corpo da Guarda Revolucionária do Irã deseja conflito com os EUA devido à interferência americana na história do Irã.

Motivações para um Conflito com o Irã

  • O ressentimento em relação ao apoio dos EUA ao regime brutal do xá e à proteção contínua de Israel e Arábia Saudita alimenta a hostilidade iraniana.
  • Há especulações sobre possíveis assassinatos políticos dentro do Irã que podem estar ligados ao desejo de guerra contra os Estados Unidos.

Possíveis Cenários para uma Guerra entre EUA e Irã

Anúncio da Operação Liberdade Iraniana

  • Em março de 2027, Trump poderia anunciar uma invasão em larga escala do Irã com aliados como Israel, Arábia Saudita e outros países.

Justificativas para a Intervenção Militar

  • Trump argumentaria que protestos violentos no Irã indicam um desejo por democracia entre o povo iraniano, justificando a intervenção americana.
  • A alegação de que o Irã está próximo de desenvolver armas nucleares seria usada como razão para um ataque preventivo.

Protegendo Interesses Econômicos Globais

  • Os ataques iranianos às rotas comerciais são apresentados como uma ameaça à prosperidade global; portanto, a guerra seria necessária para proteger esses interesses econômicos.

Invasão ao Irã: Uma Análise Estratégica

Motivos para a Invasão

  • A decisão de invadir o Irã é baseada em cinco razões estratégicas, com a confiança na aliança com países como Reino Unido, Israel e Arábia Saudita.
  • O apoio a grupos de oposição iranianos é visto como uma forma de promover a democracia após a derrubada do regime atual.
  • A retórica enfatiza que o exército americano é o mais poderoso do mundo, citando vitórias rápidas em guerras anteriores como prova dessa superioridade.

Lançamento da Operação

  • Após um discurso motivacional, a operação militar é lançada e transmitida ao vivo pela TV e internet, destacando o poderio militar dos EUA.
  • O porta-aviões USS Gerald R. Ford é mencionado como uma peça central na estratégia americana para garantir supremacia aérea sobre o Irã.

Desafios Táticos

  • Um grande número de tropas americanas e sauditas desembarca no sul do Irã, estabelecendo uma presença significativa antes do ataque.
  • Apesar da aparente vantagem inicial dos EUA, surge a questão sobre quem realmente venceu a guerra devido à complexidade do terreno montanhoso iraniano.

Doutrina Militar Tradicional

  • A análise se volta para os princípios tradicionais da doutrina militar: concentração de forças, evitar cerco e proteger linhas de suprimento.
  • Os EUA enfrentam problemas críticos: suas tropas estão cercadas em um terreno difícil e não têm força suficiente para conquistar efetivamente o país.

Implicações Estratégicas

  • As dificuldades logísticas são evidentes; as tropas americanas não conseguem ser reabastecidas adequadamente devido à geografia montanhosa do Irã.
  • A falta de linhas de suprimento eficazes torna as tropas vulneráveis e incapazes de realizar operações ofensivas significativas.

Expectativas vs. Realidade

  • Existe uma expectativa que os iranianos se levantem contra seu governo após a invasão; no entanto, isso pode não ocorrer devido ao ressentimento histórico contra os EUA.

A Resistência Iraniana à Intervenção Americana

Motivos da Resistência

  • Os soldados americanos estão invadindo casas no Irã, causando destruição e prisões sem justificativa, o que gera uma percepção negativa entre os iranianos sobre a intervenção americana.
  • Os iranianos valorizam sua liberdade e pertencem a uma grande civilização, o que os leva a resistir à dominação estrangeira.
  • A religião também desempenha um papel importante; muitos iranianos veem os EUA como uma encarnação do mal (Satanás), sentindo-se obrigados religiosamente a lutar contra essa "ameaça".

Justificativas Americanas para a Invasão

  • Os EUA acreditam que o povo iraniano se levantará em apoio após a invasão, mas isso é mais uma necessidade de justificar a ação militar do que uma realidade.
  • A falta de tropas suficientes (apenas cerca de 60.000 no Oriente Médio) leva os EUA a criar narrativas de apoio popular para legitimar sua invasão.

