10ª Aula: Alzheimer e Parkinson e a Cannabis sativa L. - Profª Denise Pedra

10ª Aula: Alzheimer e Parkinson e a Cannabis sativa L. - Profª Denise Pedra

Introdução

Visão geral da seção: A aula começa com música e aplausos.

Introdução

Visão geral da seção: A música continua tocando e há mais aplausos.

Apresentação do curso

Visão geral da seção: O professor dá as boas-vindas à nona edição do curso sobre os terapêuticos da cannabis sativa. Hoje, eles receberão a Dra. Denise Pedra para falar sobre Alzheimer e Parkinson. A aula sobre esclerose foi adiada para uma próxima oportunidade devido ao excesso de conteúdo.

Apresentação da Dra. Denise Pedra

Visão geral da seção: A Dra. Denise Pedra é neurologista e pós-graduada em geriatria e gerontologia pela Universidade Federal Fluminense. Ela trabalha principalmente com idosos e doenças neurodegenerativas, sendo membro fundadora da Associação de Neurologia do Estado do Rio de Janeiro (NERD).

Experiência profissional da Dra. Denise Pedra

Visão geral da seção: A Dra. Denise Pedra também é membro de uma associação internacional de pesquisa em Doença de Alzheimer e atualmente coordena a comissão temática de Neurologia para a Sociedade Brasileira de Estudos da Cannabis.

Importância do envelhecimento cerebral

Visão geral da seção: O envelhecimento cerebral é o maior fator de risco para doenças neurodegenerativas, como Alzheimer e Parkinson. Estima-se que haja 1,1 bilhão de pessoas idosas no mundo atualmente, e esse número deve triplicar até 2060.

Estatísticas sobre demência

Visão geral da seção: Existem cerca de 50 milhões de pessoas com algum tipo de demência, sendo que 36 milhões têm doença de Alzheimer e 8 a 10 milhões têm doença de Parkinson. A cada três segundos, um novo caso de demência é diagnosticado no mundo.

Diferença entre demência e doença de Alzheimer

Visão geral da seção: Demência é um quadro geral de transtorno cognitivo, enquanto a doença de Alzheimer é uma forma específica e neurodegenerativa dessa condição. É importante entender que existem diferentes tipos de demência além do Alzheimer.

Prevalência da doença de Parkinson e Alzheimer

Visão geral da seção: No Brasil, estima-se que haja cerca de 200 mil pessoas com doença de Parkinson e 1,2 milhão com doença de Alzheimer. Essas são as duas principais formas de demência neurodegenerativa.

Definição e critérios para diagnóstico da demência

Visão geral da seção: Demência é caracterizada por um declínio cognitivo em relação às habilidades anteriores, interferindo nas atividades diárias. Para ser considerada demência, a pessoa deve apresentar pelo menos dois sintomas específicos e prejuízo funcional.

Características da demência

Visão geral da seção: A demência pode envolver diferentes domínios cognitivos, como memória, linguagem, função executiva e atenção. Não é necessário que a memória seja o principal sintoma para o diagnóstico de demência.

Doença de Alzheimer: características e progressão

Visão geral da seção: A doença de Alzheimer é a forma mais comum de demência e é um distúrbio neurodegenerativo. Seu aparecimento é gradual ao longo dos anos, com uma duração média de mais de 10 anos.

Outros tipos de demência

Visão geral da seção: Existem outros tipos de demência que não são neurodegenerativos, como a demência vascular causada por AVC ou outras causas reversíveis, como deficiências vitamínicas ou alterações tireoidianas.

Essa foi uma visão geral das principais informações abordadas na transcrição.

Fatores Patológicos da Doença de Alzheimer e a Ação da Cannabis

Visão Geral da Seção: Nesta seção, discute-se a importância dos fatores patológicos da doença de Alzheimer e como a cannabis pode atuar nesses fatores.

Papel da Cannabis na Doença de Alzheimer

  • A presença de placas formadas por depósito de proteína Beta amiloide e emaranhados neurofibrilares de proteína tau são alterações patológicas na doença.
  • A cannabis pode atuar nas placas amiloides, proteína tau e inflamação.
  • Além disso, a cannabis também possui propriedades antioxidantes.

Fatores de Risco e Prevenção das Doenças Neurodegenerativas

Visão Geral da Seção: Nesta seção, aborda-se os principais fatores de risco e prevenção das doenças neurodegenerativas, com foco na idade, história familiar e genética.

Fatores de Risco para Doenças Neurodegenerativas

  • A idade é o maior fator de risco para doenças neurodegenerativas.
  • História familiar de parente de primeiro grau e questões genéticas também são importantes fatores de risco.
  • A história familiar tem uma participação maior do que especificamente o fator genético.

