Simpósio - Arquivo com memória - Eni Orlandi

Simpósio - Arquivo com memória - Eni Orlandi

Conferência de Abertura

Visão Geral da Seção: A professora Eni Orlandi fala sobre a questão do arquivo com memória e o Centro de Documentação Urbana.

Arquivo com Memória

  • O sentido de "arquivo com memória" pode variar dependendo do contexto.
  • A memória é estruturada pelo esquecimento, mas também pela lembrança.
  • Ao fazer um gesto de interpretação, você está realizando uma certa feição do arquivo e da memória.
  • A construção do Centro de Documentação Urbana (CDU) foi um processo que envolveu muitas pessoas, incluindo bibliotecárias e pesquisadores.

Centro de Documentação Urbana

  • O CDU é um órgão institucional que se constitui como parte integrante dos projetos da universidade.
  • O portal é importante para a visibilidade do CDU, mas há também o invisível que faz parte dessa história.
  • A história da produção do CDU no laboratório envolve várias etapas e pessoas.

Linguagem, Arquivo e Memória

Visão geral da seção: Nesta seção, a palestrante fala sobre a invisibilidade da linguagem social e como isso afeta a construção de um arquivo de memória. Ela também discute o desejo de inventar e reinventar teoricamente, mas enfatiza que é necessário persistência para sustentar a construção do objeto de memória.

Invisibilidade da linguagem social

  • A linguagem social é invisível e isso afeta a construção de um arquivo de memória.
  • O cotidiano acidentado torna difícil dar visibilidade à linguagem social.

Desejo de inventar e reinventar teoricamente

  • É importante ter o desejo de inventar e reinventar teoricamente.
  • No entanto, é necessário persistência em teoria para sustentar a possibilidade de construir um objeto de memória.

Construção do arquivo como objeto de memória

  • A questão teórica sobre o que é um corpo implica uma compreensão diferente do que normalmente é entendido nas outras disciplinas da linguagem.
  • Não basta querer inventar; é preciso ter persistência em teoria para sustentar a possibilidade de construir um objeto de memória.

Condições para produção acadêmica

Visão geral da seção: Nesta seção, a palestrante discute as condições necessárias para produzir pesquisa acadêmica na área das letras.

Dificuldades para reconhecimento acadêmico

  • Na época, havia dificuldades para reconhecer projetos de arquivo dentro da área das letras.
  • O desconhecimento do cnpq sobre o projeto de arquivo dentro da área das letras foi um obstáculo para a obtenção de financiamento.

Construção do projeto

  • A construção do projeto foi possível graças ao empenho dos pesquisadores e bibliotecários envolvidos.
  • O projeto foi construído a partir de conversas e convivência pluralista no laboratório.

Arquivo como memória

Visão geral da seção: Nesta seção, a palestrante discute a relação entre arquivo e memória.

Apropriação do conhecimento

  • As pessoas que frequentam um arquivo ou centro de documentação se apropriam do conhecimento ali presente.
  • Os centros e núcleos permitem uma diversidade de perspectivas dentro dos quais é possível fazer diferentes formas de conhecimento.

Reflexão sobre o arquivo como memória

  • A relação entre arquivo e memória ainda é algo difícil de compreender completamente.

Memória e Arquivo

Visão geral da seção: Nesta seção, a palestrante fala sobre a importância da memória e do arquivo em diferentes situações. Ela também menciona como o museu do Ipiranga deixou de ser apenas um lugar para visitar e se tornou um espaço para lazer.

A importância da memória e do arquivo

  • A memória e o arquivo permanecem em diferentes situações.
  • É importante mexer nos materiais de memória para suportar as marcas que são colocadas neles.
  • O Centro de Documentação é uma maneira institucionalizada de preservar a memória.

O Museu do Ipiranga

  • Antônio Augusto escreveu sobre o Museu do Ipiranga, que deixou de ser apenas um lugar para visitar.
  • As pessoas começaram a usar o entorno do museu para lazer, o que incomodou a administração.
  • Isso mostra como os espaços podem ter diferentes funções ao longo do tempo.