Hubris e Percepções Errôneas

  • A crença na superioridade americana é alimentada pela hubris; eles acreditam que têm poder absoluto devido ao acesso às armas nucleares.
  • Essa visão distorcida pode levar os EUA a subestimar as consequências de suas ações, semelhante ao conceito grego de hubris.

Narrativas sobre Armas Nucleares

  • Trump afirma que o Irã está próximo de desenvolver armas nucleares, mas essa alegação carece de evidências concretas e serve apenas para justificar ações militares.
  • Mesmo com armas nucleares, há dúvidas sobre se o Irã realmente as utilizaria em um conflito direto com os EUA.

Análise Histórica e Teoria dos Jogos

  • Para entender por que os EUA enviariam tropas para um conflito potencialmente desastroso, são necessárias duas abordagens: análise histórica e teoria dos jogos.

Desafios da Expedição Ateniense

Problemas na Invasão de Siracusa

  • A expedição ateniense enfrentou um grande desafio ao invadir a Sicília, pois não tinham experiência em guerras estrangeiras.
  • O principal problema identificado foi o reabastecimento das tropas, algo que os atenienses não consideraram adequadamente.
  • No início, os atenienses dominaram o exército de Siracusa, forçando-o a se retrair para a cidade.
  • A marinha de Siracusa impediu o reabastecimento das forças atenienses, resultando na destruição do exército ateniense e na perda da guerra contra Esparta.
  • Historiadores questionam por que os atenienses tomaram tal decisão arriscada; a resposta pode estar no excesso de confiança (hubris) e na dependência do império.

Comparação com a Guerra do Vietnã

  • A situação dos atenienses é comparável à Guerra do Vietnã, onde os EUA também se envolveram em um conflito sem entender completamente o inimigo ou o terreno.
  • Em 1960, muitos americanos desconheciam o Vietnã; até 1969, meio milhão de soldados estavam envolvidos no conflito.
  • Os "Pentagon Papers" revelaram que a liderança militar americana expandiu a guerra sem conhecimento público e sabia desde cedo que era impossível vencer.

Desafios Estratégicos e Táticas

  • Para vencer uma guerra, três problemas devem ser resolvidos: estratégia clara, adaptação ao campo de batalha e vontade de lutar.
  • Mesmo com grande poderio militar e bombardeios massivos no Vietnã, os EUA não conseguiram destruir a vontade de luta dos vietnamitas.
  • A liderança política americana permaneceu na guerra devido à necessidade de manter credibilidade internacional e evitar perder prestígio.

O Dilema do Custo Irrecuperável

A Lógica da Guerra: Erros Estratégicos na Ucrânia

A Falácia do Custo Irrecuperável

  • O conceito de "falácia do custo irrecuperável" é discutido, onde mesmo sem chances de vitória, os EUA continuam a lutar em guerras como no Vietnã.
  • O exemplo atual da guerra entre Rússia e Ucrânia é apresentado, com Putin ordenando uma operação militar especial contra a Ucrânia em fevereiro de 2022.

Estrategias Militares e Retirada

  • A análise das táticas militares ucranianas revela que, diante de um inimigo poderoso, a única forma eficaz de combate seria recuar para evitar o cerco.
  • A lógica por trás da retirada é permitir que o inimigo se estenda além das linhas de suprimento, facilitando um possível cerco.

Erros Ucranianos na Guerra

  • Os ucranianos optaram por não ceder território e lutaram por cada polegada, resultando em perdas significativas devido à superioridade numérica russa.
  • Durante uma ofensiva no verão, as forças ucranianas atacaram fortificações russas bem defendidas, levando a pesadas baixas.

Fatores Adicionais na Decisão Ucraniana

  • O presidente Zelensky é descrito como alguém mais preocupado com a imagem pública do que com estratégias militares eficazes.
  • Comparações são feitas entre Zelensky e Trump quanto à preocupação com a aparência nas mídias ao invés da realidade estratégica.