Prevenção das Doenças Neurodegenerativas

  • Diminuir os fatores de risco modificáveis é importante na prevenção dessas doenças.
  • Controlar a pressão arterial, triglicerídeos, açúcar no sangue e colesterol são medidas que podem ser tomadas.
  • A prática regular de exercícios físicos é um fator contribuinte para a prevenção.
  • Alimentação saudável, evitando alimentos ultraprocessados e com propriedades anti-inflamatórias, também é recomendada.
  • Manter conexões sociais, se manter mentalmente ativo e ter um sono regular são importantes para a prevenção.
  • Evitar o tabaco e o consumo excessivo de álcool também são medidas preventivas.

Estilos de Vida Saudáveis para Prevenir Doenças Neurodegenerativas

Visão Geral da Seção: Nesta seção, discute-se os estilos de vida saudáveis que podem ajudar na prevenção das doenças neurodegenerativas.

Estilos de Vida Saudáveis

  • Consumir alimentos não anti-inflamatórios, evitar alimentos ultraprocessados e substâncias químicas como glúten e lactose são recomendações alimentares.
  • Manter conexões sociais, se relacionar com pessoas e se manter mentalmente ativo são importantes para a saúde cerebral.
  • Ter um sono regular e repousante é fundamental para a consolidação das memórias.
  • Evitar o tabaco pelos seus malefícios à saúde geral e consumir álcool em moderação também faz parte de um estilo de vida saudável.

Sintomas neuropsiquiátricos em doenças neurodegenerativas

Visão geral da seção: Nesta seção, o palestrante discute os sintomas neuropsiquiátricos em doenças neurodegenerativas, como a apatia, depressão, agitação e agressividade. Ele menciona que esses sintomas são frequentemente mal atendidos com medicações psicóticas ou calmantes, que podem levar a problemas maiores. Além disso, ele destaca a falta de eficácia dos tratamentos medicamentosos convencionais para esses sintomas.

Apatia e depressão

  • A apatia é um sintoma comum em doenças neurodegenerativas.
  • Não há uma medicação específica para tratar a apatia.
  • Os psicoestimulantes geralmente não são efetivos no tratamento da apatia.
  • A depressão também é comum em doenças como Parkinson e Alzheimer.
  • O tratamento da depressão nessas condições pode ser desafiador devido à resposta variável aos antidepressivos.

Agitação e agressividade

  • A agitação e a agressividade são sintomas que causam prejuízos significativos no dia a dia do paciente e de sua família.
  • Esses sintomas são frequentemente tratados com medicações psicóticas ou calmantes.
  • No entanto, essas medicações muitas vezes levam à sedação excessiva do paciente.
  • Estudos mostram que a maioria dos pacientes não se beneficia desses medicamentos.

Cannabis como alternativa de tratamento

  • Os sintomas neuropsiquiátricos são frequentemente mal atendidos pelos tratamentos convencionais.
  • A cannabis tem se mostrado eficaz no tratamento da agitação e agressividade em doenças neurodegenerativas.
  • Ao contrário do que muitos pensam, as evidências científicas para o uso da cannabis nesses sintomas também são limitadas.
  • Outros sintomas como alterações de sono também podem ser beneficiados pelo uso da cannabis.

Doença de Parkinson: uma patologia neurodegenerativa progressiva

Visão geral da seção: Nesta seção, o palestrante aborda a doença de Parkinson como uma patologia neurodegenerativa progressiva. Ele destaca a importância dos sintomas motores no diagnóstico da doença e menciona que os sintomas não motores também são relevantes, mas muitas vezes negligenciados.

Sintomas motores e não motores

  • A doença de Parkinson é caracterizada por uma perda progressiva de neurônios dopaminérgicos.
  • Os sintomas motores, como tremor, rigidez e bradicinesia (diminuição dos movimentos), são os principais sinais para o diagnóstico.
  • No entanto, antes do aparecimento desses sintomas motores, o paciente pode apresentar outros sinais precoces em diferentes áreas do corpo.
  • Esses sinais precoces incluem diminuição do olfato, constipação intestinal, depressão e alterações comportamentais.

Sintomas não motores

  • Além dos sintomas motores, a doença de Parkinson também apresenta uma variedade de sintomas não motores.
  • Esses sintomas incluem alterações cognitivas, distúrbios do sono, alterações gastrointestinais e alterações urinárias.
  • O tratamento medicamentoso para esses sintomas não motores é geralmente pouco eficaz.

Importância do diagnóstico precoce

  • É importante reconhecer os sinais precoces da doença de Parkinson para um diagnóstico precoce.
  • Muitas vezes, os pacientes não associam esses sinais a uma doença neurológica e podem demorar a procurar um neurologista.