Arquivo Institucional

  • Há uma concepção divergente da memória no trabalho da palestrante.
  • É possível dar outro formato à materialidade discursiva relacionada ao arquivo e à memória institucional.

Fundo Michel Pecheux

Visão geral da seção: Nesta seção, os participantes discutem a criação do Fundo Michel Pecheux e como ele foi organizado.

Criação do Fundo Michel Pecheux

  • O percurso para criar o fundo foi cheio de buracos e outras coisas ilógicas.
  • O fundo era um pretexto para visualizar o empate cuca e construir algo com os materiais disponíveis.
  • A hemeroteca foi criada com recortes de jornais, incluindo a ajuda de Clarinda e Mônica.
  • Os materiais foram guardados ao acaso, mas também foram selecionados pela visibilidade que tiveram na mídia.
  • Cada gesto era uma forma de criar um ambiente propício para as coisas acontecerem.

Análise de Discurso

  • O Fundo Michel Pecheux é uma forma desestabilizadora de análise de discurso que introduz a teoria política e ideológica na linguística.
  • Ele arregimenta conhecimentos já estabilizados e propõe outras coisas que produzem uma certa ruptura na história da linguística.
  • É uma forma interessante de análise porque discute com aquilo que foi produzido anteriormente.

Importância prática do Fundo Michel Pecheux

  • O fundo tornou disponível em um único lugar toda a obra significativa do peixe, além dos trabalhos feitos em torno dele por outros pesquisadores.
  • Ele não limita a questão do arquivo apenas às obras do peixe, mas traz outras obras relevantes para a pesquisa.
  • O fundo é uma memória institucional que está disponível para os pesquisadores consultarem e se mobilizarem.

A importância dos arquivos na pesquisa

Visão geral da seção: Nesta seção, o palestrante discute a importância dos arquivos na pesquisa e como eles podem levar a outras descobertas.

Arquivos como fonte de pesquisa

  • Os textos que conseguimos vão indicando outros textos que são relações de sentido.
  • Pesquisa em bibliotecas pode começar com uma nota de rodapé.
  • Um arquivo vale por aquilo que nele não há.

Reconstituindo a história das ideias

  • Análise do discurso ajuda a reconstituir uma história das ideias.
  • Texto "Psicologia Social Motoki em Crise" mostra o trabalho inicial com questões do sujeito e origem no laboratório de psicologia social.

Centros e núcleos para cuidar dos assuntos

  • Centros emissivos permitem reflexão sobre o próprio sistema ou sociedade.
  • Centro de documentação urbano Label Clube é um exemplo a ser seguido.
  • O modo de documentação já apresenta pistas do processo de trabalho do laboratório.

Arquivo com memória

  • CDO (Centro de Documentação e Informação) é um arquivo com memória.
  • Visa atender simultaneamente à instituição que promove e ao público leitor e pesquisador.

Possibilidade de ter um arquivo

  • Em 1997, durante uma conferência em Paris, foi anunciado o Lábio Urbe como centro da questão do discurso banco.
  • Possibilidade de ter um arquivo despertou interesse entre sociólogos, linguistas e humanistas.

Objetivo do Laboratório

Visão geral da seção: Nesta seção, o palestrante fala sobre o objetivo principal do laboratório e como eles estão trabalhando para compreender os espaços urbanos e a linguagem que é usada nesses espaços.

Objetivo do Laboratório

  • O objetivo principal do laboratório é compreender como os espaços urbanos são analisados e como eles significam.
  • Eles estão trabalhando em uma iniciativa para criar um arquivo de fatos de linguagem no espaço urbano e uma biblioteca de textos relativos ao conhecimento sobre linguagem na cidade.
  • A iniciativa se baseia no objetivo básico do laboratório de compreender como os espaços urbanos são analisados e como eles significam.
  • O centro de documentação é importante para ajudá-los a dar forma a algo que não tem visibilidade por cima, que é sua forma de conhecimento que está produzindo as formas de conhecimento.

