Agonistas Colinérgicos (parte 1 - receptores) | Aula 9 | Farmacologia rápida e fácil | Flavonoide
Introdução ao Sistema Nervoso Autônomo
Visão Geral da Aula
- A aula é uma introdução aos fármacos do sistema nervoso autônomo, com recomendações para assistir a uma vídeo aula anterior sobre fisiologia.
- A estrutura da aula está dividida em duas partes: discussão sobre receptores e depois sobre os fármacos.
Estrutura do Sistema Nervoso Autônomo
- O sistema nervoso autônomo é dividido em simpático (reação de luta e fuga) e parassimpático (descanso e digestão).
- Os neurônios colinérgicos são responsáveis pela produção, armazenamento e liberação de acetilcolina.
Receptores Colinérgicos
Tipos de Receptores
- Os pós-ganglionares do parassimpático possuem receptores muscarínicos, enquanto os do simpático têm receptores nicotínicos.
- Exceções existem, como nas glândulas sudoríparas que são ativadas pelo simpático através de um pós-ganglionar colinético.
Processo de Liberação da Acetilcolina
- O processo de liberação da acetilcolina ocorre em seis passos:
- Colina entra no neurônio via transporte dependente de sódio.
- Colina reage com acetil coenzima A formando acetilcolina.
- Acetilcolina é armazenada em vesículas pré-sinápticas.
- Despolarização axônica leva à fusão das vesículas com a membrana plasmática e liberação na fenda sináptica.
- Feedback negativo ocorre quando a acetilcolina se liga a receptores pré-sinápticos.
- A enzima acetilcolinesterase quebra a acetilcolina, interrompendo a transmissão.
Receptores Muscarínicos vs Nicotínicos
Características dos Receptores Muscarínicos
- Os receptores muscarínicos são acoplados à proteína G e estão relacionados ao aumento dos níveis de cálcio intracelular (M1 e M3).
- Existem cinco tipos principais: M1, M2, M3, M4 e M5. Focamos principalmente nos três primeiros devido à sua relevância clínica.
Funções dos Receptores Nicotínicos
Receptores Nicotínicos e Suas Funções
Tipos de Receptores Nicotínicos
- Existem dois tipos principais de receptores nicotínicos: N1 (ou NM), encontrados nas junções neuromusculares, e N2 (ou NN), localizados nos gânglios autônomos e no sistema nervoso central.
Efeitos dos Agonistas e Antagonistas
- A localização dos receptores influencia as reações ao se aplicar agonistas ou antagonistas. O impacto varia conforme o tipo de receptor envolvido.
Receptores M1, M4 e M5
- Os receptores M1, M4 e M5 estão no sistema nervoso central e são relacionados à cognição. Agonistas podem melhorar a aprendizagem e a comunicação, enquanto antagonistas causam dificuldades cognitivas.
Receptor M2 e Frequência Cardíaca
- O receptor M2 está associado ao coração; sua ativação provoca bradicardia (diminuição da frequência cardíaca), enquanto um antagonista resulta em taquicardia.
Localizações dos Receptores M3
Trato Urinário
- No trato urinário, agonistas do receptor M3 promovem contração da bexiga para facilitar a micção; antagonistas relaxam a bexiga para inibir essa vontade.
Sistema Digestivo
- No intestino, agonistas aumentam os movimentos peristálticos, podendo causar diarreia em excesso; antagonistas diminuem esses movimentos, levando à constipação.
Tecido Glandular
- Nos tecidos glandulares exócrinos, agonistas aumentam a secreção enquanto antagonistas reduzem essa secreção. Fármacos anticolinérgicos podem causar boca seca devido à diminuição da secreção.
Olhos
- Em relação aos olhos, agonistas do receptor M3 provocam miose (contração da pupila), enquanto antagonistas causam midríase (dilatação).
Pulmões
- Nos pulmões, agonistas estimulam broncoconstrição; já os antagonistas promovem broncodilatação.
Resumo das Reações do Sistema Nervoso Parassimpático
- As reações mediadas por agonistas colinérgicos são opostas às do sistema nervoso simpático. Por exemplo, durante situações de estresse ou luta/fuga, o corpo não deve realizar funções como micção ou digestão.
Conclusão sobre Agonismo vs Antagonismo
Entendendo o Sistema Nervoso: Simpático e Parassimpático
Diferenças entre os Sistemas Nervosos
- O sistema parassimpático é menos intuitivo para lembrar em comparação ao simpático, que possui reações mais claras e diretas.
- A compreensão das ações do sistema simpático pode ser facilitada ao associar suas reações a fármacos agonistas colinérgicos, que promovem efeitos opostos aos do simpático.
Fármacos e Seus Efeitos
- Os fármacos colinérgicos têm efeitos que mimetizam as ações do sistema parassimpático no organismo.
- Em contrapartida, os antagonistas colinérgicos ou fármacos anticolinérgicos geram efeitos anti-parassimpáticos, refletindo as ações do sistema simpático.