Sintomas não motores em doenças neurodegenerativas

Visão geral da seção: Nesta seção, o palestrante discute os sintomas não motores em doenças neurodegenerativas, com foco na doença de Parkinson. Ele menciona que esses sintomas são frequentemente negligenciados e têm pouca resposta aos tratamentos medicamentosos convencionais.

Diminuição do olfato e alterações gastrointestinais

  • A diminuição do olfato é um sintoma precoce na doença de Parkinson.
  • Alterações gastrointestinais como dificuldade de deglutição, retardo no esvaziamento gástrico e prisão de ventre também podem ocorrer.

Alterações psíquicas e cognitivas

  • Pacientes com doença de Parkinson podem apresentar depressão, ansiedade e alterações comportamentais.
  • As alterações cognitivas incluem disfunção executiva e déficit de memória.

Alterações urinárias

  • A bexiga neurogênica é comum em pacientes com doença de Parkinson.
  • Além disso, o comprometimento motor pode levar a problemas urinários adicionais.

Sintomas da Doença de Parkinson

Visão geral da seção: Nesta seção, são discutidos os sintomas da doença de Parkinson e suas características.

Câimbras noturnas e dificuldades motoras

  • Pacientes com doença de Parkinson podem apresentar câimbras noturnas, dificuldades para se virar ou levantar durante a noite.
  • A lentificação motora é um sintoma comum, resultando em movimentos lentos e rigidez muscular.
  • O uso de medicamentos como a levodopa é importante para tratar os sintomas motores, mas pode levar a efeitos colaterais como acordar durante a noite devido à curta duração do medicamento.

Fadiga e dor

  • A fadiga é um sintoma frequente na doença de Parkinson, caracterizado por sensação de cansaço e astenia.
  • Os pacientes também podem experimentar diferentes tipos de dor, incluindo dor esquelética, postural e neuropática central.
  • Alguns pacientes podem encontrar alívio da dor através do uso de cannabis medicinal.

Sintomas motores

  • O tremor é um dos sintomas mais conhecidos da doença de Parkinson, mas não está presente em todos os casos. Cerca de 30% dos pacientes não apresentam tremor.
  • O tremor parkinsoniano é um tremor de repouso que ocorre quando o paciente está parado.
  • Além do tremor, outros sintomas motores incluem lentificação motora (bradicinesia), rigidez muscular e alterações posturais.

Outros aspectos dos sintomas

  • Alguns pacientes podem experimentar aumento da ansiedade, o que pode levar a uma exacerbação do tremor.
  • A hipotensão postural, queda de pressão arterial ao levantar-se, é comum tanto pela doença quanto pelo tratamento com levodopa.
  • Os sintomas motores geralmente começam de forma assimétrica em um lado do corpo e depois se espalham para o outro lado.

Importância da compreensão dos sintomas

  • É essencial compreender os diferentes sintomas da doença de Parkinson para um diagnóstico adequado e tratamento eficaz.
  • O manejo dos sintomas varia de acordo com as necessidades individuais de cada paciente.

Tratamento dos Sintomas

Visão geral da seção: Nesta seção, são abordadas opções de tratamento para os sintomas da doença de Parkinson.

Tratando a fadiga

  • A fadiga na doença de Parkinson pode ser difícil de tratar. Opções incluem o uso de psicoestimulantes e medicamentos como a Ritalina.

Alívio da dor

  • Pacientes com dor na doença de Parkinson podem encontrar alívio através do uso de cannabis medicinal.
  • Diferentes tipos de dor podem estar presentes, como dor esquelética, postural e neuropática central.

Abordagem aos sintomas motores

  • O tremor é um dos principais sintomas motores que levam os pacientes a procurar atendimento médico. No entanto, nem todos os pacientes apresentam tremor.
  • Além do tremor, outros sintomas motores incluem lentificação motora (bradicinesia), rigidez muscular e alterações posturais.

Importância do diagnóstico correto

  • É importante entender que a doença de Parkinson pode se apresentar de diferentes formas, incluindo formas rígidas assimétricas sem tremor.
  • O diagnóstico adequado é essencial para um tratamento eficaz e personalizado.

Características dos Sintomas

Visão geral da seção: Nesta seção, são discutidas características específicas dos sintomas da doença de Parkinson.

Tremor parkinsoniano

  • O tremor na doença de Parkinson é um tremor de repouso, diferente do tremor essencial que ocorre durante o movimento.
  • O tremor parkinsoniano começa de forma assimétrica em um lado do corpo e depois se espalha para o outro lado.
  • Estresse pode exacerbar o tremor em pacientes com doença de Parkinson.