Extremismo e Influência Externa

  • A presença de extremistas dentro das forças armadas ucranianas (neonazistas), que impulsionam uma agenda agressiva contra a Rússia.

Análise do Conflito: O Papel da NATO e das Forças Russas

Possíveis Consequências da Derrota da Ucrânia

  • Se a Ucrânia perder a guerra, pode haver uma resposta militar direta da NATO, semelhante ao que ocorreu em conflitos históricos como a Guerra do Vietnã.
  • Macron, presidente da França, expressou a intenção de enviar soldados franceses, enquanto o primeiro-ministro britânico considera convocar cidadãos para lutar contra a Rússia.

Análise de Jogo no Contexto Geopolítico

  • A análise de jogo sugere que as ações dos países são motivadas por interesses individuais em um "jogo" global.
  • Os EUA têm o objetivo de derrubar o regime iraniano através de uma invasão terrestre.

Motivações dos Principais Atores

  • O Irã busca provocar uma invasão americana para derrotar os EUA e vingar eventos passados.
  • Israel deseja ver o Irã derrotado e se beneficia se tanto os EUA quanto o Irã forem destruídos.

Dinâmica Regional e Resultados Desejados

  • Se ambos os países (EUA e Irã) forem eliminados, Israel se tornaria a principal potência no Oriente Médio.
  • A Arábia Saudita compartilha objetivos semelhantes aos de Israel, mas com menor capacidade militar.

Teoria dos Jogos e Implicações Militares

  • Todos os principais participantes desejam uma invasão do Irã, mas com resultados diferentes; isso cria um dilema estratégico.
  • A presença contínua de tropas americanas pode levar à falência dos EUA em retirar suas forças devido ao custo envolvido.

Cenário Nuclear e Estratégias de Defesa

  • A questão nuclear é central; Trump poderia ameaçar usar armas nucleares caso as tropas não fossem liberadas pelo Irã.

A Armadilha Americana no Oriente Médio

A Situação dos EUA no Irã

  • Os Estados Unidos se encontram em uma situação crítica, onde a única opção é enviar mais tropas para o Irã, mas isso os aprisiona ainda mais na região.
  • O problema de enviar mais tropas é que o exército americano enfrenta dificuldades para recrutar novos soldados e não consegue reabastecer as forças já presentes.
  • A falta de capacidade de fabricação nos EUA, devido à transferência da produção para a China, impede a criação de munições e suprimentos necessários para sustentar as tropas.
  • Se um conflito maior ocorrer, os EUA estariam em desvantagem significativa e presos em um "buraco negro", sem opções viáveis para vencer a guerra ou usar armas nucleares devido às restrições impostas por Putin.

Implicações da Invasão ao Iraque

  • A questão sobre a invasão do Iraque levanta preocupações sobre a soberania do país e a presença de milícias xiitas que poderiam atacar as forças americanas como resposta à invasão.
  • Mesmo com permissão do governo iraquiano, os desafios logísticos são enormes devido à geografia montanhosa que dificultaria a retirada das tropas americanas.
  • Com 100.000 soldados no país, retirar essas forças seria complicado; qualquer movimento pelas montanhas poderia resultar em emboscadas, enquanto drones inimigos representariam uma ameaça constante.

Conclusões Finais

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In his May 29, 2024 class, Jiang Xueqin explains that an American invasion of Iran would be a catastrophic mistake: If Trump were to win a second term, he would likely contemplate invading Iran. While an initial invasion would seem successful, American forces would quickly become bogged down in Iran's mountainous terrain. The American invasion would be similar to Athens' invasion of Sicily in 415 BCE, as described in Thucydides' The Peloponnesian War. Despite its initial successes, the Athenians couldn't re-supply themselves, and their entire expedition was wiped out. This disastrous defeat turned the war in Sparta's favor, and spelled the downfall of the Athenian empire. Could the American empire in Iran suffer the same fate as the Athenian empire in Sicily?