Análise da Linguagem na Cidade

Visão geral da seção: Nesta seção, o palestrante fala sobre a análise da linguagem na cidade e como isso ajuda a entender melhor os espaços urbanos.

Análise da Linguagem na Cidade

  • A análise da linguagem na cidade ajuda a entender melhor os espaços urbanos.
  • O objetivo principal do laboratório é compreender como a linguagem se realiza na cidade.
  • Os objetos específicos incluem as condições de produção das pessoas deixando suas marcas, bem como a forma como o selo se organizou.

Projeto Temático

Visão geral da seção: Nesta seção, o palestrante fala sobre o projeto temático do laboratório e como ele ajuda a compreender melhor a linguagem na cidade.

Projeto Temático

  • O projeto temático do laboratório é o sentido público do espaço urbano.
  • O projeto ajuda a compreender melhor o que lhes ver com nos diferencie a wada sócio em risco urbana da geografia urbana dos organismos etc para a construção de artefatos como cedo é importante pra gente.
  • A construção de artefatos como cedo é importante para eles produzirem objetos que vêm mediadores entre o que eles queriam fazer e a visibilidade que seria dada.

Centro de Documentação

Visão geral da seção: Nesta seção, o palestrante fala sobre a importância do centro de documentação e como ele ajuda na produção de conhecimento.

Centro de Documentação

  • Um centro de documentação é algo em que se institucionalizar sempre vai te ajudando a dar forma algo que não tem visibilidade por cima, que é sua forma de conhecimento que está produzindo as formas de conhecimento.
  • Os objetos específicos adquirem forma através desses artefatos, como o cedo.
  • A memória da própria teoria também é importante para eles.

Reflexão e pesquisa teórica sobre o arquivo como espaço polêmico

Visão geral da seção: Nesta seção, o palestrante discute a importância da reflexão e pesquisa teórica na implementação dos Centros de Documentação Urbana (CDUs) como espaços polêmicos. Ele destaca a necessidade de uma filiação teórica e metodológica explícita para organizar arquivos de maneira que não seja apenas um gesto de interpretação.

Importância da filiação teórica e metodológica explícita

  • A organização dos arquivos deve ter uma filiação teórica e metodológica explícita.
  • As bibliotecas não têm mandato, mas as limitações ao gosto são importantes.
  • O CDU traz um mundo que antecede o pré-mundo que produz aquele gesto de interpretação.

Reconhecimento na forma

  • É importante reconhecer a forma depois pelo menos na análise pública.
  • No museu, é possível reconhecer como está organizado.
  • Na biblioteca, ainda é necessário reconhecer as redes de memória nas quais se inscrevem os fatos de linguagem constituídos em arquivo.

Critérios de organização dos materiais

  • Como resultado do processo reflexivo e teórico, estabelecemos critérios para organizar os materiais nos CDUs.
  • Esses critérios não são apenas um gesto de interpretação que organiza o arquivo, mas também levam em conta as redes de memória nas quais se inscrevem os fatos linguísticos constituídos em arquivo.

Estratégia de organização dos arquivos

  • A estratégia é sempre a partir do nosso laboratório e focalizando questões relevantes de linguagem.
  • Irá organizar arquivos memórias ao mesmo tempo em que vamos solicitando materiais a diferentes centros de pesquisa urbana.
  • É importante explicar a teoria para que as pessoas que frequentam o centro entendam como aquilo se configura.

Importância da linguagem na reflexão sobre os estudos urbanos

  • A crescente importância do tema urbano não está confinada aos estudos sociológicos ou políticos, mas também na reflexão sobre a linguagem.
  • No nosso caso, trabalhamos no confronto do político com o simbólico e é atravessado pela questão da ideologia.

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Evento "Simpósio - Bibliotecas, Arquivo e Centros de Documentação: Desafios do Mundo Contemporâneo" Participante: Eni Orlandi. 22/11/16 - Auditório do Labeurb