Rigidez muscular e alterações posturais

  • Além do tremor, os pacientes podem experimentar rigidez muscular assimétrica e alterações posturais, como inclinação do tronco para frente.
  • Essas características podem levar a desequilíbrio e aumentar o risco de quedas.

Bradicinesia

  • A bradicinesia é caracterizada pela lentificação motora e dificuldade em iniciar movimentos.
  • Os pacientes podem precisar dar impulso ou usar apoio para levantar-se ou iniciar movimentos.

Conclusão

A doença de Parkinson apresenta uma variedade de sintomas motores, como tremor, lentificação motora, rigidez muscular e alterações posturais. Além disso, os pacientes podem enfrentar fadiga e dor. O tratamento envolve abordar os sintomas individualmente, com opções como medicamentos, cannabis medicinal e psicoestimulantes. É importante compreender as características específicas dos sintomas para um diagnóstico correto e tratamento adequado.

Alterações físicas e motoras

Visão geral da seção: Nesta seção, são discutidas as alterações físicas e motoras observadas em pacientes com doenças neurodegenerativas.

Alterações faciais e musculares

  • Os pacientes podem apresentar uma diminuição dos movimentos faciais, dando a impressão de terem um rosto mais "parado" ou com aspecto de máscara.
  • O piscar dos olhos e a movimentação da musculatura facial são reduzidos.
  • A gesticulação é menor e a caligrafia pode ficar pequena, resultando em micrografia.

Alterações na voz

  • A voz pode ficar mais baixa.
  • Com o avanço da doença, ocorrem alterações na deglutição, incluindo acúmulo de saliva.
  • São utilizadas substâncias locais para diminuir a produção excessiva de saliva, como medicamentos que causam boca seca ou injeções de toxina botulínica nas glândulas parótidas.

Alterações na marcha e equilíbrio

  • Os pacientes podem apresentar uma marcha caracterizada por passos curtos e juntos.
  • Dificuldade em virar o corpo pode levar a quedas repentinas.
  • Em alguns casos, ocorre congelamento dos pés no chão, dificultando o movimento. Alguns truques podem ser utilizados para ajudar o paciente a retomar a marcha, como levantar os joelhos ao caminhar ou jogar uma bolinha de papel no chão para estimular o movimento.

Exemplo prático

  • Um paciente, que era jogador de futebol, utilizava uma bolinha para ajudar a destravar o movimento quando ficava travado.
  • Essa técnica permitia que ele voltasse a andar normalmente.

Receptores canabinoides e sua relação com doenças neurodegenerativas

Visão geral da seção: Nesta seção, são abordados os receptores canabinoides e sua relação com doenças neurodegenerativas, como Alzheimer e Parkinson.

Receptores CB1 e CB2

  • Os receptores CB1 estão mais presentes no sistema nervoso central, em neurônios do córtex cerebral, amígdala, hipocampo e base do cerebelo.
  • Os receptores CB2 são encontrados principalmente nas células do sistema imunológico no cérebro, como astrócitos e micróglia.
  • A ativação desses receptores está associada à modulação da atividade dos neurotransmissores e à redução da inflamação.

Efeitos terapêuticos dos fitocanabinoides

  • O THC (tetra-hidrocanabinol) reduz a agitação e agressividade em pacientes com Parkinson ou Alzheimer.
  • O CBD (canabidiol) também possui estudos significativos relacionados ao tratamento dessas doenças neurodegenerativas.

Fitocanabinoides na doença de Alzheimer e Parkinson

Visão geral da seção: Nesta seção, são discutidos os principais fitocanabinoides utilizados no tratamento da doença de Alzheimer e Parkinson.

Fitocanabinoides estudados

  • A cannabis possui mais de 500 componentes, sendo que cerca de 170 canabinoides já foram estudados.
  • Os principais fitocanabinoides são o THC e o CBD.
  • O CBN e o CBG também possuem estudos relacionados ao sono, analgesia e ação anti-inflamatória.

Efeitos terapêuticos do THC e CBD

  • O THC reduz a agitação e agressividade em pacientes com doenças neurodegenerativas, como Parkinson e Alzheimer.
  • O CBD também possui benefícios no tratamento dessas doenças.

As informações fornecidas são baseadas no conteúdo do transcript.

Tratamento para a Doença de Alzheimer

Visão Geral da Seção: Nesta seção, o palestrante discute o tratamento da Doença de Alzheimer e como os medicamentos à base de cannabis podem ser utilizados.

Medicamentos à base de cannabis para a Doença de Alzheimer

  • Os medicamentos chamados anti-colesterólicos são usados no tratamento da fase leve a moderada, com doses um pouco maiores para a fase grave.
  • Esses medicamentos, como rivastigmina e donepezila, bloqueiam uma enzima que degrada a acetilcolina, um neurotransmissor importante para a memória.
  • O THC (tetra-hidrocanabinol), presente na cannabis, tem o mesmo efeito desses medicamentos ao aumentar a disponibilidade de acetilcolina no cérebro.
  • Além disso, o THC também diminui a liberação do glutamato, reduzindo sua neurotoxicidade na cascata neurodegenerativa.

Ação multi-modal dos canabinoides

  • Os canabinoides presentes na cannabis têm uma ação em diferentes fatores relacionados à doença de Alzheimer.
  • Enquanto os medicamentos convencionais atuam em alguns aspectos da patologia, os canabinoides têm efeitos adicionais que não são encontrados nesses medicamentos.
  • Por exemplo, o THC melhora sintomas como depressão, fadiga e dor. Também ajuda na desconexão entre dor e sofrimento.
  • O CBD (canabidiol) melhora questões como ansiedade, sono e possui propriedades anti-inflamatórias e antioxidantes.

Efeitos específicos dos canabinoides

  • O CBD reduz a formação de proteína beta-amiloide, que se acumula nos neurônios e leva à morte neuronal.
  • Os canabinoides sintéticos ajudam a remover a proteína beta-amiloide das células cerebrais humanas.
  • Além disso, o THC tem um efeito mais específico no tremor, sendo útil para pacientes com doença de Parkinson ou esclerose múltipla.

Estudos sobre os efeitos dos canabinoides

Visão Geral da Seção: Nesta seção, o palestrante menciona estudos relacionados aos efeitos dos canabinoides na Doença de Alzheimer.

Resultados de estudos

  • Estudos mostram que o CBD reduz a formação de proteína beta-amiloide e bloqueia vias relacionadas ao acúmulo dessa proteína.
  • Em estudos com ratos, os canabinoides sintéticos bloquearam a liberação de substâncias que levam à formação de emaranhados neurofibrilares.
  • Os canabinoides têm potencial para tratar diferentes aspectos da doença de Alzheimer, como inflamação, agitação e convulsões.

Benefícios do THC em combinação com CBD

Visão Geral da Seção: Nesta seção, o palestrante discute os benefícios do uso combinado de THC (tetra-hidrocanabinol) e CBD (canabidiol).

Melhora dos sintomas

  • A adição de THC em combinação com CBD pode levar a uma melhora mais substancial nos sintomas.
  • O THC tem efeitos sedativos, melhorando a fadiga e a depressão.
  • O CBD possui propriedades anti-psicóticas, reduzindo a agitação e tendo potencial para tratar esquizofrenia.

Benefícios dos canabinoides na Doença de Alzheimer

Visão Geral da Seção: Nesta seção, o palestrante destaca os benefícios dos canabinoides no tratamento da Doença de Alzheimer.

Diversos benefícios

  • Os canabinoides têm uma ação multi-modal no tratamento da doença, atuando em diferentes sintomas e aspectos relacionados à patologia.
  • Além de aliviar a dor e melhorar o sono, eles possuem propriedades antidepressivas e ansiolíticas.
  • O CBD é um potente anti-inflamatório que também pode ser usado para tratar doenças ósseas articulares e distúrbios do colágeno.

Ações dos canabinoides na Doença de Alzheimer

Visão Geral da Seção: Nesta seção, o palestrante explora as diferentes ações dos canabinoides na Doença de Alzheimer.

Ações específicas

  • Os canabinoides atuam como os medicamentos convencionais disponíveis no mercado para tratar a patologia.
  • No entanto, eles também têm outras ações que os medicamentos convencionais não possuem.
  • Por exemplo, o THC melhora sintomas como depressão, fadiga e dor, enquanto o CBD melhora a memória, ansiedade e sono.

Ações dos canabinoides no cérebro

Visão Geral da Seção: Nesta seção, o palestrante discute as ações dos canabinoides no cérebro relacionadas à Doença de Alzheimer.

Ação no glutamato

  • Os canabinoides, como o THC, diminuem a liberação do neurotransmissor glutamato.
  • Isso reduz sua neurotoxicidade na cascata neurodegenerativa associada à doença.
  • Essa ação é semelhante à de outros medicamentos convencionais usados para tratar a Doença de Alzheimer.

Medicamentos convencionais vs. Canabinoides

Visão Geral da Seção: Nesta seção, o palestrante compara os medicamentos convencionais com os canabinoides no tratamento da Doença de Alzheimer.

Bloqueio da enzima acetilcolinesterase

  • Os medicamentos convencionais utilizados atualmente bloqueiam uma enzima que degrada a acetilcolina.
  • Os canabinoides também têm essa propriedade ao bloquear essa enzima e aumentar a disponibilidade de acetilcolina no cérebro.
  • No entanto, os canabinoides não possuem os mesmos efeitos colaterais dos medicamentos convencionais.

Ratinhos com Melhor Performance

Visão Geral da Seção: Nesta seção, discute-se a melhora na performance de ratinhos.

Desempenho Melhorado em Ratinhos

  • Estudo brasileiro mostrou que o nabilone reduziu a discinesia induzida por levodopa em pacientes com doença de Parkinson.
  • Pacientes com doença de Parkinson experimentaram melhorias nos sintomas, como ansiedade e sintomas psicóticos, após o uso de CBD.
  • Um estudo comparando placebo a diferentes doses de CBD mostrou diferenças significativas na qualidade de vida dos pacientes com doença de Parkinson.
  • Pacientes parkinsonianos tratados com CBD apresentaram melhora no distúrbio comportamental do sono REM.
  • O uso de cannabis inalada demonstrou diminuição das quedas, dor e depressão em pacientes com doença de Parkinson.

Estudos sobre Alzheimer e Parkinson

Visão Geral da Seção: Nesta seção, são apresentados estudos relacionados ao Alzheimer e à doença de Parkinson.

Estudos sobre Alzheimer e Parkinson

  • Existem cerca de 170 estudos sobre cannabis e doença de Alzheimer e quase 200 estudos sobre cannabis e doença de Parkinson.
  • Estudos em modelos animais mostraram melhora da cognição e memória espacial com o uso de canabidiol.
  • Estudos em modelos animais também demonstraram efeitos neuroprotetores da cannabis na doença de Parkinson.

Potencial Terapêutico da Cannabis

Visão Geral da Seção: Nesta seção, é discutido o potencial terapêutico da cannabis.

Potencial Terapêutico

  • Estudos em modelos animais mostram todo o potencial terapêutico da cannabis, incluindo modulação do receptor CB2 e redução da neuroinflamação.
  • Estudos com doses baixas de THC mostraram benefícios em pacientes idosos com doença de Alzheimer.
  • Pesquisas clínicas sobre os efeitos dos canabinoides na doença de Parkinson são limitadas, mas há estudos recentes que mostram seu potencial anti-parkinsoniano.

As referências para os estudos mencionados podem ser encontradas no vídeo.

Ação dos canabinoides em receptores e resposta no tratamento de ansiedade

Visão geral da seção: Nesta parte, é discutida a ação dos canabinoides em receptores além dos canabinoides, mostrando sua resposta no tratamento de ansiedade.

Ação em outros receptores e relação com ansiedade

  • Os canabinoides têm ação em receptores além dos canabinoides.
  • O CBD tem uma ação significativa em outros receptores, como os receptores serotoninérgicos.
  • Essa ação nos receptores serotoninérgicos pode ser um dos motivos para o efeito do CBD no tratamento da ansiedade.

Ação em outros receptores e benefícios terapêuticos

  • Além dos receptores canabinoides, os canabinoides também agem em outros receptores.
  • Isso inclui diminuição do estresse oxidativo, neuroinflamação e disfunção sináptica.
  • Doses baixas de THC também mostram resposta terapêutica em modelos animais.

Canabinoides no ciclo circadiano e doença de Alzheimer

  • Metanálises mostram que os produtos à base de fitocanabinoides podem ser alternativas no tratamento de doenças neurodegenerativas, como Doença de Alzheimer, Doença de Parkinson e Doença de Huntington.
  • Estudos específicos demonstram o uso de canabinoides no tratamento da demência por corpos de Lewy.

Efeitos do canabidiol (CBD) em pacientes com Parkinson

  • Pacientes com demência por corpos de Lewy apresentaram resultados positivos ao utilizar canabinoides.
  • Estudos mostram o efeito do canabidiol em pacientes com síndrome das pernas inquietas.

Cannabis como neuroprotetor e atuação nos receptores CB2

  • A cannabis tem sido estudada como um neuroprotetor em desordens neurológicas.
  • Os endocanabinoides também têm papel na modulação de doenças neurodegenerativas.
  • A atuação nos receptores CB2 mostra melhora em desordens cognitivas e emocionais.

Utilização de THC no tratamento de doenças neurodegenerativas

  • Estudos demonstram que aumentar o nível de THC pode levar a uma melhora nos sintomas comparado ao uso de doses baixas ou ausência de THC.
  • É importante ter critério ao utilizar THC, considerando os efeitos psicoativos, mas não se furtar a oferecer essa oportunidade para patologias específicas.

Estudo clínico sobre o uso de extratos enriquecidos com canabidiol (CBD) e tetrahidrocannabinol (THC) em pacientes com Parkinson

Visão geral da seção: Nesta parte, é apresentado um estudo clínico realizado por um grupo do Rio de Janeiro sobre o uso de extratos enriquecidos com CBD e THC em pacientes com Parkinson e demência por corpos de Lewy.

Contexto do estudo

  • Formulações básicas de cannabis são amplamente utilizadas por pacientes com problemas neurológicos e psiquiátricos.
  • No entanto, não havia estudos publicados sobre a utilidade clínica dos extratos enriquecidos com CBD e CBG para os sintomas parkinsonianos.

Objetivo do estudo

  • O objetivo foi coletar dados clínicos preliminares de pacientes com Parkinson e demência por corpos de Lewy sobre a prescrição médica desses extratos.

Métodos utilizados

  • Foram revisados os prontuários eletrônicos de 14 pacientes com Parkinson e 5 pacientes com demência por corpos de Lewy.
  • Os extratos utilizados continham até 3% de THC.
  • O estudo está em fase 2 e serão apresentados alguns detalhes desse estudo.

Resultados de Estudos sobre Cannabis em Pacientes

Visão Geral da Seção: Nesta seção, são apresentados os resultados de estudos relacionados ao uso de cannabis em pacientes, abordando alterações comportamentais do sono REM, insônia, ansiedade e dor. Também é discutida a importância do CBD e CBG no tratamento da dor.

Resultados dos Estudos

  • Os resultados dos estudos mostraram que o uso de cannabis foi positivo para alterações comportamentais do sono REM, insônia, ansiedade e dor.
  • O CBG e o THC foram observados como formulações eficazes para o tratamento da dor. O CBG também possui propriedades analgésicas e anti-inflamatórias.
  • As alucinações foram atenuadas em ambos os grupos de pacientes estudados.
  • A segurança e tolerabilidade do uso de cannabis foram favoráveis na pequena amostra estudada.
  • Conclusões: Futuros ensaios clínicos devem focar nos benefícios potenciais da cannabis para ansiedade e nos possíveis efeitos antipsicóticos do CBD. O CBD com CBG também deve ser avaliado em um ensaio clínico de fase 2.

Uso de Cannabis por Pacientes com Doença de Parkinson

Visão Geral da Seção: Nesta seção, são apresentados os resultados de um estudo escandinavo sobre o uso e atitudes em relação à cannabis por pessoas com doença de Parkinson.

Resultados do Estudo

  • O estudo contou com a participação de 530 pacientes e seus cuidadores.
  • O consumo de cannabis foi associado à melhora da função motora em 69,5% dos pacientes.
  • A maioria dos estudos sobre o uso de cannabis na doença de Parkinson foca nos sintomas não motores, como ansiedade, depressão, distúrbios do sono e dor.
  • Na prática clínica, muitos pacientes relatam melhorias significativas no sono e na redução da dor com o uso de cannabis.
  • Metade dos usuários de cannabis procuraram aconselhamento médico sobre seu uso, enquanto apenas 19,9% dos não usuários demonstraram interesse em discutir o tema com profissionais de saúde.

Atitudes e Barreiras para o Uso de Cannabis por Pacientes com Doença de Parkinson

Visão Geral da Seção: Nesta seção, são discutidas as atitudes e barreiras enfrentadas pelos pacientes com doença de Parkinson em relação ao uso de cannabis.

Resultados do Estudo

  • Cerca de 11,3% dos pacientes relataram uso prévio de cannabis.
  • Muitos pacientes têm receio em conversar com seus médicos sobre o uso de cannabis por medo das reações ou falta de conhecimento dos profissionais sobre o assunto.
  • É importante ter uma conversa franca entre médicos e pacientes para garantir um acompanhamento clínico adequado.
  • O estudo aponta para a necessidade de uma abordagem vigilante ao uso não prescrito de cannabis e acompanhamento clínico na doença de Parkinson.

Conclusão

Os estudos analisados mostram resultados positivos no uso de cannabis para o tratamento de sintomas como alterações comportamentais do sono REM, insônia, ansiedade, dor e melhora da função motora em pacientes com doença de Parkinson. No entanto, ainda existem barreiras e falta de conhecimento por parte dos profissionais de saúde sobre o assunto. É importante promover uma conversa aberta entre médicos e pacientes para garantir um acompanhamento adequado e seguro do uso da cannabis como terapia complementar.

Efeitos sintomáticos do uso de cannabis na doença de Parkinson

Visão geral da seção: Esta seção discute os efeitos sintomáticos relatados com o uso de cannabis na doença de Parkinson.

Efeitos sintomáticos relatados com o uso de cannabis na doença de Parkinson

  • Um estudo anônimo foi realizado com 1881 pessoas com doença de Parkinson.
  • 58,5% dos participantes eram homens, com idade média de 66,5 anos.
  • 50,3% dos participantes tinham a doença há menos de três anos.
  • 73% dos entrevistados relataram uso medicinal da cannabis, embora 30,8% não tenham informado seus médicos.
  • A maioria (86,7%) conhecia o tipo específico de produto à base de cannabis que estavam usando.
  • Os resultados mostraram melhorias frequentes em dor, ansiedade, agitação e sono.
  • Os efeitos adversos mais comuns foram boca seca, tontura e alterações cognitivas.
  • Usuários que consumiram produtos com maior teor de THC relataram melhorias mais frequentes na depressão, ansiedade e tremores.

Uso de diferentes canabinoides para tratar doenças neurodegenerativas

Visão geral da seção: Nesta seção é discutida a importância do uso adequado dos diferentes canabinoides no tratamento das doenças neurodegenerativas.

Uso adequado dos canabinoides no tratamento das doenças neurodegenerativas

  • Existe uma discussão sobre qual canabinoide é mais adequado para cada tipo de doença.
  • Estudos geralmente focam em produtos à base de CBD devido aos riscos associados ao THC.
  • No entanto, o THC pode ser muito importante no tratamento de doenças neurodegenerativas, como a doença de Parkinson.
  • É possível começar com óleo de CBD e gradualmente aumentar a dose de THC até encontrar uma dosagem efetiva.
  • É importante monitorar os efeitos indesejados e ajustar a dose conforme necessário.

Estudo sobre o uso de cannabis na doença de Alzheimer

Visão geral da seção: Nesta seção é apresentado um estudo brasileiro que investigou o uso de cannabis na doença de Alzheimer.

Estudo brasileiro sobre o uso de cannabis na doença de Alzheimer

  • Um estudo realizado no Brasil mostrou melhorias nos sintomas da doença de Alzheimer com o uso de microdoses do extrato canabinoide contendo THC.
  • O estudo foi realizado em um único paciente durante 22 meses.
  • Foram observadas melhorias na memória e nas funções cerebrais do paciente.
  • A microdosagem do canabinoide mostrou-se eficaz no tratamento da doença, evitando os principais efeitos colaterais associados ao THC.

Microdosagem como tratamento para a doença de Alzheimer

Visão geral da seção: Nesta seção é discutido o potencial terapêutico da microdosagem no tratamento da doença de Alzheimer.

Potencial terapêutico da microdosagem na doença de Alzheimer

  • A microdosagem de canabinoides, como o THC, pode ser eficaz no tratamento da doença de Alzheimer.
  • Estudos mostraram que doses baixas de THC (500 microgramas) podem ter efeitos terapêuticos significativos sem causar efeitos psicoativos relevantes.
  • Mais pesquisas estão sendo realizadas para explorar o uso da cannabis no tratamento da doença de Alzheimer.

Conclusão e perspectivas futuras

Visão geral da seção: Nesta seção são apresentadas as conclusões finais e as perspectivas futuras sobre o uso de cannabis no tratamento de doenças neurodegenerativas.

Conclusões e perspectivas futuras

  • O Brasil possui bons pesquisadores na área e produz trabalhos relevantes sobre o uso de cannabis em doenças neurodegenerativas.
  • É importante continuar a pesquisa tanto na área básica quanto na área clínica para melhor compreender os benefícios e riscos do uso de cannabis nessas condições.
  • Estudos adicionais com um maior número de pacientes são necessários para confirmar os resultados promissores encontrados até agora.

Pesquisa no Brasil

Visão Geral da Seção: Nesta parte do vídeo, o palestrante fala sobre a importância da pesquisa no Brasil e os desafios enfrentados devido à falta de patrocínio.

Importância da Pesquisa no Brasil

  • A pesquisa é fundamental para o avanço científico e tecnológico do país.
  • Apesar das dificuldades, é importante continuar promovendo a pesquisa no Brasil.
  • Mostrar que também temos capacidade de realizar pesquisas relevantes aqui.

Desafios da Falta de Patrocínio

  • Um dos principais desafios enfrentados é a falta de patrocínio para projetos de pesquisa.
  • Mesmo com as dificuldades financeiras, é necessário seguir em frente e buscar alternativas para financiar as pesquisas.
  • Apesar das dificuldades, é possível superar os obstáculos e mostrar que a pesquisa brasileira tem valor.

Qualquer dúvida ou questionamento adicional pode ser enviado por e-mail para o palestrante.

10ª Aula: Alzheimer e Parkinson e a Cannabis sativa L. - Profª Denise Pedra | YouTube Video Summary | Video Highlight